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20/10/2011 - 16:21

Desnecessário

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

de Sumaré

“A equipe decidiu apoiá-lo. Matematicamente tudo é possível, qualquer coisa pode acontecer e vou fazer meu melhor. Meu trabalho será ajudar [a equipe] a conquistar os títulos. Não é a posição dos sonhos para piloto algum.”

Este é Sébastien Ogier, que deu as declarações acima durante entrevista coletiva que antecede o início do Rali da Catalunha, prova que será crucial para a definição do título do WRC em 2011. O piloto da Citroën se referiu a Sébastien Loeb, seu companheiro de equipe e líder da temporada ao lado de Mikko Hirvonen, da Ford. Ambos somam 196 pontos. Seria natural que a equipe francesa beneficiasse seu principal piloto e, em teoria, aquele que tem mais chances de ser campeão mundial.

Até aí, beleza. Só que Ogier, terceiro colocado, está a apenas TRÊS pontos de Loeb e Hirvonen. A Ford também fez uso do jogo de equipe nas últimas etapas do Mundial, já que o colega de Mikko, Jari-Matti Latvala, já não tem mais chances de título e abriu passagem para o compatriota, tanto na Austrália — onde Hirvonen venceu —, como na França. A tática ajudou o finlandês a alcançar Loeb no topo da tabela. A estratégia e o jogo de equipe da montadora do óvalo azul se justificam porque há apenas um piloto com chances reais de título.

Agora, quanto à Citroën, não há razão nenhuma para tal postura. Claro, a cúpula da equipe pode avaliar que é melhor para a marca que Loeb seja octacampeão, já que o piloto é um mito do rali e também acabou de renovar contrato pelo menos até 2013, rechaçando uma proposta tentadora da Volkswagen. Talvez a Citroën dê a preferência a Loeb como forma de gratidão por permanecer na equipe até o fim de sua carreira.

É a velha questão da ética no esporte que aflora mais uma vez. Lembre-se que não faz muito tempo, no ano passado, a Ferrari efetuou jogo de equipe para favorecer Fernando Alonso, único na equipe em condições de conquistar o título, em detrimento de Felipe Massa. No entanto, McLaren e Red Bull deixaram a disputa livre entre seus pilotos, e o resultado foi o vimos nas duas últimas temporadas.

O favorecimento da Citroën em relação a Loeb em fase tão crucial do campeonato é totalmente desnecessário para ele, para a própria equipe e para o Mundial de Rali como um todo. Embora Ogier esteja em melhor forma neste fim de temporada, com duas vitórias em três provas, o heptacampeão não precisa disso nem JAMAIS precisará: é o melhor do mundo no rali e franco favorito para a vitória na Catalunha e em Gales, última etapa do Mundial.

Só há uma grande razão que justificaria tal postura da Citroën: a confirmação dos boatos que dão conta da ida de Ogier para a Ford em 2012, em uma eventual troca com Mikko Hirvonen, que segundo o noticiário aponta, pode ser o novo colega de Loeb na próxima temporada. Seja lá como for, tal postura é ruim para a marca, é ruim para Loeb, Ogier e principalmente para o esporte.

Autor: - Categoria(s): Rali, WRC Tags: , , , , , , ,
24/11/2009 - 11:53

Kimi mais perto do Mundial de Rali?

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Sem lugar na F1, o destino de Kimi Raikkonen em 2010 parece cada vez mais próximo do rali. De acordo com o site “Automoto365”, o finlandês assinou um pré-contrato com a Citroën para a próxima temporada.

Raikkonen inicialmente era cotado para a vaga de Heikki Kovalainen na McLaren. O cockpit inglês, na verdade, era a única alternativa, segundo o próprio piloto, para permanecer no Mundial no próximo ano. Mas como se sabe as negociações fracassaram. Entende-se que alguns aspectos financeiros e compromissos com patrocinadores tenham minado o acordo. O time britânico, então, optou por Jenson Button.

Após o anúncio da compra da Brawn pela Mercedes e da transferência de Button para a escuderia de Woking, o nome de Kimi surgiu com força para ocupar um dos carros prateados. No entanto, os rumores de que teria fechado com alemães foi desmentido por Kimi que, mais uma vez, insistiu em um ano sabático na F1.

Mas ida de Raikkonen para o Mundial de Rali é vista com bons olhos. Será a primeira vez que a categoria terá um campeão mundial de F1 disputando a temporada toda. Além disso, é uma forma de reforçar o campeonato, que nos últimos meses perdeu fabricantes importantes como a Subaru. Seria um grande empurrão.

No momento, não se sabe a natureza do contrato de Kimi com a Citroën. Mas acredita-se que o piloto tenha duas possibilidades: a de defender a equipe júnior da fábrica gaulesa ou correr junto com Petter Solberg.

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