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18/01/2011 - 18:02

Fauzy, traidor do movimento

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Felipe Paranhos

Marrapaz, não é que, no meio da bagaceira, da bagunça, do melê, da disputa judicial que envolve as duas Lotus — a Team Lotus e a Lotus Renault —, Fairuz Fauzy trocou uma por outra?

Vai continuar fazendo nada, é verdade. Foi dispensado do Team Lotus, é verdade também. Mas cria uma polemicazinha, porque a Proton, montadora malaia que faz os carros Lotus de rua, ano passado estava com a Lotus do Tony Fernandes e agora está com a Renault.

Não me surpreenderia se tivesse sido a própria Renault, via Proton, quem convidou Fauzy para o cargo, para trazer para sua equipe a “identidade” da Malásia ao ter um piloto do país. É até possível que, enquanto um monte de pilotos choram dinheiro pra virar reserva da F1, Fairuz tenha ganhado a vaga de mão beijada.

Aí eu ia conjecturar sobre a GP2: em 2010, a Renault tinha a Dams como equipe B. Agora, tem a ART, que virou Lotus ART e já tem dupla fechada. Só que o Gravity, empresa que agencia pilotos de propriedade do Genii, dono da Renault, tem participação na Dams. Ou seja, duplo vínculo. Era de se esperar, portanto, que Fauzy fosse aparecer por lá.

Mas não: Fauzy vai correr na Super Nova, que havia mesmo prometido hoje,  para “muito breve”, seu anúncio de pilotos.

Entendo cada vez menos. O que fica claro é que, como no futebol, ter um empresário bom (falarei sobre isso nesta semana ainda) e bons contatos é fundamental.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , ,
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