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28/04/2010 - 08:42

Di Grassi fala sobre patrocínios, Virgin e futuro

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Lucas Di Grassi anunciou seu novo acordo de patrocínio com a Sorocred, empresa de capital brasileiro baseada em Sorocaba, nesta terça-feira (27), em um evento realizado na cidade de Araçoiaba da Serra, que fica a 115 km de São Paulo. Após a coletiva, o BloGP teve um rápido bate-papo exclusivo com o piloto da Virgin, que falou sobre a sua antiga dificuldade para arranjar patrocínios, o que virou coisa do passado, o atual momento de sua equipe na F1 e o futuro do time.

BloGP: Uma coisa que a gente falou muito contigo no passado foi sobre patrocínios. Hoje, a gente olha para a sua camisa e vê os patrocínios da Clear e da Sorocred (nessa hora, Lucas interrompe para dizer que tem cinco empresas o apoiando). Como você analisa o seu atual momento? Levando em conta o seu passado, em que você sempre falou que era tão difícil arranjar um patrocínio, já que não tinha um nome conhecido.

Lucas Di Grassi: Acho que são cenários totalmente diferentes. Hoje, eu estou na F1, no topo. Não do topo, acho que tem muita coisa para evoluir, para melhorar. Mas eu estou em uma posição muito boa da minha carreira. Eu quero alinhar a minha imagem com empresas sérias, que estejam na mesma linha de pensamento, de filosofia, que são sólidas, que querem batalhar e que querem crescer. Eu, graças a Deus, hoje em dia, tenho amigos e empresas trabalhando comigo e fazendo um benefício mútuo entre a gente. Mas nem sempre foi assim. Conforme eu falei, no começo da carreira, quando você não tem nome, quando você ainda está crescendo, quando você ainda está tentando evoluir, é muito difícil arrumar um patrocínio. Sem dúvida, eu sempre sofri com isso, desde a época do kart. E eu nunca tive um sobrenome famoso. Nunca tive uma linha de parentes no automobilismo, eu estou fazendo o meu próprio rumo. Então, foi mais ou menos isso que aconteceu. A Renault investiu durante seis anos na minha carreira. Eu sou muito grato a eles por ter sido o meu patrocinador nessa época. Então, acabou dando tudo certo, graças a Deus.

BloGP: O que aconteceu com a Virgin no GP da China? Você largou após a corrida ter começado e abandonou logo depois. O Timo Glock nem largou. O que aconteceu com a equipe especificamente no domingo, dia da corrida?

LdG: Olha, eu estava esperando bastante daquele fim de semana. A gente fez uma simulação de corrida na sexta-feira. Fui o piloto que mais deu voltas na pista. Dei 56 voltas, exatamente a quantidade de voltas numa corrida, e não aconteceu absolutamente nada com o carro. Estava super em ordem, fizemos a classificação, o carro não deu um problema, estava tudo indo super bem nos dois carros, a gente estava com zero problema até domingo de manhã. Quando ligaram o meu carro no domingo, descobriram que estava com um problema na embreagem. A gente acabou não largando por causa disso, e a embreagem acabou quebrando de novo na corrida. Não sei exatamente o que aconteceu. Ninguém sabe ainda direito. Às vezes, foi um detalhezinho que a gente não prestou muita atenção ou que não esperava que fosse acontecer. Ou até mesmo uma peça que é não é do nosso controle que estava defeituosa. Com o Glock, houve um problema com a bomba de ar do motor na volta em que estava indo para o grid. Até então, não tinha nada. Então, foram coisas que aconteceram de última hora que a gente não teve controle e acabou prejudicando a nossa corrida, que achava, no meu ponto de vista, que seria tão boa quanto na Malásia.

BloGP: Na auto-avaliação da Virgin, em que ponto a equipe se vê agora? Obviamente, na frente da Hispania. Mas vocês se veem atrás, perto ou na frente da Lotus?

LdG: Eu vejo a Virgin na frente da Lotus. As classificações foram bem próximas. Na Malásia, a gente terminou na frente da Lotus. Na China, a gente se classificou na frente da Lotus, em condições normais. A gente está em uma condição bem parecida de disputa. A Lotus tem um budget [orçamento] muito maior do que o nosso. Mas eu acredito que a gente seja capaz não só de disputar com eles, mas como terminar o ano como a melhor das novatas. Acho que esse é nosso objetivo. A Hispania está bem para trás, acho que é muito difícil que eles disputem alguma coisa com a gente. E a gente vai demorar, eu acredito, pelo menos, mais um ano para conseguir chegar no pelotão intermediário.

