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22/02/2011 - 21:20

A Force India brasileira

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Felipe Paranhos

Recebemos por email o novo layout do carro do Alceu Feldmann na temporada 2011 da Stock Car. O paranaense estreia pela A. Mattheis neste ano, após passagem pela RCM. O design, baseado na bolha da Chevrolet, tem as cores verde, laranja e branca em destaque, com os patrocínios do Compra Fácil e da Fertipar nas laterais. Ficou bem legal, lembrou a pintura da Force India.

Atualização:
O Pedro Boesel, da Montana, me lembrou no Twitter que já existe uma ‘Force India brasileira’: é o carro dele, que também é patrocinado pelo Compra Fácil. Olha como era a pintura no ano passado. O macacão, inclusive, é muito parecido mesmo com o dos pilotos da equipe indiana na F1.

Autor: - Categoria(s): F1, Stock Car Tags: , , , , , , ,
05/01/2011 - 17:39

Pede pra sair

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Felipe Paranhos

Vitantonio Liuzzi disse, hoje, que a Force India não conversou com ele sobre uma possível saída da equipe. Entenda: Liuzzi, ao contrário de Sutil, tem contrato para 2011. Isso porque, quando ele entrou no time como piloto de testes, fez um acordo que previa dois anos como titular. O primeiro já foi, 2011 seria o outro.

Só que Liuzzi foi ridículo em 2010. Fez 21 pontos, contra 47 de Sutil. Fez bastante besteira. Ele quer o segundo ano como titular, e parece que só ele. A pressão pela promoção de Di Resta é grande, e ninguém que não bebeu dois litros de absinto liberaria o Sutil pra ficar com o italiano.

“Britain’s next F1 Star”, tá lá na capa da Autosport, falando do Di Resta. Cheguei a ler que Liuzzi iria pra vaga do Di Resta no DTM, informação que o próprio Vitantonio negou. Pô, Tonio, tá chato, já. Pelo visto, ninguém te quer aí na equipe. Se não te ofereceram a vaga do escocês, pede você.

Eu iria pra outro lugar. O fato de um piloto não dar certo na F1 não quer dizer que ele não seja muito bom. Tonio sempre foi muito competitivo, venceu a última edição da F3000 em 2004, mas fracassou na F1. Talvez seu maior erro tenha sido se dedicar quase exclusivamente à F1 por cinco anos seguidos, fazendo apenas aparições-relâmpago em outras categorias enquanto trabalhava para voltar ao topo do automobilismo internacional.

Acho que é hora de abrir espaço em outros campos. O DTM pode ser um deles. WTCC, por que não? Como dizem aqui na Bahia… Tonho, para que tá feio.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
09/02/2010 - 14:52

Resta nada

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Felipe Paranhos

Há quem goste das mais diversas ideias em capacetes. Mais simples, mais presepeiro, bem-humorado, mil maneiras de pintar aquilo que o identifica diante dos outros. Mas convenhamos… Que puta capacete feio esse do Paul Di Resta. Tem tudo e não é nada.

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Eu acho o do Liuzzi — esse aqui embaixo, à esquerda — um dos capacetes mais legais do grid. Tem a identificação com a bandeira da Itália, mas, como faz o Di Grassi com as cores do Brasil, não é feita de maneira berrante.

Formula One World Championship

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
26/11/2009 - 21:37

A chance de JR

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Felipe Paranhos

Fui mais um a ficar surpreso com a escolha da Force India para os testes coletivos em Jerez de la Frontera, nos três primeiros dias de dezembro. Todos esperavam a convocação de Karun Chandhok e Neel Jani, que têm estreitas ligações com a Índia. A equipe de Vijay Mallya preferiu Paul Di Resta e JR Hildebrand, que, segundo o dirigente, tiveram desempenho “incrível” nos simuladores da McLaren. E, convenhamos, fez bem.

Dizer que Hildebrand tem a chance mais importante de sua carreira parece óbvio. Mais do que um teste em uma equipe de F1, entretanto, o atual campeão da Indy Lights tem a oportunidade de se firmar como piloto de nível mundial. As quatro vitórias do norte-americano nesta temporada foram em circuitos mistos: Long Beach, Watkins Glen, Edmonton e Sonoma.

