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15/05/2011 - 17:56

Flecha de bronze

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Buenos Aires

Homenagem nunca é demais. Ainda mais quando se trata de alguém como o pentacampeão Juan Manuel Fangio. Em 2005, a Mercedes, junto com a YPF Repsol, reverenciou o piloto nascido em Balcarce através de uma escultura de 3,5 toneladas de bronze em tamanho real, tanto dele, quanto do W196, o modelo de 1954 e 1955 da Mercedes, carro dos primeiros títulos da equipe na F1, conhecido como ‘Flecha de Prata’. A obra foi assinada pelo espanhol Joaquim Ros Sabaté, dez anos depois da morte de Fangio.


Na noite da última sexta-feira (13), durante uma volta por Buenos Aires, dei uma passada por Puerto Madero e tirei algumas fotos legais de lá. Vale muito a visita. Durante a noite, a praça em frente à Avenida Juana Manso fica ainda mais bonita e realça a escultura de Fangio, que se estivesse vivo, completaria um século de nascimento em junho deste ano. Justíssima homenagem ao primeiro supercampeão da história do automobilismo depois da criação da F1.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
27/04/2011 - 13:05

Uma vitória para a história

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O clima de expectativa que cerca a segunda edição da SP Indy 300 me faz lembrar muito da primeira corrida da categoria disputada no Brasil, há 15 anos, em Jacarepaguá. Mesmo acompanhando a Rio 400 de casa, pela televisão, pude perceber que aquela prova seria diferente.

O circuito oval, batizado de Emerson Fittipaldi em homenagem mais do que justa ao piloto que trouxe a Indy para o Brasil, era bem diferente dos triovais e dos superspeedways norte-americanos. Era um circuito de muita frenagem e troca de marcha, diferenciado.

A presença de grandes pilotos, tanto daqui, quanto do exterior, engrandeceram o evento. Só para listar. Entre os brasileiros, Emerson, Raul Boesel, Maurício Gugelmin, Gil de Ferran, André Ribeiro, Christian Fittipaldi, Roberto Moreno e Marco Greco disputaram a prova. Alessandro Zanardi, Greg Moore, Jimmy Vasser, Bobby Rahal, Michael Andretti, Paul Tracy, Scott Pruett, Mark Blundell, Al Unser Jr., Adrian Fernandez, entre outros, também correram no Rio e compuseram um grid bastante forte.

A categoria vivia um período de ascensão no Brasil. Com mais pilotos nacionais com chances de vencer, a Indy chegou a emparelhar com a F1 no quesito audiência naquela época, muito por conta da transmissão que passou a ser realizada pelo SBT — sempre com a narração brilhante do Téo José —, que buscou popularizar a Indy por aqui. Pelo menos entre 1995 e 2000, deu muito certo.

Eu lembro que, pelo menos pela televisão, o autódromo estava com as arquibancadas bastante cheias. Era o cenário perfeito para uma grande corrida. A Ganassi, sobretudo com Zanardi, era a grande força da temporada, já que o conjunto Reynard-Honda era muito forte, dominante, praticamente. Moore também apresentou bom desempenho em Jacarepaguá com sua Forsythe Reynard-Ford. Mas quem surpreendeu mesmo foi Ribeiro, que competia com um Lola-Honda da Tasman.

(Naquele ano, eram quatro os fornecedores de chassi da Indy, então Champ Car, ou CART: Reynard, Lola, Penske e Eagle, que construía o equipamento da All American Racers. Os motores eram Honda, Ford Cosworth, Mercedes e Toyota. É um cenário que me agrada bastante e é bem parecido com o que será visto já a partir do ano que vem, quando os pacotes aerodinâmicos, além das chegadas dos motores Chevrolet, poderão mudar bastante a dinâmica da categoria, que finalmente vai deixar de ser monomarca.)

Voltando à corrida e a André, o fato é que o piloto andou  sempre no grupo dos primeiros colocados desde o início da corrida, consolidando o bom rendimento nos treinos e na classificação, quando foi terceiro no grid. Desde a largada, o brasileiro ficou longe dos problemas e permaneceu próximo aos líderes. Como sempre é na Indy, a corrida carioca foi movimentada, cheia de alternativas, e teve a panca bem feia do Mark Blundell na saída da curva 4. Mas lá na frente, o piloto da Tasman permanecia entre os ponteiros. Até que na volta 115, quando estava em segundo, Ribeiro viu Moore abandonar com problemas na suspensão. Daí por diante, nem Zanardi, Unser Jr., ou Pruett pressionaram o piloto da Tasman, que venceu após 133 voltas e levou boa parte da torcida às lágrimas, eu, inclusive.

