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06/09/2010 - 15:02

Milka Maravilha

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JOÃO PAULO BORGONOVE [@Borgo_]

E a Milka, heim? Entrou em observação na Indy durante a etapa de Edmonton. Se não melhorasse, seria taxada de Yuji Ide da Indy, ou seja, seria proibida de correr na categoria, assim como foi o japonês na F1.  

Não vou crucificar Milka Duno. Não. Ela não tem culpa. Deixaram ela pilotar e é isso que ela está fazendo. Milka não tem culpa, a culpa é da Indy.

Mas Milka não mudou. Tivemos dois mistos após a ‘chamada na chincha’, como diria Fernando José da Silva – não o do Grande Prêmio, mas o Portu, um amigo ranzo e homônimo do serelepe de Sumaré –, e Milka seguiu conhecendo as áreas de escape. Lenta, sempre lenta, também atrapalhou muita gente nos treinos e nas corridas.

Milka não mudou. Nos dois ovais seguintes, vez ou outra, fugiu da última colocação, ficando à frente de carros como os da equipe de Sarah Fisher, equipe muito mais fraca que as demais. Mas Milka era lenta e sempre via Alex Lloyd, seu companheiro de Dale Coyne – e novato –, nas posições intermediárias.

Seguem alguns vídeos de pilotos reclamando de Milka e com Milka. O da Danica é velho e acho
que até já foi colocado no blog, mas o do Hunter-Reay, em Watkins Glen, eu nunca tinha visto.

Pois é. No primeiro, Danica reclama de uma fechada de Milka, que diz que Patrick gosta de dar show. No segundo, Hunter-reay diz que, se Milka que pilotar tão devagar, que use os espelhos. Isso antes de a venezuelna ficar sob observação.

É. Com essa sensível melhora financeira na Indy e com equipes novas entrando, dificilmente veremos Milka enchendo o grid em 2011. Se for barrada, pelo menos a veremos tentando se classificar para as 500 Milhas. Não será a ‘morte’ de Milka, afinal.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , ,
30/08/2010 - 16:51

Ladies first

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JOÃO PAULO BORGONOVE

A etapa de Chicago da Indy teve cinco mulheres dentro dos velhos Dallara, todas no grande círculo da cidade de Joliet. Danica Patrick, Milka Duno, Simona de Silvestro, Sarah Fisher e Bia Figueiredo enfim correram todas juntas na categoria. E isso é bom. Bom mesmo.

Essa característica da Indy, de trazer pilotos pelo marketing, proporciona muito esse tipo de coisa. Mas, cá entre nós, das cinco, somente Milka não tem habilidades. A venezuelana, coitada, sofre nos mistos e faz ‘menos feio’ nos ovais. Mas é fraca.

As outras, não. Danica, ao contrário do que muitos dizem, não é uma pilota ruim. Longe disso. A norte-americana tem lá seu marketing, mas evoluiu muito nos circuitos mistos, principalmente nas corridas. E nos ovais é sempre forte. E não dá pra falar mal dela. Eu a vejo com pilotagem mais avançada que Dan Wheldon, por exemplo, que já foi campeão da categoria – quando os ovais predominavam. (A Bruninha, do DanicaMania, também tem essa teoria) E esse não vai bem nos mistos, mesmo.

Sarah é da velha escola e, quando pode, manda bem. É dona da equipe que corre e, convenhamos, é o pior time desse ano. Mas mesmo assim tem conseguido bons resultados.

Simona é a surpresa agradável. Vinda da Atlantic, que só corria em mistos, a suíça surpreendeu o mundo da Indy nesse tipo de pista, principalmente nas classificações. Tem futuro, a moça.

Bia, coitada, penou, mas conseguiu participar de três corridas, todas pela Dreyer & Reinbold. Foi bem e deixou sua marca. Busca disputar a próxima temporada completa. Torço por isso. Mais empresas brasileiras poderiam investir nela.

E assim segue a Indy, sempre com mulheres no grid. Só não me venham com essa balela de criar um campeonato paralelo para as ladies. Elas estão ai pra disputar com os marmanjos de igual para igual.

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