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22/07/2009 - 15:07

'Calma', Argentina segue se protegendo da gripe A

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Carlos Petrio é jornalista do “Clarín” e esteve no Brasil para cobrir a etapa da Top Race V6 em Interlagos. O BloGP aproveitou para conversar com o repórter para saber a situação em que se encontra a Argentina depois do surto de gripe A no país vizinho do Brasil. Petrio disse que os argentinos chegaram a ficar em um estado inicial de pânico, mas que já se acalmaram. Mesmo assim, seguem recomendações como evitar lugares públicos, cancelam viagens e só usam máscaras se estiverem contaminados, para não contagiar outras pessoas. O “periodista” também relatou que a recepção no Brasil foi boa, sem qualquer tipo de discriminação por causa da gripe A. Confira a entrevista.

BloGP: Como está a situação em Buenos Aires e no restante da Argentina? Existe pânico entre a população?

Carlos Petrio: Há algumas semanas, houve um momento, que não sei se foi de pânico exacerbado, mas que as pessoas iam imediatamente aos hospitais assim que achavam que tinham os sintomas. Vários serviços de saúde entraram em colapso, as pessoas esperavam por horas para serem atendidas. Medicamentos se esgotavam em poucas horas. Mas não se vê muitas pessoas usando máscaras. Algumas usam, mas a recomendação é que as máscaras só devem ser usadas por pessoas que estão com a gripe, para não contagiar outras pessoas. Elas não servem para proteger pessoas de pegarem a gripe. Há algumas restrições, as pessoas vão menos para os shoppings, cinemas, teatros, restaurantes. Estamos em férias escolares, que é uma época em que as pessoas saem muito com seus filhos. Tudo isso foi restringido, existe um cuidado. Mas digo que, neste momento, não há pânico.

BloGP: Quais são as recomendações do governo argentino para a população?

CP: Basicamente, suspenderam as aulas por quase um mês. Recomenda-se às pessoas para que não frequentem muito lugares públicos. Há cuidados especiais com pessoas com resistência baixa, como mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas. O governo determinou que todos devem ser atendidos em qualquer centro de saúde público ou privado porque o tratamento é por conta do Estado. Não importa se a pessoa tem ou não plano de saúde. Existem as recomendações básicas, como lavar as mãos várias vezes por dia. Uma recomendação muito forte é que se uma pessoa ficar com mais de 38°C de febre por mais de um dia e meio, deve procurar um médico. Porque é muito comum você ter febre por dois ou três dias. Você fica de repouso e espera passar. Agora, pelo que dizem, as crianças são as mais afetadas. As pessoas se preocupam muito com isso, com seus filhos, mas diminuiu a sensação de pânico. Também se notou muitas coisas no lado econômico, porque as pessoas não saem mais para comer fora, muitas não viajaram para o interior ou do interior para Buenos Aires, que é um dos lugares com maior número de casos. Bariloche recebe muitos brasileiros. Nesse ano, a ida dos brasileiros para lá diminuiu muito. Isso não quer dizer que os brasileiros nos discriminam. O que acontece é que muita gente prefere não se arriscar. Pensa: “Viajo para lá no ano que vem, para que viajar esse ano?”. Não só em Bariloche, o turismo no país diminuiu. Existe uma situação de cuidados e prevenções que não se tomariam em outros momentos. Por exemplo, recentemente houve um feriado na quinta, dia 9 de julho (dia da Independência na Argentina). Na sexta, dia 10, o governo nacional decretou um feriado sanitário para a administração pública. Mas a prefeitura de Buenos Aires, que é opositora ao governo nacional, não aderiu ao feriado porque seus especialistas disseram que isso não servia para nada. Aparecem essas contradições que deixam as pessoas desorientadas. Mas, como disse, não me parece que existe uma situação de pânico. Já houve, mas agora não há.

BloGP: Vocês da delegação argentina que vieram ao Brasil por conta da Top Race V6 sentiram algum tipo de discriminação no Brasil devido à epidemia da gripe A em seu país?

CP: Não tivemos muito contato, ainda mais porque o trabalho com o automobilismo nos toma todo o dia, não estamos num hotel em uma zona central, para sairmos e caminharmos. Mas não fomos destratados no hotel, tão pouco aqui. Não sei o que aconteceria se um de nós da delegação argentina fosse para alguma lanchonete e tossisse. Não sei se poderia haver algum problema desse caso. Não sentimos nada discriminatório ou alguma desconfiança, como falar conosco se afastando da gente [demonstra se afastando do repórter do GP], não houve nada nesse sentido. Nem sequer quando desembarcamos no Brasil. Aliás, imaginávamos que haveria um enorme controle no aeroporto. Houve um controle, tivemos de assinar um formulário, fomos avaliados para se certificarem de que não estávamos com uma temperatura alta, mas nada muito sério.

BloGP: Ninguém usou máscaras aqui no Brasil?

CP: Não, apenas no aeroporto.

BloGP: Na sua opinião, essa crise vai durar mais quanto tempo?

