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29/06/2010 - 10:33

Grande ideia

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Felipe Paranhos

Os companheiros do F1BC, liga de automobilismo virtual na qual eu corri por um tempo e reapareço sempre que o trabalho permite — ou seja, quase nunca :) —, tiveram uma ideia bem legal para ajudar os municípios de Alagoas e Pernambuco atingidos pelas chuvas do fim de outono.

(Aliás, já perceberam como as grandes TVs fazem uma cobertura destes incidentes muito mais tímida do que no caso de Santa Catarina, dois anos atrás? Por que será?)

Voltando, vamos lá: o pessoal da liga, capitaneada pelo Rodrigo Wizard, decidiu fazer o GP da Solidariedade. No circuito virtual de Caruaru, haverá uma prova com os carros do BTCC — o Campeonato Britânico de Turismo.

A proposta surgiu porque um dos pilotos da liga, Rafael Ferreira, é morador de União dos Palmares, uma das cidades atingidas de maneira mais intensa pelas chuvas. “O nível do rio aumentou muito rápido. Tentamos ajudar os vizinhos a tirar o que podiam de suas casas. Por sorte não fui atingido, pois vivo em local alto, mas muitos dos que moravam próximos a mim perderam tudo. Entre os desaparecidos e mortos sempre encontramos um conhecido ou amigo. As cidades foram destruídas e precisam de ajuda”, disse Rafael.

A corrida acontece no dia 9 de julho — nada a ver com o meu digníssimo aniversário. A inscrição,  válida até o dia 2, é uma doação de no mínimo R$ 10 para as contas bancárias abertas pelo Corpo de Bombeiros de Alagoas. Eis os dados: no Banco do Brasil, Conta Corrente nº 5241-8 / agência 3557-2;  na Caixa Econômica Federal, agência 2735 / operação 006 / conta 955-6. Serão aceitas até 90 inscrições para as três baterias de 30 minutos, além da bateria final.

O vencedor ganha um exemplar do livro “História do Automobilismo Brasileiro”, da Ed. Sextante.

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01/09/2009 - 18:38

Crise na Panthers!

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Felipe Paranhos

Nunca mais havia feito relatos sobre minha carreira no automobilismo virtual. Trabalhava nos bastidores. Auxiliei Daniele Ferraz na criação da Panthers Racing — ela queria Pink Panthers, mas eu vetei, muito presepeiro. A estreia da equipe foi em Istambul, na 1ª etapa do campeonato de Rali do F1BC. Fizemos dobradinha nas duas baterias — o que não era muito difícil, já que, visando dominar o mundo, o time contratou 926 pilotos para este campeonato.

Minha participação na rodada inicial foi pífia: na corrida 1 do circuito turco, um infeliz detonou minha suspensão na largada e passei a gastar os pneus excessivamente. No meio da prova, um deles estourou e eu acabei batendo num outro rapaz. Nessa, abandonei. Irritado, fiz “a bola é minha, não jogo mais” e não corri a segunda prova no Império de Massa. Aproveitei pra fazer uma refeição saudável no Burger King.

Tudo poderia mudar na segunda etapa, entretanto. Em Cleveland, fiz o terceiro melhor tempo da equipe nos treinos antes da prova, atrás somente dos dois Thiagos do time, que CERTAMENTE correm dopados — 2s à frente de todo mundo. Na classificação, voltei à normalidade, largando em décimo entre 19 carros. Larguei atrás da tal Ferraz, que errou na primeira curva. E foi atingida por mim. Depois, a autodenominada Briatore da Panthers resolveu protestar à direção de prova, que ainda não se pronunciou — mas deve puni-la com uma rodada de suspensão pela CALÚNIA contra mim.

Instantes antes da colisão. Tsc...
O instante da barbeiragem da colega de equipe e a batida inevitável.

Apesar do incidente, fiz uma boa corrida. Fui oitavo no geral, terceiro na minha categoria. Fosse na Classic Cup do Gomes, dava troféu (pelo oitavo lugar, claro).

