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20/09/2010 - 13:30

Saldo do fim de semana

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Evelyn Guimarães

Mexilhoeira Grande, Portugal | Algumas coisinhas.

_ O formato parece estranho, mas funciona. No Mundial de GT1, a definição do grid de largada vem por meio de um treino e uma corrida. Primeiro, os pilotos disputam a sessão classificatória no sistema de Q1, Q2 e Q3, similar à F1.

Depois vem a corrida classificatória, cujas posições foram definidas pela no treino. Essa corrida vai formar o grid definitivo. Mas é uma prova disputada, divertida e cheia de alternativas. Assim como a principal, a prova classificatória tem uma hora de duração. Quer dizer, na verdade, o fim de semana tem duas corridas movimentadas, mas com pontuação diferente. Talvez, seja um sistema complicado do ponto de vista da transmissão de TV, mas certamente é um formato interessante para o público.

_ Apesar da estrutura e dos valores acessíveis, as arquibancadas não lotaram. O domingo foi o dia mais movimentado e grande parte da torcida preferiu a arquibancada principal. Mesmo assim, 24 mil pessoas passaram pelo autódromo no fim de semana.

– A próxima parada do Mundial do GT1 é na Espanha e não mais em Durban, na África do Sul. Por conta de uma construção, o traçado urbano sul-africano não pôde ser concluído, o que acabou adiando a etapa para o próximo ano. Aragón, que recebeu a MotoGP no fim de semana, foi escolhido para a oitava etapa, que acontece entre 24 e 25 de outubro. De lá, os carros do GT1 seguem para o Brasil. A rodada em Interlagos será no fim do mês de novembro. A temporada encerra na Argentina, no circuito de San Luis.

– Enrique Bernoldi foi o único brasileiro na etapa portuguesa. Ricardo Zonta deve voltar na próxima etapa. O paranaense da Maserati não conseguiu completar sequer a primeira volta por causa de toque na primeira curva. O piloto reclamou da diferença de performance entre as duplas. “Apesar de termos um bom carro, a categoria não comporta mais duplas que não andam no mesmo ritmo, e temos sofrido muito com isso neste ano”, afirmou.

_ F-Superliga. A categoria, que dividiu com os boxes com o GT1 no Algarve, também vai para a Espanha com o GT1. Embora tenham inúmeras limitações aerodinâmicas e técnicas, os carros da Superliga proporcionam belas corridas. O formato também é esquisito, mas o negócio é o show e, pelo que vi, tem funcionado. Mas a identidade com os times é nula mesmo. Os membros das equipes acompanham pouco o futebol e a marca do time normalmente aparece apenas nos caminhões das equipes, no macacão do piloto e, claro, no carro.

– A Superliga também já está em busca de novos mercados. Mas a América do Sul ainda não está nos planos. Ao menos não de forma imediata.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga, Sem categoria Tags: , , , ,
20/09/2010 - 13:06

Montanha-russa lusitana

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Evelyn Guimarães

Mexilhoeira Grande, Portugal | Foi ainda no Brasil que recebi o convite na Nissan para dar uma volta rápida no circuito do Algarve, neste final semana, por conta realização da sétima etapa do Mundial de GT1. A primeira reação foi de empolgação, claro. Já participei de outros eventos assim em Curitiba, de Stock Car e também de BMW, com Augusto Farfus ao volante. É legal para caramba, mas eu conheço o traçado curitibano, então as reações dentro do carro foram menos desastrosas…

Mas voltando à pista lusitana. Como já disse, o circuito impressiona. E não somente pela estrutura, como as modernas arquibancadas permanentes, que dão uma visão ótima da pista ou as instalações dos boxes e do paddock. Na verdade, o impressiona mesmo é o traçado. A pista fica um terreno acidentado, entre colinas, o que deu ao projetista da pista liberdade para criar aquelas curvas que todo o piloto gosta. A pista é larga, tem uma grande reta principal, que acaba em uma curvinha fechada para direita. Foi nesse ponto que a minha volta rápida começou.

O modelo GT-R foi o escolhido pela empresa, já que o carro faz parte do Mundial de GT1. Ainda nos boxes me lembrei das corridas de Gran Turismo que costumava (tentava, mas que costumava) disputar com o pai no Playstation. Não sei por que nunca escolhi o Nissan?

Mas, enfim, lá estava eu esperando por Jamie Campbell-Walter. Jamie tem 37 anos e pode-se dizer que é um especialista em categorias de turismo. O inglês já correu na Le Mans Series, 24 Horas de Le Mans e foi campeão no GT.

O carro, na verdade, era um modelo de passeio, o que me deu certo alivio, mas precipitado. Na saída dos boxes, já tinha me arrependido. Jamie, com uma tranqüilidade absurda, foi ‘cantando’ todas as curvas e explicando o contorno de cada uma pelos 4.684 m da pista. Infelizmente, só prestei atenção na primeira.

Depois da primeira curva, vem um trecho em S e mais duas curvas ainda para direita e em descida. Depois, a grande curva aberta, onde já tinha me segurando mais de uma vez na porta, o que fez Jamie rir bastante e dizer: “Mas é só o começo”.

E era mesmo. Percorremos em seguida um grande trecho em subida (onde nem vi mais o ponteiro da velocidade), para chegar a uma curva muito fechada para a esquerda e subida novamente. Depois, uma grande descida (onde quase saímos do chão) e novamente subimos.  Bem parecido com uma montanha-russa. Essa é a toada do circuito. Subidas e decidas, misturadas às curvas fechadas e de alta velocidade. E Jamie não economizou no acelerador.

Cada curva era uma surpresa diferente. Às vezes boa, às vezes ruim.  Mais de uma vez, achei que íamos sair da pista ou rodar. Quase aconteceu na penúltima curva. Ainda bem que foi quase, porque não tinha almoçado ainda àquela altura e queria chegar logo aos boxes.

Mais cedo, quando entrevistei o projetista da pista, o arquiteto Paulo Pinheiro, ele me disse que a idéia era construir uma pista técnica e desafiadora. Que separasse os meninos dos homens. Ele tinha razão.

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