Vamos ver o que o futuro reserva para o próximo domingo no Anhembi. Mas fica a lembrança de um momento épico na história do automobilismo brasileiro. Já se vão 15 anos… mas parece até que foi ontem. Para quem quer rever, tá aí uma palhinha dos momentos finais da Rio 400, com a narração de Téo José.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
20/04/2011 - 13:07

Parabéns, Gugelmin

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Maurício Gugelmin comemora hoje 48 anos de vida. Sumidão nos dias de hoje, o catarinense foi um dos bons pilotos brasileiros da geração de 80, conquistando títulos na F-Ford Britânica e Europeia, além de faturar também a F3 Britânica, até hoje, uma das mais importantes categorias de base. Sua passagem pela F1 até que foi breve. Gugelmin deu certo azar e pegou equipes nada competitivas na categoria, March Leyton House e Jordan. Nas poucas chances que teve para mostrar serviço, mandou muito bem, como no GP do Brasil em 1989, quando Jacarepaguá ainda era uma pista decente.

Desiludido com a falta de um carro legal na F1, Maurício cruzou o Atlântico para correr na Indy em 1993, a exemplo do que já havia feito Nigel Mansell. O brasileiro fazia companhia a Emerson Fittipaldi e Raul Boesel na categoria que começava a chamar a atenção de muita gente aqui. Gugelmin fez algumas corridas na Dick Simon antes de seguir para a Ganassi em 1994.

Um ano depois, estava na Pac West, uma das boas equipes da Indy na época. (Confesso que fui muito mais fã da Indy na década de 90, que tinha muito mais competitividade, do que hoje. Mas isso é assunto para outro post). E foi lá, na Pac West, que Big Mo faturou sua única vitória, em Vancouver 1997, mas é fato que ele mandou muito bem em outras corridas também, antes e depois de 1997. Nesse mesmo ano, o piloto terminou a temporada na quarta colocação.

2001 marcou sua saída das pistas após temporada bastante difícil. Desde então, Maurício ficou totalmente fora do automobilismo e pouca gente teve notícia dele. Talvez tenha faltado um pouco de sorte na carreira, principalmente na F1, mas competência, sempre sobrou, é fato. Vale sempre a lembrança. Se alguém tiver notícias atuais do Gugelmin, postem aqui. Fica aqui a homenagem do BloGP para um cara que acho que deveria ser mais lembrado por aqui. Parabéns, Big Mo!

E abaixo, os melhores momentos dele em Jacarepaguá 1989, brigando na pista com Patrese e Prost com a Leyton House projetada por Adrian Newey, que começava sua carreira de destaque na F1.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags: , , , , , , , , , ,
18/04/2011 - 15:17

Rapidinhas do rali

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Nem só de WRC viveu o rali neste fim de semana. Ao contrário. Rolou muita coisa boa aqui no Brasil e na América Latina. A começar pelo RN 1500. A prova que, como o nome diz, é disputada no Rio Grande do Norte, é uma das mais importantes do cross-country brasileiro. O trecho de 916, 69 km — 476,25 destes, cronometrados — foi um misto de dunas e sertão em paisagens belíssimas com percursos bem difíceis, desafiando ainda mais os competidores nas motos, carros e quadris, grande parte deles, com participação no Rali dos Sertões.

Após quatro dias de competições, Marlon Koerich, que disputou a prova em parceria com a irmã, Joseane, faturou o título com um protótipo da Sherpa. Marlon fez belo papel no Dacar em janeiro, quando na condição de estreante, chegou numa boa 14ª colocação ao lado do experiente navegador Bina Cavassin. Marcos Moraes e Edu Sachs completaram o RN em segundo lugar, consolidando a dobradinha da MEM, time de Marcos, que também é diretor da Dunas Race, organizadora do Sertões.

