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08/01/2011 - 13:59

El caballero

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

CAMPINAS — Conheci Marc Coma durante a cobertura do Rali dos Sertões em 2010, prova em que o catalão faturou a vitória pela primeira vez. Além de ser reconhecido como um dos melhores pilotos de moto no off-road em todos os tempos, tendo como principais títulos o bicampeonato do Dacar e o tetracampeonato mundial de rali cross-country, o espanhol sempre foi muito humilde e bastante solícito com todos aqui no Brasil.

Pois bem. Durante a quinta especial do Dacar entre as cidades chilenas de Calama e Iquique, Coma deu mais uma prova de que além de ser competentíssimo no que faz — tanto que após seis estágios, lidera a edição de 2011 — é dono de grande espírito esportivo.

Marc sofrera uma queda no km 80 do trajeto, e o acidente danificou o radiador da moto KTM de número 1. A essa altura, a diferença para o rival Cyril Despres havia caído de dez para pouco mais de dois minutos. Mais à frente, Olivier Pain, que liderava a especial, bateu forte com sua Yamaha e caiu inconsciente, fraturando o pulso.

Coma, que passava pelo local, parou e prontamente ajudou o colega de profissão, deixando a competição em segundo plano. O espanhol acionou o alarme de emergência e improvisou uma sinalização com o capacete do francês. O bicampeão esperou a chegada de Paulo Gonçalves e Joan Pedrero Garcia, companheiros de Pain. Ambos acionaram a equipe de apoio da Yamaha, e assim, Marc seguiu rumo a Iquique, já com a liderança perdida para Despres.

Após chegar no destino final da quinta especial, Coma criticou os competidores que não socorreram Olivier. Como o francês era o líder da etapa, vários pilotos passaram por ele, que só foi socorrido pelo catalão e Gonçalves. O diário ‘El País’ reproduziu um diálogo em que Marc repreendeu a atitude de Frans Verhoeven, belga da BMW.

— Frans, por que não parou?
— Como?
— Só teria de parar e perguntar: “Você tem algum problema?”, “Você está bem?”, “Precisa de ajuda?”
— Não o vi, sinto muito.

Postura bem diferente do espanhol teve Despres, que já em Iquique, declarou: “Eu vi que Marc Coma estava fazendo reparos [em sua moto]. Eu nunca me alegro com os problemas das outras pessoas. O que é importante para mim é a corrida que disputo”.

Pedrero exaltou a atitude de Marc e também criticou os oponentes que não socorreram Pain. “Isso diz muito sobre o tipo de pessoa que é Marc. Ele não foi o primeiro a encontrar [Pain]. Houve alguns pilotos que não pararam”, lembrou o piloto da Yamaha, ao deixar claro que qualquer competidor está sujeito a viver uma situação como a de Olivier. “O companheirismo é importante. Isso pode acontecer com qualquer um”.

Apesar da organização da prova não obrigar o participante do Dacar a socorrer um colega de equipe, a postura de Coma retrata um código de ética, um acordo de cavalheiros, que alguns outros insistem em ignorar, colocando a vitória acima de tudo. Como prêmio, tanto ele quanto Gonçalves receberam um prêmio de bonificação da ASO — embora nada esteja previsto no regulamento — e recuperaram o tempo no atendimento a Olivier.

É por isso que Marc Coma é diferenciado. É por isso que Marc Coma é Marc Coma.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , ,
30/11/2010 - 09:40

Dacar in Rio

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FERNANDO SILVA [@fernandomagall]

Em tempos de recesso nas categorias principais do automobilismo mundial, o foco do esporte a motor no fim do ano e começo de 2011 será o Rali Dacar, que de 32 edições, terá a terceira consecutiva disputada entre Argentina e Chile, com os competidores cruzando o desafiador deserto do Atacama.

Para 2012, a rota da maior competição off-road do planeta tem grandes chances de ser alterada, e o Brasil pode ver a largada do mítico rali no Rio de Janeiro. Em matéria divulgada pela revista portenha ‘Corsa’, Etienne Lavigne, diretor do Dacar, admitiu que a prova pode cruzar praticamente todo o continente sul-americano, passando também por Paraguai, Peru, além de Argentina e Chile.

Segundo o dirigente francês, uma das possibilidades de trajeto do novo Dacar em 2012 é que a largada aconteça no Rio de Janeiro, e a chegada, em Lima, capital peruana.

A ideia de integrar a América do Sul por meio de uma competição da magnitude do Dacar, por si só, é muito interessante. O Rio de Janeiro sofre com a falta de uma grande arena para o automobilismo, uma vez que Jacarepaguá deixará de existir muito em breve, e Deodoro ainda é apenas mais um projeto. O Dacar serviria como alento para os fãs brasileiros e cariocas que sentem falta de mais competições de alto nível na Cidade Maravilhosa. Antes palco de provas da F1, Indy e Mundial de Motovelocidade, Jacarepaguá hoje é palco apenas da Stock Car, Racing Festival e campeonatos regionais. Muito pouco para o potencial do Rio. Muito pouco.

Estou na torcida para que o Dacar venha para o Brasil e para o Rio. Alavancaria ainda mais o esporte no país, assim como acontece hoje na Argentina, responsável pelo maior número de inscritos na edição 2011 do Dacar, 85.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
03/01/2010 - 10:37

O Dacar

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Roma vence a primeira etapa: começo surpreendente

Sempre fui um fã do Rali Dacar. Desde pequeno, a mística de uma prova que cobria o deserto do Saara — que vivia povoando a minha então juvenil MENTE desde que minha tia me deu um ALMANAQUE ABRIL 1983 em 1993 (exatamente) — sempre foi arrebatadora. E adorava ver as na época incipientes informações que surgiam sobre o rali, e não deixava de alugar o HAVOC para conferir os acidentes mais trash assim que eles chegavam na saudosa VIDEOSUL, aqui na esquina de casa, meses depois.

O tempo foi passando, a tv a cabo foi chegando e eu pude acompanhar cada vez mais de perto o evento. E claro que, com a chegada ao Grande Prêmio, fiquei ainda mais envolvido com Dacar. Até dei azar no meu primeiro ano, já que cancelaram a edição de 2008, e em 2009 eu tive férias nas primeiras semanas do ano. Mas neste ano estou por dentro de tudo, e fico realmente animado de poder acompanhar.

Porém, trabalhar com o Dacar é algo complicado. Claro que começo CORROÍDO de inveja pelo fato de UM CERTO EX-COLEGA de GP estar lá, mas também por diversos outros fatores. As informações são bastante precárias, e o fato de o rali acontecer na Argentina e no Chile, com horários que não nos favorecem, também complica a vida.

Isso ficou comprovado com o acidente de ontem. O Vicaria me avisou que havia acontecido um acidente, via msn, no exato momento em que tanto a Luana quanto eu já tínhamos encerrado as atividades do dia — eu estava desligando o computador… Mas fui atrás da informação, obviamente, e vi em sites argentinos que uma das pessoas atingidas havia falecido. Algo que não aparece até agora no site do Dacar, e só foi tratado pela organização neste domingo.

Enfim: um pouco de historinha de bastidores para vocês. E fica a torcida para que o rali proporcione apenas belas disputas e fotos fodonas, mas nenhum outro acidente grave.

Abraços,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: ,
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