BloGP: Essa seria a próxima pergunta. Em quanto tempo vocês preveem a Virgin no Q2 da classificação?

LdG: Muito difícil. A principal fonte de downforce [pressão aerodinâmica] de um carro atual é o assoalho duplo. Ou triplo, de alguns carros. Esse é o principal foco de tecnologia em que o pessoal investiu muito no ano passado. Enquanto a gente estava projetando o carro inteiro, o pessoal estava só divulgando esse tipo de downforce. Se você olhar a asa traseira, as dimensões, é tudo meio parecido, mas o assoalho faz uma grande diferença. Para o ano que vem, o assoalho volta a ser simples. Então, para esse ano, vai ser difícil disputar, não impossível, mas vai ser muito difícil, em condições normais, a gente ir para o Q2 ou mesmo pontuar. Em condições normais, a gente precisa evoluir muito. Eu acredito que, no ano que vem, a gente vai estar muito mais próximo das equipes intermediárias. E, quem sabe, daqui a um ou dois anos, começar a disputar pontos constantemente e talvez almejando um pódio, mas é muito difícil mensurar o quanto as outras equipes também vão evoluir para o ano que vem.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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12/02/2010 - 11:18

Razia: da GP2 para a F1, da F1 para a GP2

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Felipe Paranhos

Como sempre, nosso repórter em Jerez Marcelo Ferronato se multiplicou nesta sexta (12). Além de cobrir os treinos, dar boas informações sobre o que acontece na pista, ele foi buscar algumas boas entrevistas. Uma delas foi com Luiz Razia.

O piloto de testes da Virgin falou sobre a chance de ser membro de uma equipe da F1 e sobre como pretende trazer a experiência da F1 para a temporada da GP2.

Razia deu, inclusive, indícios de que deve correr por uma equipe de ponta. Ouça qual é.

Ouça a entrevista de Luiz Razia a Marcelo Ferronato em Jerez

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , ,
02/02/2010 - 15:30

Massa usa dia para entender acerto de carro pesado

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Dois dias de treinos coletivos, dois dias na liderança. Felipe Massa fechou sua participação nas sessões que abrem a pré-temporada da F1 em 2010, em Valência, na Espanha, nesta terça-feira (2). Na hora de conversar com os jornalistas brasileiros presentes no circuito Ricardo Tormo – entre eles, Marcelo Ferronato, do Grande Prêmio –, o resultado foi deixado de lado. Os comentários ficaram em torno do trabalho que foi feito para entender o acerto de um carro que estará bem mais pesado nesta temporada, em função do fim do reabastecimento.

O piloto da Ferrari também falou sobre outras novidades do regulamento, como a nova pontuação do Mundial. Ainda opinou sobre a nova regra em que os pilotos terão de usar os mesmos pneus da última fase da classificação na largada das corridas. Segundo Massa, o problema não está no desgaste dos pneus, mas, sim, na escolha do tipo, que pode influenciar positiva ou negativamente.

Por fim, o GP perguntou a Felipe sobre como anda o relacionamento com Fernando Alonso, que esteve no circuito de Valência nesta terça e provocou grande agito nas arquibancadas do autódromo, que estavam lotadas. O espanhol faz sua estreia pela Ferrari nesta quarta (3).

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após mais um treino de pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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01/02/2010 - 18:18

O 1º dia de Barrichello na Williams

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Overdose de Rubens Barrichello nessa segunda-feira (1º). Depois de nossa entrevista exclusiva, o piloto da Williams foi para a pista de Valência, na Espanha, estreou no time britânico e acabou com o sexto lugar no primeiro dia de treinos coletivos no circuito Ricardo Tormo. O brasileiro também foi o responsável pela única bandeira vermelha da atividade. Um problema eletrônico de acelerador cortou o motor e fez o carro parar, segundo o veterano.

Depois da sessão, Barrichello deu uma longa entrevista para os jornalistas brasileiros – e a reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, estava presente –, em que falou sobre o problema vivido no treino, sobre suas impressões sobre o carro de sua nova equipe, sua opinião sobre mudanças nas regras das classificações em 2010, entre outros assuntos.