Nas motos, Denísio do Nascimento conquistou o título após 6h50min15s de prova. O piloto superou em quase 6s o tempo de Tiago Fantozzi, vice-campeão. Dario Júlio completou o top-3 nas duas rodas. Já entre os quadris, a vitória coube a Francinei de Souza, que foi destaque no Sertões com o vice-campeonato, perdendo a disputa em 2010 para Rafal Sonik. O cearense conquistou o RN 1500 superando Marcio Oliveira.

Abaixo vai um vídeo bem legal de um pouco do que rolou neste fim de semana no RN.

Outra prova de destaque no fim de semana aconteceu em Encarnación, no Paraguai, na primeira etapa do Sul Americano de rali de velocidade, o Rali Trans Itapúa. Lá estava Paulo Nobre, o Palmeirinha, que disputou sua primeira prova após perder a eleição para presidente do Palmeiras. Ao lado do eterno parceiro Edu Paula, o piloto alviverde vinha em bom ritmo e fechou o sábado em terceiro na classe 3, quinto na classificação geral, onde os trechos de lama predominaram, por conta da chuva que desabou no local. Mas no último dia, ontem (17), já com as trilhas mais secas, todo mundo imprimiu um ritmo mais forte, e na tentativa de alcançar os rivais, Palmeirinha perdeu o controle de seu Mitsubishi Lancer Evo e quase capotou. Mas o bom resultado já tinha caído por terra.

Nobre não perdeu o bom humor e a chance de alfinetar a torcida do time rival. “Esse tipo de coisa faz parte do esporte, mas é triste ver um super resultado escapar desse jeito pelas mãos! Naquele décimo de segundo que vi a curva cheia de barro, senti que daria uma ‘corinthianada’”.

Além de Palmeirinha e Paula, mais sete duplas representaram o Brasil no Paraguai. São elas: Maicon Soares e Cleiton Casarotto; Luís Tedesco e Roger Valandro; Fernando Mello e Fernando Toschi; Cristiano Borges e Marcelo Fillipon; Alexandre Figueiredo e Andrey Karpinski; Milton e André Pagliosa, além de José Barros Neto e Emília Abadia. Sidney Broering também participou da prova, sendo navegador do paraguaio Dick Ferreira. Desses, Tedesco conquistou o melhor resultado, vencendo com um Palio a Classe 9. Na classificação geral, a vitória foi do paraguaio Thiago Weiler, com um Mitsubishi Lancer Evo.

A título de curiosidade, é interessante ver carros como Honda Civic e Toyota Corolla disputando um rali. Vários deles estavam inscritos para a prova no Paraguai.

A próxima etapa do Sul Americano de Rali de Velocidade acontece entre os dias 5 e 8 de maio em Erechim, considerada a capital brasileira do rali.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , , , , , , , ,
14/04/2011 - 14:26

Aí, sim

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Confesso que fiquei bastante satisfeito ao ver hoje no Facebook uma foto do carro do Daniel Oliveira em Amã, na Jordânia, com adesivos de patrocinadores brasileiros. Levando em conta que hoje em dia os pilotos tupiniquins encontram dificuldades até mesmo para completar orçamento visando a disputa do Mundial de F1 — como Lucas Di Grassi —, o feito de Oliveira, único nacional a disputar o Mundial de Rali em 2011, é algo notável.

Pelo menos no Rali da Jordânia, o piloto baiano será patrocinado pela Embraer, pela Keta, empresa do setor financeiro e também de seguros, além do próprio Governo da Bahia. É preciso destacar que o WRC, apesar de ser considerado uma categoria top, jamais teve no Brasil o mesmo status que tem na Argentina, por exemplo.

E se a maior divisão do rali de velocidade do planeta não é atraente aos olhos do torcedor, esta é ainda menos visível para empresários que desejam ver suas marcas divulgadas em nível mundial. Mas é bom ver que, bem aos poucos, alguns investidores dão atenção ao rali. Aí, sim.

Infelizmente, o rali não tem a visibilidade que merece por aqui. Já venho batendo nessa tecla há tempos. O Dacar foi um exemplo claro disso. Apenas uma emissora de TV, a SporTV — é preciso reconhecer —, deu certo destaque à prova em janeiro, ainda assim, exibindo boletins no fim da noite. As outras, nem isso. E claro, baixa exposição, menor quantidade de patrocínios. O que explica a queda brusca de brasileiros inscritos na competição.

