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05/12/2009 - 17:19

Camilo mostra por que 500 Milhas não é brincadeira

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É comum dizer que as 500 Milhas de Kart da Granja Viana é mais uma brincadeira de fim de ano, para os pilotos relaxarem, que é uma “pelada”, em comparação ao futebol. Mas cada vez está provado que os pilotos entram para valer nessa prova, que não se permitem errar e que o estresse pode ir ao extremo. Se fosse mesmo uma reunião para brincar, não haveria discussões como no box da Dolly, em que Thiago Camilo – que corre mesmo com um ferimento na mão direita – e um mecânico tiveram uma séria discussão, muito por conta pela enorme vontade de vencer de ambos.

Tudo começou na troca de pilotos. Camilo deu lugar a Sérgio Jimenez e houve alguns problemas nessa mudança. Tudo resolvido, Jimenez foi liberado, e o kart, de volta para a pista. Só que Thiago e o mecânico começaram a discutir por causa de alguma coisa que deu errado.

A discussão ficou mais acalorada, o piloto da Stock Car foi puxado para dentro do lugar reservado do box, e o mecânico ainda continuou explicando, de forma agitada, suas razões para o que não deu certo na troca de pilotos.

Os ânimos ficaram exaltados, mas a situação estava longe de descambar para uma briga física, tudo ficou sob controle. Minutos depois, Camilo voltou, cumprimentou o mecânico e tudo ficou acertado.

Isso é absolutamente normal em um prova competitiva. Todos sempre estão à beira de um ataque de nervos porque querem que tudo dê certo. Um erro pode significar uma derrota.

Isso é só para provar que não existe essa história de confraternização de fim de ano. Cenas como a que foi descrita mostram que quando piloto está na pista, não há brincadeiras.

Marcus Lellis [@marcuslellis]

Autor: - Categoria(s): 500 Milhas de Kart Tags: , , , , , ,
27/07/2009 - 03:12

Tracy x Moraes (Tagliani, Bourdais)

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Felipe Paranhos

Primeira volta do GP de Edmonton. Paul Tracy, da KV, tenta ultrapassar Mario Moraes, também da KV, por dentro de uma curva que não é ponto normal de ultrapassagem no circuito. Batem. Moraes, que fazia normalmente o contorno, tem sua suspensão quebrada e abandona. Tracy segue na pista e termina em sexto.

Moraes esquece a boa vizinhança e diz, no Twitter, que Paul “só tem fudido tudo”, em vez de ajudar no desenvolvimento. O canadense retruca: “Ele é muito louco está muito irritado e disse à equipe que não quer falar comigo. É melhor ter amigos do que odiar a todos.” [Havia errado a tradução, me perdoem. Coisas de quem escreve às 3 da manhã]

Aqui um parêntese sobre o boa-praça Tracy e dois de seus melhores amigos.

Eu adoro a Indy por sua autenticidade. Nesta F1 asséptica, isso nunca aconteceria. Mas, sem dúvida, é um problema para a KV. Moraes é bastante talentoso, mas, por azares e erros, tem abandonado muitas provas nesta temporada. E tem só 20 anos. Tracy tem o dobro da idade, corre só as provas que seu patrocinador canadense banca, mas tem ido bem nos mistos. Abandonou em Toronto graças a um erro infantil de Castroneves e só lamentou, não partiu para a briga.

Para mim, Tracy errou feio, mas acho que outras pessoas podem perfeitamente achar que o acidente foi “de corrida”. O que me parece claro é que a maioria dos pilotos da Indy tem problemas na hora de calcular se dá ou não para ultrapassar em um circuito misto. Alguns por inexperiência — Moraes, Matos —, outros por grossura — Tracy, Viso. Não vejo, por exemplo, Dixon e Franchitti, dois pilotos extremamente técnicos, se tocarem ou causarem acidentes por falha feia — como, aliás, o próprio Moraes fez com Ed Carpenter em Glen.

Continuo achando que a Indy devia correr mais em mistos. Sempre sai algo de interessante para debater. Mas quem tem razão? Vejam e opinem. O lance ocorre a 0s33 do vídeo que está aqui.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
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