Mais Barrichello aqui no BloGP. O internauta pode conferir o que o representante da Williams disse após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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01/02/2010 - 15:55

O dia positivo de Massa em Valência

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Felipe Massa falou com os jornalistas brasileiros depois do primeiro dia de treinos coletivos da F1 no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, nessa segunda-feira (1º). A reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, esteve presente na entrevista e ouviu o piloto da Ferrari.

Em sua primeira atividade coletiva após o acidente sofrido na Hungria no ano passado, Massa falou que nem se lembrou do acidente enquanto corria na pista espanhola. Concentrado em desenvolver a F10, novo carro da Ferrari, o brasileiro afirmou que teve um dia positivo.

A satisfação do piloto se deve à facilidade para guiar o modelo 2010 da equipe italiana. Ao comparar com a F60, carro de 2009, Felipe disse que teve um dia bem mais tranquilo, já que sofreu muito no início dos trabalhos da última temporada. “Foi completamente diferente do ano passado”, declarou.

Para não sofrer da mesma forma, Massa contou que a Ferrari planejou um projeto bem distante ao de 2009, com uma direção oposta na parte aerodinâmica, na parte de suspensão e no lado técnico.

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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01/02/2010 - 09:23

Rubens Barrichello, em alto e bom som para o BloGP

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Nosso enviado especial em Valência, Marcelo Ferronato, aprendeu direitinho com a já lendária Evelyn Guimarães como conseguir entrevistas exclusivas bombásticas na surdina. De mansinho, o homem de Ribeirão Preto que foi parar na Europa conversou com Rubens Barrichello.

No motorhome do piloto da Williams, o brasileiro falou sobre muitos assuntos: a hora de parar, as expectativas para 2010, a volta de Michael Schumacher, o relacionamento com Nico Hülkenberg, seu novo companheiro, e a decisão de se focar no presente e deixar o tempo passar, sem muitas preocupações com o futuro.

O internauta pode conferir o trabalho do nosso repórter na Espanha nas matérias publicadas nessa segunda-feira (1º) no Grande Prêmio e aqui no BloGP, onde ouve o áudio da entrevista, editado por este que lhes escreve.

Ouça aqui a entrevista exclusiva do Grande Prêmio com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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16/10/2009 - 03:35

A "buena noche" de Hamilton e Kovalainen

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Era para ser o show de uma estrela só. O evento da Johnnie Walker, marca de uísque que patrocina a McLaren, nesta quinta-feira (15) em São Paulo para promover a segurança no trânsito prometia apenas a presença de Lewis Hamilton. Mas já que o evento era no hotel Hilton, onde a equipe inglesa está hospedada, não custava nada chamar Heikki Kovalainen e pedir para que o finlandês também aparecesse por lá. A surpresa virou brincadeira entre alguns jornalistas: “Xiii, vai ser coadjuvante que nem foi o (Adrian) Sutil na coletiva do (Rubens) Barrichello”. Até que o nórdico não foi uma peça decorativa. Participou bastante, foi bastante questionado. Não foi o show de uma estrela só.

Essa estrela seria Hamilton, que já começou o evento cometendo uma gafe. Desejou boa noite a todos em inglês. E aí, quis se aproximar do público brasileiro, ser simpático – como realmente foi durante a “noche” – e lançou: “Buenas noches”. Alguém o assoprou que ele não tinha falado em português – ou em “brazilian”, como Heikki chegou a mencionar durante a coletiva – e, sim, em espanhol. “It’s pretty close (é muito perto)”, falou o mestre de cerimônias.

As tentativas de falar português (ou espanhol) acabaram por aí. Nem um “obrigado” rolou. “Caipirinha”, a bebida oficial dos estrangeiros no Brasil, também não rolaria porque o evento queria lembrar as pessoas de que alcool e direção não combinam. Acredito que pegaria mal, sabe, piloto da F1, caipirinha, deixa quieto.

No início, o discurso tradicional dos pilotos. Hamilton lamentou não chegar dessa vez ao Brasil disputando o título. Nas outras duas vezes que veio ao país, o britânico estava no topo do campeonato. Mesmo assim, o piloto destacou que vir a São Paulo é sempre uma grande experiência e lembrou de sua idolatria a Ayrton Senna. “Quando venho aqui, sinto sua presença”, declarou. Tenho certeza que não foi a primeira vez que ouvi isso.