Mas aos trancos e barrancos, o esporte vai sobrevivendo aqui por essas bandas, graças a alguns mecenas, empresários apaixonados pelo rali que investem dinheiro para organizar e promover competições por todo o Brasil como o Rali dos Sertões e a Mitsubishi Cup, por exemplo. E mesmo com pouco apoio, tanto o rali de velocidade, quanto o cross-country nacional revela gente do porte de Oliveira, Guilherme Spinelli (isso para ficar só entre os pilotos de carros).

A situação de Daniel é um pouco diferente. O piloto conta com maciço apoio da Prodrive, empresa preparadora de carros de propriedade de David Richards, que criou a Brazil (assim mesmo, com Z) World Rally Team justamente para desenvolver o novo Mini, visando não apenas a atual temporada, como 2012, ano em que a montadora vai disputar todas as provas do campeonato. O time conta com estrutura de primeira e já fala em vitórias no ano que vem. Mesmo assim, um patrocínio sempre cai bem.

A equipe que conta com Daniel e o navegador luso Carlos Magalhães no comando do Mini John Cooper Works, por enquanto, da categoria S2000, cuja estreia aconteceu em Portugal no fim de março. A ‘promoção’ de Oliveira à divisão principal do WRC deverá acontecer no Rali da Itália, daqui a duas semanas.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , , , , , , ,
07/04/2011 - 14:39

Kart rocks

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Como sempre acontece quando o Iron Maiden aporta aqui no Brasil, Bruce Dickinson aproveita o intervalo entre um show e outro para fazer seu rolezinho de kart. Um dos maiores nomes do metal é apaixonado por aviões e esportes. O vocalista já representou a Grã-Bretanha no campeonato europeu de esgrima. Mas o assunto aqui hoje não é sobre espada, sabre ou florete.

Antes do último show do Iron em Curitiba, Bruce acelerou um kart em São José dos Pinhais, em companhia de profissionais como Júlio Campos e Ricardo Zonta. Apesar de não ser um profissional da área, o britânico demonstrou muita habilidade e teve seu desempenho bastante elogiado pelos pilotos da Stock Car.

Mas além do rolê do Bruce no kart em si, claro que isso é apenas uma deixa para ter um motivo para postar um vídeo aqui, como já fizeram muito o Chico Luz e o Borgo enquanto estiveram aqui no Grande Prêmio, por exemplo. Não é por nada não, mas esse som do Dickinson é espetacular. Curta até o fim!

Autor: - Categoria(s): Kart, Música, Stock Car Tags: , , , , , , , ,
01/04/2011 - 14:05

1º de abril manjado. Mas tem gente que ainda cai

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FERNANDO SILVA [
@Fernando_Silva7

SUMARÉ — Insatisfeita com a mudança dos motores de oito para quatro cilindros, a Ferrari deixa a F1 no fim da temporada de 2012 para disputar a temporada da Nascar e será comandada nas pistas por Michael Schumacher.

Os resultados recentes de Felipe Massa fizeram com que a Ferrari decidisse por sua saída imediata da equipe. Bruno Senna e Michael Schumacher são os cotados para assumir sua vaga.

Renault usará peças de ouro no R31 de Nick Heidfeld e Vitaly Petrov tanto nos treinos livres, quanto na disputa da corrida em Sepang, no próximo domingo.

Narain Karthikeyan vem a público dizer que a Hispania é uma equipe SÉRIA e que respeita a regra dos 107%.

Pilotos da Red Bull na Stock Car disputam a 11ª Corrida Nacional de JERICOS motorizados em Alto Paraíso de Rondônia.

Das frases acima, apenas a menção ao piloto indiano é verdadeira — apesar de ter sido publicada no começo da semana, é inverossímil do mesmo jeito —, por incrível que pareça. Todos os anos, nós jornalistas temos de ficar atentos ao 1º de abril, data em que as equipes, pilotos, e principalmente, a imprensa internacional costumam pregar suas peças. No entanto, está cada vez mais difícil dar um olé na rapaziada, cada vez mais esperta e atenta às tais histórias cada vez mais manjadas e estapafúrdias. Mas ainda assim, tem gente que cai, acredite.

