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18/08/2010 - 11:40

O original e a imitação

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Felipe Paranhos

Aqueles que me seguem no Twitter talvez já saibam que eu acho o CQC um nojo do ponto de vista jornalístico. Trata-se de um programa que se diz jornalístico para conseguir autorização para entrar no Congresso Nacional, mas se vale abundantemente de um artifício que é o antijornalismo por si só: a propaganda.

Perdoem o nariz-de-cera, mas ele tem razão de ser. Porque tudo o que vira moda ganha imitações, grandes ou pequenas. Após a vitória na etapa de Salvador da Stock Car, Cacá Bueno foi vítima de um subCQC baiano do qual nunca ouvi falar.

Cacá gentilmente parou para conversar com o tal repórter. Eu passei do lado, não dei muita importância. Tentando falar com a Luana Marino aqui do GP pelo telefone, ouvi a primeira pergunta: “Você é Cacá e seu irmão é Popó. Seu pai é Gagá?”

O piloto da Red Bull se saiu bem na resposta, dizendo que o pai ainda tem lenha para queimar, algo assim. Eu já estava dentro da sala de imprensa quando veio outra pergunta, com uma associação ainda mais babaca e infantil, algo do tipo “Como foi ficar com o Duda encostado na sua traseira na corrida?” Educadamente, Cacá disse que já era suficiente e deixou o rapaz falando sozinho. Com toda a razão.

Ainda que, neste caso, tenha sido só babaquice e não ofensa grave, de perto se vê quão constrangedor é ser abordado por um destes supostos repórteres. Se o original chama atrizes pornô de putas ao vivo às 22h, imaginem o que podem fazer as imitações.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , ,
13/10/2009 - 19:59

Barrichello, Gentili, Zina e o sub-20 da Xurupita

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Zina

A presença de Rubens Barrichello na entrevista coletiva da Bridgestone atraiu a atenção de dois dos programas de humor mais populares da TV brasileira: o Pânico e o CQC. Já era esperada a presença das equipes destes programas, já que o piloto da Brawn foi, por muito tempo, prato cheio para os comediantes do País, com um grande número de piadas sobre o veterano.

O CQC foi o primeiro a chegar, com Danilo Gentili. Assim que cheguei ao hotel Grand Hyatt, percebi que a produção do Pânico também já estava por lá, mas ainda não sabia quem seriam as “estrelas” que iriam aparecer. Eis que surge aquele que é chamado de o “poeta de uma palavra só”, Zina, junto com Sabrina Sato e Alfinete.

Para quem não sabe, Zina é o personagem do Pânico que ficou famoso apenas por falar “Ronaldo, brilha muito no Corinthians”. E ele realmente é um show à parte. Assim que chegou, teve para si a atenção das pessoas presentes, já que ninguém esperava que ele fosse aparecer por lá.

A intenção era promover um encontro entre Barrichello, corintiano fanático, e Zina. O problema é que demorou bastante para isso acontecer, cerca de duas horas, até Rubens cumprir todos seus compromissos. Enquanto isso, Zina dormia em uma das fileiras da sala em que ocorreu a apresentação do capacete que o brasileiro vai usar no GP do Brasil, com patrocínio da Batavo, mesma marca que estampa sua marca na camisa do Corinthians.

Como essa apresentação não foi aberta às perguntas aos jornalistas, as participações dos comediantes ficaram reduzidas à coletiva da Bridgestone, em outro local do hotel. Danilo Gentili se antecipou a todos e fez a primeira pergunta da entrevista. E não empolgou ninguém.

Primeiro, disse que Barrichello tinha uma grande desvantagem para tirar em busca do título da F1. Mas não era tão grande assim, que eram menos pontos do que aqueles que Massa levou no rosto devido ao acidente no GP da Hungria. A cara de constrangimento de Rubens era evidente.

Gentili ainda fez uma pergunta, querendo saber se “era devagar que se chegava longe”. Barrichello manteve o sorriso amarelo e respondeu: “Com certeza, bem devagarinho, sonhando, a gente chega lá”. Ninguém riu da participação de Danilo, que, realmente, não mandou muito bem dessa vez.

O Pânico ficou para o fim da entrevista, até porque na hora em que eles participassem, o tumulto seria inevitável. Alfinete, um dos personagens do programa, foi mais feliz, e sua intervenção rendeu mais risadas dos presentes. Ele queria entregar uma camisa do time sub-20 da Xurupita, lugar onde vive Zina, para Barrichello.

“Você divulgou o Corinthians para todo o mundo, agora queremos que você divulgue a Xurupita para o mundo”, disse Alfinete para Barrichello. Dessa brincadeira, Rubens gostou mais e ficou mais solto. Tanto que saiu do palco da coletiva para falar com o trio do Pânico e aceitou o presente, mas sem chegar a vestir a camisa, que tinha seu nome escrito nas costas.

Barrichello cumprimentou Zina, que elogiou o piloto à sua maneira característica. Parecia que o show tinha acabado. Mas não. Quebrando todos os protocolos, Sabrina Sato quis fazer mais duas perguntas, fazendo Flavio Gomes, o mestre de cerimônias da coletiva, arrancar os poucos cabelos que ainda lhe restavam na cabeça.

“Sabrina, o tempo é curto, temos de acabar”, falava Flavio. “Mas só mais uma pergunta”, rebatia Sabrina.

Após muito custo, a coletiva acabou. Zina continuou por lá, parecendo não saber onde estava, circulando com seu jeito avoado, saboreando os quitutes oferecidos pela organização da entrevista e terminando as gravações da matéria do Pânico.

Xurupita

Agora só resta saber se Barrichello vai, mesmo, vestir a camisa que ganhou de presente e divulgar o nome da Xurupita para o mundo da F1.

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): Barrichello, F1 Tags: , , , , ,
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