Kovalainen também não fugiu das declarações-padrão, lamentando o fato de a McLaren não disputar o título, mas comemorando a melhora do carro, que é bastante competitivo, e esperando um fantástico fim de semana. Bem press-release.

A integração de Lewis e Heikki com o público presente no hotel e em um bar da capital paulista – que assistia ao evento por um link ao vivo – até que foi boa. Ambos estavam bem-humorados e frequentemente fizeram brincadeiras – aí, sim, fugindo um pouco daquele protocolo cansativo da F1.

Isso aconteceu quando foi divulgado o nome do vencedor de um sorteio promovido pela ação “Piloto da Vez”. O sortudo Ronald Szafirski verá seu nome escrito na frente dos capacetes dos representantes da McLaren no GP do Brasil. “Saiba que o lugar onde está seu nome custa muito caro, alguns pagam muito dinheiro por ele”, falou Kova.

Depois, Hamilton arrancou risos ao falar que sempre é o “Piloto da Vez” quando sai com sua namorada, Nicole Scherzinger, vocalista do grupo “Pussycat Dolls”, mesmo com os pedidos dela para guiar seu carro. “Ela gosta de dirigir, mas eu nunca deixo. Eu sou o homem das corridas”, falou o inglês, para ser retrucado por Kovalainen: “Na verdade, ela é mais rápida do que ele.”

Mais um momento descontraído aconteceu quando foi questionado aos pilotos se eles dirigem de volta para seus hotéis depois de beberem o champanhe na comemoração do pódio. Heikki disse que não era preciso, já que todos têm um motorista à disposição, e que é bom tomar champanhe para relaxar nas coletivas pós-corridas. E aí ele resolveu tirar sarro com a fama alcóolica de seu país e com um personagem da F1 famoso por gostar bastante de um “mé”, como diria Mussum.

“Na Finlândia, gostamos muito de nos divertir. Vocês podem ter uma ideia disso comigo e com o Kimi (Raikkonen), já que a primeira coisa que fazemos no pódio é tomar tudo”, brincou Kovalainen.

A última parte foi reservada aos  jornalistas presentes, que poderiam sabatinar os pilotos. Pena que o tempo disponível foi muito curto. Só houve três perguntas. E as piadas acabaram, voltou aquele discurso ensaiado da categoria.

Hamilton elogiou bastante a dupla da Ferrari que será formada por Fernando Alonso e Felipe Massa. “Vai ser difícil batê-los”, falou. Alguns diriam que o inglês está com medo; para mim, é puro respeito.

Logo após, perguntado sobre o trabalho da McLaren para 2010, Kovalainen não se aprofundou muito na questão do colega, ao dizer que a equipe sabe quais foram os erros cometidos neste ano e trabalha para consertá-los. Seria interessante vê-lo comentar sobre a próxima temporada do time de Woking. Os rumores são de que ele não vai ficar para ver a recuperação que apregoou.

Por fim, ambos preferiram ficar no muro do que dar uma opinião sobre o escândalo da Renault no GP de Cingapura de 2008. “Não estou envolvido com a equipe deles, não sei o que dizer”, “Eu concentro no meu trabalho”, “Eles já foram punidos”, “Vamos falar sobre o presente”, declarações desse tipo. E, nisso, acabou a entrevista.

Fim de noite, Lewis e Heikki foram liberados porque tinham de descansar, afinal, há dois treinos nesta sexta. Hora de descansar, depois de um dia longo em Interlagos e no evento. Falaram, responderam, brincaram e deram seus recados. Por hoje é só. Então… buenas noches, Hamilton e Kovalainen.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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18/07/2009 - 11:44

O box faz-tudo

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O box 13 de Interlagos é o quebra-galho da organização da Top Race V6. A simplicidade da garagem comentada ontem foi quebrada. Colocaram uma divisória entre o box da equipe de Jacques Villeneuve e Cacá Bueno e transformaram uma parte do box em sala de briefing. Nesse momento, todos os pilotos da categoria estão reunidos. E o portão está fechado, para não deixar curiosos entrarem no local.

O mesmo lugar vai servir como sala de conferências, para a entrevista coletiva de Jacques Villeneuve, logo mais à tarde.

Ah, e começou a chover em Interlagos. Estava muito bom para ser verdade, ficar um fim de semana inteiro sem uma chuvinha.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Top Race V6 Tags: , , , , ,
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