O site ‘Paddock Talk’, aglutinador de notícias relacionadas a automobilismo, sediado na Inglaterra, divulgou a primeira notícia, assim como a suposta morte de Bernie Ecclestone — de tanto trabalhar —, cujo cargo de presidente da FOM seria assumido por Muammar Khadafi, com o poder cada vez mais ameaçado na Líbia. Já a saída de Massa da Ferrari foi divulgada no Twitter — maior disseminador de verdades e mentiras da atualidade —, enquanto a Renault entrou no clima e publicou a história das peças de ouro em seu site.

A Red Bull, bem-humorada como sempre, contou a mentira mais travestida de fatos reais vista hoje. A equipe enviou um release com muitas fotos e detalhes da participação de Cacá Bueno e Daniel Serra na corrida de jericos motorizados. Ainda que a notícia fosse suspeita, por conta da data, dois grandes portais e uma agência caíram na brincadeira e publicaram a nota como se fosse verdade. Pouco tempo depois, a assessoria da equipe veio desmentir a notícia, confirmando apenas que era uma nota alusiva à data. Acontece, faz parte, já diria o outro. Quem é que nunca caiu em uma lorota? Eu mesmo já caí em algumas boas, mas isso é história para outro post.

Tantas outras piadas são levadas ao público como se fosse verdade. O que é mesmo aquele botão de chuva idealizado por Ecclestone? E a intenção de se fazer revezamento de pilotos nos carros na última década? E muitas outras que já vimos e ouvimos por aí.

E você, qual foi a maior mentira já lida sobre a F1? Conte aqui.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
29/03/2011 - 13:19

Um gesto de honra

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FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um aniversário de 30 anos não pode passar em branco. Ainda mais se for relacionado a um fato histórico, desses que jamais seriam vistos atualmente. Refiro-me ao GP do Brasil de 1981. À época, tinha apenas um ano de idade, um ano e 17 dias, para ser mais exato. Mas depois, acompanhando a F1 e suas histórias fantásticas, soube que essa corrida marcou época. Foi o dia que um piloto virou as costas para a execução de um jogo de equipe, injustificável em um começo de temporada.

Num gesto de macheza, orgulho ou simplesmente amor pelo esporte, Carlos Reutemann não se curvou aos apelos que vinham dos boxes da Williams, que pedia incessantemente para que o piloto abrisse passagem para o companheiro de equipe Alan Jones, tido como primeiro piloto, e venceu a prova debaixo de muita chuva em Jacarepaguá, que viveu bons tempos na década de 80, ao contrário de hoje.

Jones havia sido campeão em 80 superando Nelson Piquet. Era natural que o australiano fosse eleito como primeiro piloto da Williams, que à época contava com patrocínio maciço de empresas da Arábia Saudita. Mas a dupla do time britânico era muito forte, e Reutemann sempre contou com um retrospecto vencedor: foram 12 vezes no lugar mais alto do pódio desde sua estreia em 1972. Apesar de Alan ser o preferido de Frank Williams, o argentino não se intimidou com o colega de time.

O oceânico começou 1980 vencendo o GP dos Estados Unidos, que era tradicionalmente disputado em Long Beach, que hoje sedia a etapa mais importante da Indy depois de Indianápolis e Las Vegas. Jones viu o companheiro cruzar a linha de chegada em segundo, enquanto o rival Piquet foi o terceiro. A vantagem de cinco pontos para o piloto da Brabham com apenas uma prova realizada foi o suficiente para a Williams optar pelo campeão em detrimento de Reutemann, que jamais aceitou tal condição.

A resposta do argentino aconteceu duas semanas depois, no Rio de Janeiro. Lole, como é conhecido até hoje, já havia vencido a prova em Jacarepaguá três anos antes e se dava melhor na pista do que Jones, que jamais ganhou no Brasil. Melhor que Reutemann, só Piquet, que garantiu a pole-position daquela etapa.

Mas o brasileiro optou por pneus para pista seca, mesmo com o asfalto molhado. Carlos pulou para a ponta, seguido sempre por Jones. O argentino liderou de ponta à ponta e desobedeceu, ignorou mesmo as placas de sua equipe que pediam para trocar de posição com o então número 1 do mundo, vencendo a corrida com autoridade. A coragem de Reutemann causou desconforto na Williams, que praticamente não esteve presente à festa de premiação. Jones foi ainda pior e se ausentou do pódio em Jacarepaguá.

