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10/10/2010 - 01:58

Um dia seca

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Felipe Paranhos

O tema anda esquecido, eu sei. Mas Flavio Briatore — ele mesmo — o recolocou em voga. Depois da saída de Max Mosley da presidência da FIA, os cortes nos custos ficaram em segundo plano. Que eu me lembre, a única notícia do ano neste sentido dizia respeito a um acordo das equipes para seguir economizando, mas tudo muito genérico.

Flavio declarou, em entrevista ao ‘Journal du Dumanche’, que o desempenho abaixo do esperado das equipes novatas é uma prova da situação frágil que vive a F1.

Briatore pode ser um escroque, mas tem razão neste sentido.  “Eu limitaria os custos muito mais, em pelo menos 70%. As equipes estão em agonia. Os carros estão só alguns segundos abaixo do desempenho dos carros da GP2 — e a GP2 é uma categoria  que requer um investimento dez vezes menor. Isso é maluquice, especialmente quando se torna extremamente difícil para encontrar patrocinadores”, disse.

O italiano foi além. “A F1 está lutando por sua sobrevivência e não percebeu. Precisamos parar de fazer reuniões que não decidem nada”, bradou.

Eu sempre digo aqui que a F1, após a entrada de Jean Todt na FIA, voltou a ter aquele caráter elitista que ganhou durante grande parte da gestão Mosley. Max percebeu a besteira que estava fazendo e tentou mudar de ideia. Ganhou a batalha, trazendo três novos times para a categoria a baixo custo, mas perdeu a guerra.

Por incrível que pareça, as declarações acima vêm de um cara que não entende lhufas de automobilismo e que é o maior representante da F1 endinheirada, de iates e negócios presepeiros. Enquanto isso, os insiders de hoje estão ocupados nas festas dos patrocinadores que lhes restam.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
19/07/2009 - 12:27

O 'segredo' do sucesso da Top Race: gastar pouco

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A crise econômica mundial deixou o automobilismo de joelhos e causou transtornos em muitos lugares do mundo, até mesmo em países com moeda forte. Com uma economia que não é muito sólida, a Argentina também passa por problemas e faz esforços para conter o avanço da crise. Por isso, é de surpreender ver uma categoria do país sul-americano, a Top Race V6, ultrapassar barreiras, fazer sua primeira viagem internacional e trazer um campeão mundial de F1, Jacques Villeneuve. De acordo com Alejandro Urtubey, presidente da categoria argentina, não há muito segredo para sobreviver em meio aos contratempos econômicos. A solução encontrada é a mais simples possível: levar qualidade às pistas, mas gastando pouco.

“O Top Race nasceu em 2004 com um conceito distinto daquele que temos no automobilismo na Argentina. Foi a criação de uma categoria puro-sangue, que atende às expectativas do público que é amante do automobilismo, mas tem um baixo custo”, afirmou o dirigente. A Top Race alinhou 39 carros no grid em São Paulo e tem a participação de cinco montadoras: Mercedes, Ford, Chevrolet, Peugeot e Volkswagen.

BloGP apurou que, na Argentina, as equipes gastam cerca de R$ 20 mil para correr em cada etapa. Mas a prova do Brasil foi especial. A organização da Top Race V6 bancou todas as despesas dos times, com passagens aéreas, ônibus para trazer mecânicos, engenheiros e demais integrantes, translados e hotel cinco estrelas para os pilotos. Assim, assegurou a festa da categoria no autódromo de Interlagos.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Top Race V6 Tags: , , , , , ,
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