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22/05/2011 - 10:21

São os Pirelli

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

O GP da Espanha acabou com qualquer dúvida que ainda pairasse na mente de quem acompanha a F1: o que deixa as corridas emocionantes é o pneu Pirelli, não o sistema de asa móvel. A solução da questão é simples.

Em circuitos que possibilitam ultrapassagens, caso dos três anteriores a Barcelona, falou-se muito da soma dos fatores pneu e DRS como responsáveis pelo alto número de trocas de posição na pista.

Só que Montmeló é um circuito ruim de ultrapassar, todos sabem. A corrida 1 da GP3, ontem, foi chata. A da GP2, também ontem, tediosa. A segunda da GP2, neste domingo, modorrenta. Nenhuma delas tem o DRS. Assim, se a prova da categoria máxima do automobilismo tivesse emoção, pronto: o DRS teria feito a diferença.

Mas a corrida também foi chata. O desgaste dos pneus foi alto, e quase ninguém se meteu a fazer volta a menos. O que aconteceu, então, é que a degradação não chegou a ser tão intensa na pista, já que as paradas chegavam antes da perda intensa de rendimento. Se a asa móvel fosse mesmo a maior responsável pelo incremento de emoção na F1, supririam isso.

Se você acha que a F1 melhorou em 2011, agradeça à Pirelli, não ao grupo de trabalho técnico da F1.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
10/04/2011 - 07:27

Parem de reclamar

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Felipe Paranhos

Às vezes penso que tem gente que sente prazer em reclamar. Da vida, do casamento, da solteirice, do time do coração, da profissão, do chefe, da humanidade. A gente vê isso nas coisas que mais gosta, que melhor acompanha. Um exemplo é a F1.

Foi pelo que li no Twitter durante a corrida que decidi falar sobre isso aqui, a fim de gerar o debate. Quando não tem ultrapassagem, o pessoal reclama; quando tem, reclamam também. Não ficam satisfeitos nunca? Evidentemente que as disputas por posição na Malásia tiveram como fator maior o propositalmente alto desgaste dos pneus Pirelli. Esta não é uma forma natural de se obter boas disputas na pista, é fato. Mas nas temporadas anteriores não tinha nada, exceto em circunstâncias absolutamente incomuns. Não é melhor que seja assim, pelo menos por enquanto?

Kobayashi brigou com Schumacher a corrida inteira, Webber conseguiu sair de décimo para quarto, Heidfeld conseguiu mais um pódio para a surpreendente Renault, Alonso pôde brigar por uma improvável posição por Hamilton, fez barbeiragem e terminou atrás de Massa, que perdeu tempo nos boxes na primeira parada… Além disso, mostrou que pilotar não é só acelerar, ser agressivo, mas também saber como tirar o melhor do carro em condições adversas, o que fez Jenson Button, segundo colocado. E o mais importante: tudo isso não tirou a vitória do melhor piloto da corrida, Sebastian Vettel.

Todos esses acontecimentos tiveram uma mesma origem: os pneus Pirelli. Ano passado, só havia boas corridas com chuva ou variação de tempo. Este ano, em duas provas, tivemos uma mediana e uma muito boa. Parem de reclamar.

Se os pneus estivessem influindo negativamente no resultado da corrida, tudo bem; mas não. Quem merecia vencer venceu, quem cuidou bem dos pneus subiu no pódio, e piloto que fez barbeiragem — bom dia, Fernando — ficou para trás. Que a F1 continue assim em 2011.

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