Infelizmente, o gesto de Reutemann — hoje Senador da República pela província de Santa Fé — atualmente é considerado areia no deserto. Coincidência ou não, dois brasileiros — Rubens Barrichello e Felipe Massa — abriram mão de suas vitórias recentemente para oferecê-las a seus respectivos companheiros de equipe, Michael Schumacher e Fernando Alonso, sempre pela Ferrari. À época, ambos alegaram profissionalismo para adotar tal postura, que é injustificável aos olhos do torcedor. O gesto de Lole foi, é e será sempre incomparável, imortal.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
09/03/2011 - 09:11

Criiiiiise na McLaren

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Felipe Paranhos

Esta foto aí em cima criou uma pequena confusão na McLaren. Ou não. Explico mais abaixo.

A bela moça da imagem é Jessica Michibata. A modelo japonesa de pai argentino é o corpo que representa uma marca de lingerie e já fez participações em alguns comerciais de TV.

Ao mudar a foto de seu perfil no Twitter, nesta quarta-feira (9), Jessica recebeu um elogio de Gary Paffett, piloto de testes da McLaren, feito diretamente a ela: “Uau, Jessy está gostosa em sua nova foto do perfil”

O detalhe é que, como alguns já devem saber, Jessica é a namorada de Jenson Button — que, segundo Fernando Silva, é o piloto mais bonito da F1. Alguns minutos depois, o campeão de 2009 retrucou, falando a Gary: “Incrivelmente gostosa! Agora, volta para o simulador!”

Paffett, então, teve a tréplica. “Bom dia, companheiro. Bom ver você prestando atenção. Você obviamente concorda comigo”, falou, talvez meio envergonhado, antes de convidar Button para um chá e perguntar se o companheiro estava muito ocupado hoje.

Das duas uma: ou rolou uma chateação de leve entre os dois, ou é tudo uma grande gozação entre colegas. Mas que foi engraçado acompanhar, foi.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
08/03/2011 - 15:35

Mais do mesmo

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Sem as presenças de Ferrari e Mercedes, as primeiras colocações do primeiro dia da quarta bateria de testes em Barcelona não foram nem um pouco surpreendentes. Mark Webber levou a Red Bull à ponta, como quase sempre, seguida pela McLaren de Jenson Button, que após se apresentar de maneira claudicante nas atividades de pista em fevereiro, deu ligeiras mostras de reação conduzindo o MP4-26 com um bizarro bico ‘bolha’.

A Lotus Renault de Vitaly Petrov e Nick Heidfeld — que doente, quase não treinou — fechou a sessão no top-3, a 0s393 de Webber, dando a entender que os bólidos preto e dourado podem lutar contra a Mercedes pela quarta colocação entre os construtores, no mínimo.

A Toro Rosso, que vinha andando bem nos últimos testes, decepcionou hoje na Catalunha. Sébastien Buemi enfrentou problemas no seu STR6 em Montmeló, causando uma bandeira vermelha no início do treino, e quando voltou, não conseguiu mais do que a oitava posição. Ainda é cedo para dizer que a escuderia de Faenza andou para trás. Resta esperar pelo desempenho da filial da Red Bull na quarta-feira.

No pelotão de trás, destaque para Davide Valsecchi. Considerado por Felipe Paranhos como um dos melhores pilotos de todos os tempos, o italiano não fez feio com a Lotus T128 e fechou a manhã em terceiro, de maneira surpreendente, após completar 50 voltas sem enfrentar qualquer problema grave. Luiz Razia fou o responsável por conduzir o carro malaio no período da tarde, foi 1s317 mais lento que o companheiro de equipe na Air Asia da GP2, mas ainda assim, foi mais rápido que Jérôme D’Ambrosio, que mesmo tendo completado 57 voltas, se arrastou na pista com o MVR-02 e ficou a 9s516 de Webber. Um verdadeiro abismo.

A volta da equipe de Maranello às pistas amanhã pode estabelecer o real parâmetro de superioridade da Red Bull perante as rivais. Ou pode ser que, com a presença da maior oponente em Barcelona, o time taurino novamente esconda o jogo. Além de Ferrari e Mercedes, a Williams também vai para a pista com o novo-velho visual da Rothmans. E a Hispania já anunciou que não treina amanhã. Nada de destaque, nada de novo nessa pré-temporada mais morna de todos os tempos da F1. Como diria Renato Russo, é tudo mais do mesmo.

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