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25/09/2009 - 08:12

No le dijo nada

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“Não é nosso papel falar sobre isso. Nosso foco está nas corridas.”

“Não foi com o nosso time…”

Foram desse JAEZ as respostas dos pilotos indagados em Cingapura sobre tudo que aconteceu no ano passado na mesma praça, no mesmo banco, com Nelsinho Piquet, Flavio Briatore e Pat Symonds. Os repórteres, a torcida e sei lá mais quem interessados em saber o que passa na cabeça de quem convive com gente que pode, daqui a pouco, pedir para um piloto sofrer um acidente de propósito, e as respostas não vão muito além disso — claro, com as orquestradas “isso não é bom para o esporte, mas no mundo todo esse tipo de coisa acontece etc.”

É duro.

Muita gente fala que esportistas em geral são alienados do mundo, e vemos muitos exemplos disso com o futebol. Raros são os jogadores que conhecem a história do clube que atuam ou da seleção nacional, fatos que são conhecidos por muitos torcedores. Todo mundo desce o pau nos pobres matungos por causa disso.

Aí chegam pilotos, geralmente com bom nível de educação, vindos de famílias sólidas e com boas condições — afinal, automobilismo é um negócio caro no mundo inteiro —, e ficam nessa mumunha ao falar sobre um assunto que só tem uma resposta possível. É complicado aceitar esse tipo de coisa.

A praga do politicamente correto pode ser lamentada por muita gente que tem opinião. Mas, pelo jeito, a F1 comemora isso: ninguém se compromete a falar nada muito pesado de outra pessoa, mesmo que a ética, a MORAL e os BONS COSTUMES tenham passado longe.

Não sei por que, mas só consegui pensar em uma coisa ao ler a transcrição da entrevista coletiva:

ACARICIANDO DESPACITO o teclado,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
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