CP: Na Argentina, o que os especialistas dizem é que o pico aconteceria na próxima semana e começaria a diminuir. Outros dizem que isso tem a ver com o clima. Assim que diminuir o frio, vai diminuir o problema. Tenho a sensação que houve uma alarma muito grande, de que o vírus era mais letal do que é na verdade, menor do que a gripe comum. Mas o problema pode voltar no próximo inverno. Só que os laboratórios vão ter as vacinas para a gripe. Acredito que estaremos muito mais preparados no inverno que vem.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Geral, Top Race V6 Tags: , , , , , ,
19/07/2009 - 12:27

O 'segredo' do sucesso da Top Race: gastar pouco

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A crise econômica mundial deixou o automobilismo de joelhos e causou transtornos em muitos lugares do mundo, até mesmo em países com moeda forte. Com uma economia que não é muito sólida, a Argentina também passa por problemas e faz esforços para conter o avanço da crise. Por isso, é de surpreender ver uma categoria do país sul-americano, a Top Race V6, ultrapassar barreiras, fazer sua primeira viagem internacional e trazer um campeão mundial de F1, Jacques Villeneuve. De acordo com Alejandro Urtubey, presidente da categoria argentina, não há muito segredo para sobreviver em meio aos contratempos econômicos. A solução encontrada é a mais simples possível: levar qualidade às pistas, mas gastando pouco.

“O Top Race nasceu em 2004 com um conceito distinto daquele que temos no automobilismo na Argentina. Foi a criação de uma categoria puro-sangue, que atende às expectativas do público que é amante do automobilismo, mas tem um baixo custo”, afirmou o dirigente. A Top Race alinhou 39 carros no grid em São Paulo e tem a participação de cinco montadoras: Mercedes, Ford, Chevrolet, Peugeot e Volkswagen.

BloGP apurou que, na Argentina, as equipes gastam cerca de R$ 20 mil para correr em cada etapa. Mas a prova do Brasil foi especial. A organização da Top Race V6 bancou todas as despesas dos times, com passagens aéreas, ônibus para trazer mecânicos, engenheiros e demais integrantes, translados e hotel cinco estrelas para os pilotos. Assim, assegurou a festa da categoria no autódromo de Interlagos.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Top Race V6 Tags: , , , , , ,
16/06/2009 - 13:38

Todo poder aos sovietes

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Eu sei, vocês não aguentam mais esse assunto, e podem acreditar que eu também não. Mas é que agora estou realmente vislumbrando a nova ordem mundial — e, bem, ela não me parece nada ALVISSAREIRA.

Pois, se não bastasse eu ter que contar com a perspectiva de duas vezes mais trabalho (GRECIN 2000 agradece a ajuda de Mosley e cia.), eu realmente comecei a simpatizar com a causa governista. E me surpreendi com isso.

Mas não consigo ver nada absurdo nas alegações mostradas por Mosley na bíblia escrita nesta manhã pela FIA. A Fota não está disposta a cooperar e, se queria mesmo criar uma nova categoria, que criasse. Essa MUMUNHA toda está realmente enchendo o saco, e estou dando toda a razão do mundo ao Marquês de Sade da Place de la Concórde.

E, se a coisa realmente descambar para aquilo que ninguém quer — a divisão da F1, a criação de uma nova categoria, Ferrari de um lado e a FIA do outro –, começo a achar, e a TORCER, para que os federados ganhem essa parada. Os motivos estão bem claros, e até agora não vi nenhum contraponto que tenha sido tão claro e cristalino quanto este.

Um abraço,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
22/05/2009 - 18:24

Sinais da crise aparecem também em Mônaco

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Paul Gilham/Getty Images

Nem mesmo o “mundo encantado” de Mônaco ficou imune aos problemas econômicos no mundo. O ambiente do GP de Mônaco desta temporada está bem diferente ao de tempos passados. Sinais da crise.

O relato foi feito por Nico Rosberg à revista alemã “Auto Motor und Sport”. Segundo o piloto da Williams, é fácil de observar que há muitos lugares vazios nas arquibancadas. Há poucos “superiates” na marina de Monte Carlo. Os poucos que estão atracados não são tão espetaculares. Nos hotéis, muitos quartos estão vagos. “Há menos agitação do que no passado”, falou o líder dos treinos livres desta quinta-feira (21).

Realmente, a coisa está feia em Mônaco. O que pode explicar isso é o aumento dos preços em Monte Carlo. Sim, enquanto o mundo se mata para guardar o pouco que resta de dinheiro, os monegascos decidiram colocar os preços que já eram altíssimos “no topo do céu”. Isso foi abordado pelo Flavio Gomes em seu blog.

O Jackie Stewart não pôde se hospedar na suíte que ocupava há 40 anos no Hotel de Paris, na Praça do Cassino. Em 2008, para passar cinco noites, foram gastos US$ 40 mil. Esse ano, pelo mesmo período, o hotel passou a cobrar US$ 75 mil.

O patrocinador de Sir Jackie, o Royal Bank of Scotland, avisou que não tinha cacife para bancar as despesas. E mandou o tricampeão mundial procurar uma outra alternativa.

Não sei se ele achou. Pelo jeito, houve casos parecidos. E o pessoal preferiu não colocar a mão no bolso.

Como disse, sinais da crise.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
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