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28/12/2010 - 19:42

Dia de los Santos Inocentes

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Felipe Paranhos

Todo dia 28 de dezembro, alguns veículos jornalísticos de língua espanhola publicam informações falsas, como comemoração do Dia de los Santos Inocentes, o dia da mentira em países hispânicos. A principal do dia no esporte foi a contratação de Ronaldinho pelo Chivas, do México, publicada na capa do jornal “Record”, daquele país.

No automobilismo, também sempre há pelo menos uma Inocentada. Este ano, foi a chegada de Fernando Alonso à Hispania, divulgada pelo site Motorgoo. Segundo o texto, Alonso colocaria € 10 milhões na equipe, a fim de proporcionar o desenvolvimento de um bom carro. O sonho de Fernando seria “ganhar o Mundial com uma equipe espanhola”, o que foi encarado como “alta traição” pela Ferrari.

Apesar do absoluto nonsense da matéria, o site ainda alerta os mais desligados no fim do texto: “Feliz dia 28 de dezembro!”

No ano passado, não foi assim. A notícia que eles deram, se não me engano sem avisar da mentira no fim, envolvia Nelsinho Piquet, e confesso não lembrar o que foi. Eu tinha aqui o print de um site brasileiro que caiu. Mas deletei, já. E esqueci qual foi a pegadinha.

P.S.: Encontrei! Não foi aquele site, não, foi o Motor21. Eis a Inocentada de 2009: http://is.gd/jHkd7

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01/04/2010 - 14:16

Obama, GM e USF1? Bipostos na F1? 1º de abril!

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Barack Obama salvando a USF1, com a entrada da GM. Novas regras na F1, com carros para dois pilotos. Essas seriam as principais notícias do dia no Grande Prêmio… Se não fosse 1º de abril.

Como sempre, a imprensa europeia, em especial a britânica, tentou pregar peças em todos com notícias falsas no 1º de abril. Mas as matérias eram tão inverossímeis que não era nada difícil perceber que se tratava de uma brincadeira.

Obama e GM salvam USF1

O site “Paddock Talk” tentou vender a história de que Barack Obama, presidente dos EUA, tinha decidido salvar a USF1. O governo norte-americano investiria US$ 100 milhões na equipe, salvando 60 empregos, incluindo os dos fundadores do time, Ken Anderson e Peter Windsor.

De cara já é uma história bem improvável, mas aí apareceram as dicas para chegar definitivamente nessa conclusão.

A primeira: o nome do projeto seria “Technology We Can Believe In” (“Tecnologia, nós podemos acreditar nela”), em alusão ao slogan da campanha presidencial de Obama, “Yes, We Can” (“Sim, nós podemos”).

A segunda, e matadora: a entrada da General Motors nesse projeto. Em um tempo em que as montadoras querem mais é distância da F1, é impossível imaginar que uma fábrica cheia de dívidas, que pediu proteção contra falência, vá investir em uma categoria extremamente cara como a F1.

Nem mesmo uma suposta entrevista de Windsor revelando que espera a concretização do acordo consegue dar qualquer credibilidade à notícia.

Carros bipostos na F1

Já a história do site “Forumula 1” consegue ser pior. Eles contaram que, preocupados com a falta de emoção nas corridas da F1, os diretores da categoria resolveram tomar uma decisão inesperada com uma nova regra: a partir de 2011, cada carro teria dois pilotos.

Ambos ficariam no modelo biposto, com lugares para duas pessoas, a exemplo dos que são usados para demonstrações, durante toda a corrida. Um pilotaria e o outro ficaria de co-piloto, mas haveria uma exigência: cada um precisaria comandar o carro por, pelo menos, 40% da prova.

As novas equipes já estariam insatisfeitas com os custos que certamente aumentariam para a próxima temporada, com a construção de carros com dois lugares.

Uma grande fábula, que fica mais fácil de ser desvendada com as “declarações” dadas por Eddie Jordan. “Tenho de ver o que David Coulthard acha disso e, então, discordar completamente dele”, teria dito. Tinha mais: “Essa ideia é pior do que o Kers ou ter Kimi Raikkonen na Ferrari”.

É, os europeus já foram melhores na arte de enganar as pessoas no 1º de abril.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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