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06/06/2011 - 15:45

Sem pé, nem cabeça

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Confesso que não assisti às etapas da F-Superliga televisionadas pelo Bandsports no último final de semana, já que estava no belo Velopark fazendo a cobertura da Porsche Cup. Não que eu morra de amores pela categoria, nada disso. Mas eu fiquei curioso para saber mesmo se haveria corrida em Assen depois de tanta confusão e indefinição, principalmente por conta de um grid tão diminuto e da não participação de Corinthians e Flamengo no certame.

Pois é. Nada de times brasileiros na F-Superliga. O país é representado por uma única equipe, que conta com Antonio Pizzonia no volante. E só. O grid não é dos mais cheios, apenas 14 carros, o que mostra que pouco a pouco, a Superliga vai perdendo em interesse depois dessa filosofia adotada nesse ano.

É estranho ver que não há identificação entre piloto e equipe (ou país representado), do mesmo jeito que hoje muitos jogadores de futebol não se identificam com o clube e zás. É bizarro ver Duncan Tappy acelerar com o carro do JAPÃO e Andy Soucek, com a TURQUIA. E também não é menos esquisito ver um carro da Holanda disputando a vitória com outro carro da Holanda. Quiseram adotar uma filosofia da finada A1 GP, mas essa categoria que está aí está sem pé, nem cabeça. Não é nem A1 GP, nem Superliga. Não é nada.

Não sei por que diabos mexeram em algo que, se não estava dando tão certo, tinha algo bem estruturado e tal. Mas enfim. O fato é que, mesmo com um grid vazio, as corridas foram bem disputadas, como você pode ver no vídeo acima. Pizzonia mandou bem e quase ganhou a superfinal e o prêmio de € 100 mil, grana essa que foi para Craig Dolby.

Aliás, falando em dinheiro, outra coisa também é preciso ponderar: de onde sai a ferpa que banca isso tudo, já que a Superliga não é lá um primor de audiência e de público pagante? Como diria Januário de Oliveira, sinistro, muito sinistro.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga Tags: , , , , , ,
26/05/2011 - 16:44

'Otoridade' clubística

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

Antonio Pizzonia foi anunciado de volta como piloto do Corinthians na Superliga, aquela coisa. Um release, uma declaração de piloto contente e confiante e animado e mais um no bando de loucos, essa expressão chata que todos os caras que representam o clube dizem há alguns anos quando são apresentados.

Aí o Pizzonia postou a imagem do layout do carro no Twitter. Bandeira do Brasil, com o escudo do Corinthians só no aerofólio traseiro. De cara, uma imensa diferença em relação ao status quo da categoria — desde seu início, três temporadas atrás, os carros tinham uma pintura temática dos clubes: o do time paulista era alvinegro, do Flamengo rubro-negro, do Olympiacos alvirrubro e por aí vai.

É o que a Superliga queria dizer com “Taça do Mundo”, codinome da temporada deste ano — a quarta, uma analogia com o fato de haver Copa a cada quadriênio. Os clubes perderam espaço para os países na pintura dos carros. Ou seja, a categoria gradativamente migra para o estilo da falecida A1GP. É só ver como está pintado o carro de Yelmer Buurman, do PSV. Praticamente não há o vermelho e o branco do clube, mas o laranja predominante utilizado pelas seleções esportivas holandesas.

Só que o detalhe que causou polêmica no carro do Corinthians é o verde da bandeira brasileira — cor representativa do Palmeiras, rival da equipe do Parque São Jorge. Digo desde já que acho isso uma imensa babaquice. Mas esta babaquice cromológica gerou um comunicado oficial do clube: “O Sport Club Corinthians Paulista esclarece ao seu torcedor que em nenhum momento aprovou o layout do carro divulgado pela Fórmula Superliga como sendo o do Timão.  Evidentemente não será autorizada a utilização da cor verde em nosso carro.”

Repito novamente que é uma babaquice, mas, ok, é algo institucionalizado, ocorreria em todo time do mundo. Só que o campeonato começa no próximo fim de semana, na Holanda. E, se o Corinthians publicou uma nota hoje, é porque seu marketing não sequer tinha conhecimento das mudanças no campeonato. E não vai “autorizar” o uso do verde? Sei não, mas acho que é batalha perdida, isso… Ainda mais porque, a essa altura, o carro está sendo ou já foi pintado.

Todos sabem que os clubes só emprestam suas marcas para o campeonato. Não escolhem piloto, equipe, nada. Sendo assim, não me parece que tenham autoridade alguma para escolher as cores do carro. Veremos o que vai acontecer.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga Tags: , , , , ,
31/08/2010 - 16:35

Corinthians e o automobilismo brasileiro, uma relação vitoriosa

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FERNANDO SILVA

Um dos clubes mais populares do Brasil comemorará nesta quarta-feira (1), 100 anos de história, conquistas, sofrimento e glórias. Mas você haverá de perguntar. O que o Corinthians tem a ver com automobilismo, nosso tema principal aqui? Muito, meu caro.

Para ficar apenas no campo da F1, dá para elencar pilotos do passado e do presente identificados com o time. Há relatos que Emerson Fittipaldi disputou várias provas nos anos 70 com a camisa do Corinthians por baixo do macacão, justamente na época do jejum de títulos alvinegro, época que teve fim em 1977. Foi o primeiro piloto brasileiro de grande destaque internacional a assumir a paixão pelo clube e inaugurar uma relação vitoriosa.

Ayrton Senna também se declarou torcedor do Timão, mas não roxo, como o próprio piloto confirmou em entrevista ao “Roda Viva” da TV Cultura, em 1986. Entretanto, o sucesso daquele que anos mais tarde seria tricampeão de F1 fez a torcida alvinegra adotá-lo como um dos símbolos do corintiano que deu certo. Até hoje, Senna é retratado em bandeiras e camisetas que também remetem ao Corinthians.

Quem também assumiu a paixão pelo clube alvinegro de Parque S. Jorge foi Rubens Barrichello. O paulistano é visto frequentemente circulando pelo paddock dos autódromos pelo mundo com a camisa do clube. Recentemente, o piloto da Williams, que também comemorou uma marca centenária nesta semana — 300 GPs —, esteve presente à sede do Timão e foi recepcionado por Ronaldo e Roberto Carlos. Ainda sobre os pilotos da atual temporada, Bruno Senna também herdou a preferência futebolística do tio.

Mas a presença do Corinthians não se resume apenas à torcida dos pilotos. Muito pelo contrário até. Embora seja considerada mais uma ação agressiva de marketing do que uma intenção de se firmar no automobilismo, o fato é que 2010 marcou a ascensão do alvinegro nos autódromos do Brasil. Desde a elitistas Stock Car e GT Brasil, até a popular F-Truck, o time se faz presente, com relativo destaque. A presença do clube paulista nas pistas não se resume somente ao Brasil, já que também compõe o grid da F-Superliga [a exemplo do Flamengo] há dois anos.

Se não dá para dizer que a história do Corinthians se confunde com o automobilismo brasileiro em si, é possível concluir que ambos têm uma história semelhante: superação, lutas, suor, lágrimas, derrotas, vitórias, fracassos e muitos títulos. Que venham muitos outros centenários.

Autor: - Categoria(s): Barrichello, F-Superliga, F-Truck, F1, GT Brasil, Sem categoria, Stock Car Tags: , , , , , ,
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