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13/02/2011 - 10:52

Um Abu Dhabi diferente

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Felipe Paranhos

Eu acho o circuito de Abu Dhabi uma aberração. Limitado pela área do hotel baseado na Marina de Yas, o traçado não possibilita ultrapassagens e produz deformidades como o Petrov segurar o Alonso uma corrida inteira tendo um carro bem mais lento e o Grosjean, na GP2, não conseguir sequer colocar o carro ao lado do Bianchi mesmo virando várias voltas mais rápidas.

Mas esse vídeo contradiz parte do que se diz sobre a pista. Na noite de ontem, depois da corrida da GP2 Àsia que deu a vitória a Stefano Coletti, James Courtney e Jason Bright, da V8 Supercars, travaram linda disputa nas últimas voltas, com algumas ultrapassagens entre si. Na F1, em 2009, Button e Webber também protagonizaram uma boa briga, mas, talvez por conta das condições da pista para monopostos, o inglês não conseguiu ultrapassar, mesmo tendo carro para isso.

O vídeo tem dez minutos, vale a pena ser visto inteiro. Além disso, é em HD, tá bonitão.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2, V8 Supercars Tags: , , , , , , , ,
18/09/2010 - 07:47

Os estreitos caminhos que levam à pista do Algarve

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Mexilhoeira Grande, Portugal | Em tempos de autódromos grandiosos, com hotéis luxuosos ao lado dos boxes, o circuito do Algarve, embora novo em folha e moderno (e com uma piscina das mais atraentes do paddock), vive uma contradição, especialmente se pensarmos em Interlagos e tudo que existe ao redor do principal circuito brasileiro.

O circuito lusitano, nunca é demais, recebe neste final de semana a sétima rodada do Mundial de GT1, além dos campeonatos europeus de GT3 e GT4. A F-Superliga também integra a programação.

A pista portuguesa foi construída em uma região litorânea, das mais prósperas de Portugal, cercada de casas de veraneio, propriedades rurais, onde oliveiras e pequenas vinícolas dão um charme especial ao lugar. O turismo dita as regras aqui.

Mas passear por aqui é uma aventura e faz lembrar as estradas apertadas das especiais do Mundial de Rali de algumas etapas européias. Apesar de ser fácil o acesso ao autódromo pela rodovia A22 (muito embora o GPS não tenha apontado essa rota como a melhor, o que na verdade proporcionou uma rica experiência pela região), vários caminhos levam à pista e, em algum momento, você vai se deparar com um túnel estreito ou uma curva acentuada, onde, certeza, passa apenas um carro. E onde, certeza, você jamais imaginaria que existe um autódromo enorme atrás das colinas.

Não tem uma grande cidade próxima ao circuito, o que intensifica o ar bucólico da região e o paradoxo com a agitação do autódromo. Para ser mais precisa, a pista fica no município de Mexilhoeira Grande, que possui pouco mais de três mil habitantes, próximo a Portimão e a Faro. O traçado está a duas horas e meia de carro de Lisboa, em torno de 220 km da capital.

Tudo o que se vê ao redor são colinas e estradas estreitas, o que nos leva a pensar em como os grandes caminhões das equipes fizeram para chegar ao circuito. Se fora a vida segue calma e lenta, sem quase ninguém nas pequenas ruas, dentro do autódromo o agito dos carros e das equipes é grande.

A área de box e o paddock são amplos, assim como a sala de imprensa. A F1, por exemplo, não encontraria qualquer problema para instalar os luxuosos motorhomes de suas equipes aqui. As instalações também são impressionantes, com prédios modernos e acessos fáceis. Neste final de semana, são quatro categorias na pista e não se viu ninguém em tendas improvisadas. Todos têm seu espaço. Tem pelo menos cinco setores de arquibancadas por dentro e por fora da pista.

O traçado é dos mais atraentes: tem uma grande reta, curvas de alta e média velocidades, descidas e subidas. Mas isso só vou descobrir hoje à noite, quando percorrer a pista a bordo de um GT1.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
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