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14/08/2009 - 12:40

É proibido criticar

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“O triste é o jornalista que já entra numa cobertura pré pautado por si próprio (ou por outros), furungando o que há de ruim, procurando defeitos”

“não é de hoje que que o GP vai à Stock para meter o pau, só critica e só vê o lado ruim. Fica garimpando os podres para jogar no ventilador”

“Ela não pode ser tão ruim assim, como as seguidas matérias no Grande Prêmio fazem crer. Tem problemas, sim. E acho que a campanha promovida pelo Grande Prêmio não é justa. Não é campanha? Vocês não param de falar nisso. A pauta sobre o fim de semana em Salvador foi: o evento foi horrível”

“vc soh procura os podres da stock sempre fala mau.”

Estes são alguns dos comentários feitos pelos leitores no post do Felipe, “Caos, corrida e carnaval”.

Algumas vezes, é duro confiar que você será compreendido ao escrever algo dando a sua opinião. O Felipe deixou isso bem claro: as críticas que ele fez a alguns fatos da prova na Bahia geraram uma revolta e um volume de reclamações que simplesmente não faz nenhum sentido: desde acusarem o Grande Prêmio de, oh, mover uma campanha contra a Stock até reclamarem de pauta encomedada para detonar a categoria.

E, sério mesmo, é desanimador ler esse tipo de coisa. É foda (não há palavra melhor) o cara se dedicar, perguntar sobre o assunto, pesquisar e tudo mais e, por simplesmente noticiar os fatos – uma corrida ruim em uma pista vergonhosa -, acabar sendo torpedeado, como se o Felipe, ou o GP, só vá a Stock para detonar e falar mal.

Eu, Francisco Luz, tive a oportunidade de acompanhar in loco duas provas da Stock, as duas que aconteceram no RS no ano passado. Os dois eventos aconteceram de maneira normal, com uma corrida média (SCS) e uma muito boa (Tarumã). Naquele momento, falamos bem do entretenimento e da competitividade que a Stock Car forneceu. Na Bahia, não houve nada disso. Criticamos.

Quem se preocupa em acompanhar o nosso trabalho já deve ter visto ao menos uma vez a narração ao vivo que fazemos – na maioria das vezes, eu mesmo faço – das corridas de F1. E não são poucas as vezes que reclamo das provas: circuitos insossos, disputas inexistentes, palhaçada de regulamento. Mesmo com o nosso blog, relativamente novo, já detonamos as falcatruas que a F1 tem um milhão de vezes. E, engraçado, nunca houve nenhuma reação destemperada, do tipo “o GP faz campanha contra a F1, meu deus”. Estranho.

Portanto, pessoal, podem criticar o nosso trabalho. Estamos aqui para isso. Mas injustiça é um troço feio; não cometam esse erro.

Complementando às 13h05: É duro ter que escrever correndo… Faltou dizer que sim, há coisas que vamos (vou, no caso) criticar sempre – e sem precisar de nenhuma orientação especial para isso: o fato de a categoria precisar aceitar tudo que a televisão faz para poder aparecer; a falta de explicação até hoje no caso envolvendo o doping no ano passado; os circuitos com pouca infraestrutura (algo que não é culpa diretamente da Stock); o uso dos anéis externos em Curitiba e Brasília; o uso de um motor antiquado (que meu chapa Bruno Vicaria noticiou na concorrência que vai ser mudado no ano que vem); as decisões pouco claras dos comissários de pista quando há punição ou não.

Assim como na F1 também há várias coisas que eu criticarei sempre, ou até que mudem: a saída de palcos tradicionais, as pistas sem sal utilizadas atualmente, as decisões estapafúrdias de comissários, a briga de egos entre os dirigentes… Enfim, nada que não mereça realmente ser vilipendiado. Se alguém quisere defender qualquer um destes ítens, sinta-se à vontade.

E, para serenar os ânimos, segue a melhor balada da banda mais balaqueira do mundo:

Abraços,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: ,
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