Ainda que nove das 17 etapas da Indy de 2010 sejam em mistos, gostaria de ver Hildebrand competindo contra os pilotos europeus, que têm uma formação mais forte em circuitos não-ovais. Mas, evidentemente, JR terá muitas dificuldades com o carro da Force India, sobretudo pela diferença de potência entre os carros da Lights e da F1.

Mas o rapaz é talentoso, acho que vai vingar. Mesmo que não brilhe nos testes coletivos — o que é mais provável. A propósito, me respondam: tem alguém da Indy ou da Indy Lights que vocês queiram ver na F1?

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
21/09/2009 - 01:35

Não tão longe assim

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Felipe Paranhos

Os caríssimos leitores muito certamente se lembram do meu texto elogiando a administração de Vijay Mallya no comando da Force India. Boas decisões, parcerias interessantes e distância dos pilotos pagantes. Opa!

Não tem distância. Hoje, o principal piloto da equipe indiana é pagante. Posso confirmar — e retificar minha opinião anterior — que Adrian Sutil paga, por meio de seu patrocinador, para correr.

Via Medion, fabricante e distribuidora alemã de eletroeletrônicos, Sutil está pagando € 25 milhões — o equivalente a R$ 66,2 milhões — por três anos de contrato.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
15/09/2009 - 02:04

O segredo de Mallya

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Felipe Paranhos

Não tenho registro de alguém que tenha previsto o sucesso atual da Force India quando esta chegou à F1. A equipe que herdou o espólio de Spyker, Midland e Jordan parecia ser mais um brinquedo de milionário ou um time de vida curta, como foram duas das citadas anteriormente. Vijay Mallya provou o contrário — mostrando que é possível unir atitude empresarial e pensamento competitivo.

No início, não havia muito o que fazer: o carro certamente não seria brilhante, dado o pouco tempo para se planejar — a compra da Spyker, por £ 56 mi, foi completada no início de outubro. Diante do primeiro obstáculo, Mallya tomou a melhor decisão: trouxe um piloto experiente, ainda motivado com a F1, e manteve um jovem acostumado às dificuldades dos times pequenos. Assim, a FI teve, em seu primeiro ano, Fisichella e Sutil.

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O carro era uma bomba. Mal projetado, bem mais fraco do que o dos rivais e sem confiabilidade. Além disso, Adrian e Giancarlo erravam a passar da conta. Como sempre, a pressão foi para as luvas dos pilotos. Ao fim da temporada, entretanto, Mallya tomou o que revelaria ser a melhor postura: demitiu seu diretor-técnico, Mike Gascoyne, que não mostrou ser nada mais do que uma grife, e seu chefe de equipe, Colin Kolles, envolvido em problemas internos no final da temporada.

Vieram, aí, as propostas/ameaças dos pilotos pagantes. A equipe era/é quase totalmente bancada pelo patrocínio da Kingfisher, empresa do próprio Vijay. Mesmo com alguns problemas financeiros (lembram do não-pagamento de fornecedores?), a equipe manteve a proposta de gestão séria.

A mudança de parceria — de Ferrari para McLaren — e a melhora no desempenho no time de Martin Whitmarsh foram fundamentais para o crescimento da escuderia nesta temporada, conforme Victor Martins, editor-chefe do GP, já analisou em seu blog. Mas ainda que não obtivesse os pódios que alcançou na esteira da evolução da equipe de Woking, a FI já evoluiria: com motor Mercedes, câmbio e a transferência de dados vindos da escuderia-mãe, os indianos ganharam ritmo e credibilidade. Desta maneira veio o segundo lugar em Spa, com Fisico, e o quarto lugar em Monza, com Sutil.

Formula One World Championship

Agora, já falam em Karun Chandhok e Neel Jani para a equipe. O primeiro é indiano, o segundo tem pai indiano. O primeiro tem o lobby de Bernie Ecclestone a favor, o segundo um título e um vice-campeonato da A1 GP. Esperto, Mallya não vai dar uma vaga de titular a nenhum dos dois, para não correr riscos. Pelo mesmo motivo, acredito que não deve oferecer lugar a Bruno Senna, mas é só opinião, não tenho informação sobre isso.

Ok, Liuzzi e Sutil não chegam a ser um Vettel, mas, comparando com os demais, o carro da Force India em 2009 é melhor do que o da Toro Rosso em 2008. Não me espantaria se surgisse uma vitória nas últimas provas. Pra que mudar a dupla de pilotos para a temporada 2010? Não vejo razão.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
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