Veio a prova 2, com grid invertido. Consegui escapar da carambola na largada, mas na segunda volta tinha um carro atravessado nesta curva da foto. Reduzi pra não bater, mas encostei no carro branco à frente. Perdi cinquenta mil posições. Desconcentrado, na aproximação de uma curva, freei com uma roda na grama e rodei feio. Fui tentando me recuperar, arriscando tudo. Vinha dando certo, até que o motor, fraco, quebrou. Já uma nova fornecedora, já que julgamos que esta nos dá propulsores ridículos, que não aguentam uma pilotagem mais arrojada. Ou foi isso, ou eu reduzi as marchas rápido demais. Er… Não importa. Minha prioridade será a T-Light, categoria que começa em outubro. E, pra não dizerem que não dou informações no BloGP, taí, em primeira mão, o carro novo.


Na traseira, tem o logo do GP. Depois mostro. :)

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29/06/2009 - 18:48

Um ponto. Grande vitória.

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Felipe Paranhos

Acho que vocês se lembram da minha primeira experiência com o automobilismo virtual. A Grande Prêmio Racing havia se inscrito para o Mundial de 2010 e Victor Martins mandou eu adquirir experiência para o caso de sermos escolhidos.

A equipe até já havia sido formada pelo desagradável editor-chefe: ele e Gomes cuidariam da estratégia, Evelyn ficaria como grid-girl, Lellis seria o assessor e Chico Luz seria entregue à captação de recursos financeiros. Mas, como vocês sabem, Mosley refutou nosso interesse. E a GPR me abandonou. Martins não atendia mais minhas ligações e soube por meu agente que Gomes transferiu os esforços e as finanças do natimorto time para o Meianov.

Sem patrocínio e sem equipe, tive de dar um passo atrás na carreira. Daniele Ferraz, chefe de equipe, piloto, projetista e copeira da Playboy Racing, me convidou para uma das quatro vagas da equipe na T-Light — categoria de Turismo para iniciantes do F1BC. A decisão foi difícil, mas decidi aceitar.

Assumi o carro #50. Era de outro cara, que desistiu. O nome dele segue na carenagem. Ó vida, ó azar. Além de tudo, ainda corro com um tal de Vinicios da Matta impresso no vidro. Mas tudo bem. Graças à briga FIA x Fota, perdi a etapa de Hockenheim, o que me deixou bastante feliz com Mosley e Montezemolo, dois fofos desse jogo midiático ridículo.

Na quinta (25), chegamos ao circuito de rua de Birmingham para a prova. Na classificação de cinco voltas em até dez minutos, consegui o 26º tempo entre 32 carros — não tão mal para quem corre de teclado contra os volantes que só faltam guiar sozinhos.

(Brincadeira. Quanto melhor o volante, mais trabalho dá. Ô inveja. Mas de teclado é ruim mesmo.)

Alertado por Daniele, João Victor e Fernando Passos, meus companheiros de equipe, pus na cabeça que fugiria de eventuais disputas por posições na primeira curva. O estreito circuito inglês era palco para carambolas históricas. E assim foi. Acabei encontrando um carro rodado à minha frente, um ou outro toque, mas saí ileso da confusão, no honroso 20º lugar. Com um ritmo 3s mais lento por volta que os líderes, só me restava tentar não atrapalhar ninguém.

Tomando cuidado para não rodar, me aproveitei dos erros dos outros para ganhar posições. Mas, como disse, eu era bem mais lento que os rivais. Se na classificação havia feito 1min41s, já bem acima dos ponteiros, fazia 1min42s alto durante a prova. E veio o estalo: não trocar pneu nas paradas nos boxes. Assim, ganharia tempo. Como não fazia uma condução arrojada, não estava desgastando muito o jogo com que comecei a prova.

(Outra gozação. Sou uma piada como piloto. Achava que só era preciso sinalizar a quantidade de gasolina a colocar nos pits. Por isso, os “mecânicos” do jogo nem olhavam para os pneus. Acabou sendo bom.)

Deu certo. Consegui me manter entre o 18º e o 22º lugares, mesmo facilitando as ultrapassagens de quem vinha mais rápido do que eu. No terceiro trecho da prova, após a segunda parada, o presente veio. Alguns carros à frente abandonaram, outros bateram, e eu alcancei o 15º posto, o último dos que pontuavam.

Um ponto apenas. Mas só tenho a agradecer àqueles bonequinhos virtuais vibrantes, com amor à camisa, que não trocaram meus pneus e me levaram ao top-15.

Este é o compacto da corrida, com narração de Rodrigo Wizard. Atenção à perícia do piloto em 5:50, ao conseguir evitar um acidente com um infeliz que vinha atravessado na pista.

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