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24/04/2011 - 14:06

A importância do resultado de Oulton para as pretensões de título de Felipe Nasr

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FELIPE GIACOMELLI [@daewlz],
de Brasília

Felipe Nasr já deixou de ser uma promessa e se tornou uma realidade para o automobilismo brasileiro ao menos em se tratando de F3. Depois de quatro provas da F3 Inglesa, o brasiliense é o líder do campeonato, com 66 pontos, 21 a mais que Jazeman Jaafar, o segundo colocado.

Com o bom desempenho nas primeiras quatro corridas, quando Nasr venceu duas vezes e terminou em segundo nas outras duas, já é possível pensar em título para o piloto da Carlin. Os resultados pré-feriado de Páscoa, na rodada de Oulton, serviram para comprovar que o piloto de apenas 18 anos está no caminho certo para a conquista.

Não que o resultado em Monza não tenha sido impressionante. Mas as duas vitórias, além do segundo lugar, apenas reforçaram que Nasr é um piloto muito acima da média em pistas de alta velocidade, principalmente quando tem a disposição um equipamento de ponta como é o da Carlin.

Prova dessa superioridade vem da temporada 2010, quando o brasileiro estreou na categoria. Na ocasião, os dois melhores resultados de Felipe foram a vitória em Rockingham e o segundo lugar em Spa-Francorchamps. Pistas, essas, onde é possível acelerar.

Só que em autódromos mais travados, o desempenho de Nasr era irregular. No mesmo Oulton Park, em 2010, o brasileiro abandonou duas das três provas e terminou a outra apenas na 14ª colocação. A situação não melhorou muito durante a pré-temporada do atual campeonato. No único dia de treinos no local, o piloto da Carlin foi apenas o sétimo mais rápido, ficando 0s8 atrás do líder Scott Pye.

No entanto, Felipe parece ter conseguido dar a volta por cima e não só conseguiu a segunda colocação na corrida do sábado como também irá largar na pole-position no domingo. Mesmo que sair na frente não signifique vitória, para quem quer ser campeão, regularidade é algo extremamente importante.

Aliás, até o momento, o desempenho de Nasr é bastante parecido com o que lhe rendeu o título da F-BMW europeia em 2009. Na ocasião, o piloto terminou em primeiro ou segundo em todas as corridas, menos na rodada da Inglaterra (curioso não?) quando foi o oitavo depois de ter problemas no câmbio.

Se na F-BMW o brasileiro não teve um adversário direto na briga pelo título, já que viveu a expectativa de uma eventual desclassificação ou não de Michael Christensen, o então vice-líder, na F3 Inglesa parece que Felipe terá uma batalha doméstica. Isso porque, depois das quatro corridas, é Lucas Foresti quem se apresenta como principal rival.

O piloto da Fortec venceu em Oulton, foi segundo em Monza e só não teve outros bons resultados na Itália pois se envolveu em acidentes que comprometeram-lhe as corridas. Tomando como base a pré-temporada, é possível dizer que o desempenho de Lucas é surpreendente.

Aliás, surpreendente para quem acompanha a categoria a distância. Para Felipe, o rendimento do compatriota não deve ser novidade. Curiosamente, os dois se conhecem há muito tempo. Além de ambos terem nascido em Brasília, os dois foram contemporâneos no kart e estrearam juntos nos monopostos, na etapa de Interlagos da F-BMW Americas de 2008, correndo pela equipe de Amir Nasr.

Na ocasião, mesmo fazendo a primeira prova da carreira, Felipe conquistou um quinto e um terceiro lugares, impressionou e garantiu a temporada 2009 no certame europeu, quando viria a ser campeão. Lucas, por sua vez, terminou duas vezes na décima posição e seguiu na F3 Sul-americana antes de reencontrar o rival no campeonato britânico.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: ,
17/03/2011 - 17:25

Alívio imediato

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Felipe Paranhos

A gente tem falado aqui da crise grave do automobilismo brasileiro na formação de pilotos e desenvolvimento destes para a F1, mas existe a chance de a previsão minha e do Felipe Massa receber um prazo maior para acontecer. Isso porque há brasileiros que iniciam a temporada com boas chances de título em 2011.

Vamos ao primeiro deles: Felipe Nasr. O brasiliense vai correr pela Carlin, principal equipe do automobilismo britânico, e vem fazendo ótima pré-temporada. A F3 Inglesa fez quatro dias de teste até agora. Nos dois primeiros, em Rockingham, o brasiliense dominou. Nos dois mais recentes, em Silverstone, foi segundo colocado, batido por pilotos diferentes: primeiro o colombiano Carlos Huertas, depois o malaio Jazeman Jaafar, ambos da mesma equipe.

Sempre peço aqui pra que as pessoas segurem um pouco a expectativa sobre Nasr, que, afinal, é um menino de 18 anos. Mas é fato que é muito talentoso. Sorte pra ele, que escolha os caminhos certos. E que tenha grana suficiente para ir além.

O outro nome forte este ano é Cesar Ramos. O atual campeão da F3 Italiana testou pela F2 e foi muito competitivo logo de cara, a despeito de o carro feito pela Williams ter mais do que o dobro de potência. Decidiu correr na World Series e, apesar de ser estreante, vem conseguindo um desempenho excelente.

No seu primeiro dia de testes pela categoria apadrinhada pela Renault, que tem motor em média ainda mais forte que o da F2, emplacou um sexto lugar, 0s1 mais lento do que Alexander Rossi, companheiro e promessa norte-americana. No segundo dia em Aragon, foi o quarto, 0s16 atrás do parceiro de Fortec.

Em Barcelona, os treinos foram marcados pelo tempo chuvoso e por condições variáveis do circuito. Ramos foi nono no primeiro dia e 14º no segundo, em que não conseguiu andar com pneus de pista seca e, portanto, não teria como andar no ritmo dos líderes.

Ramos deve brigar ali entre os cinco primeiros no extremamente competitivo grid da World Series. E, se não acontecer, não tem problema (exceto financeiro, se houver): é primeiro ano, dá pra tentar mais uma vez. O favoritíssimo para 2011 é Daniel Ricciardo, reserva da Red Bull/Toro Rosso, na maior barbada entre as séries de acesso à F1. Só que a chance de ele substituir Sébastien Buemi ou Jaime Alguersuari durante a temporada é muito grande. Não acredito no australiano correndo até o fim da disputa.

Há três datas em comum entre World Series e F1, somente uma no fim da temporada, quando essa substituição seria mais provável. Entretanto, não sei se a Toro Rosso repetiria a permissão para terminar o campeonato da categoria de base como fez com Jaime Alguersuari em 2009, para depois ouvir o espanhol reclamar de falta de adaptação durante 2010 inteiro. Se Ricciardo não chegar ao final da disputa, mais uma chance para que Ramos, Wickens, Rossi e companhia lutem pelo troféu no fim do ano.

Autor: - Categoria(s): F3, World Series Tags: , , , , , , ,
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