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02/11/2010 - 10:17

O vencedor

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Felipe Paranhos

Conversando na redação real do Grande Prêmio — não a virtual, aka MSN —, lembrei de algo que estava planejando escrever aqui faz umas semanas: junto com Kamui Kobayashi, Heikki Kovalainen é o grande vencedor desta temporada entre as equipes menores da F1.

Kova começou o ano em baixa, depois de um ano péssimo na McLaren, em que tomou uma sova memorável do Hamilton e mostrou pouca capacidade de adaptação a um carro ruim. Foi parar na malaia Lotus, equipe desacreditada e até gozada por alguns.

Seu companheiro era o Trulli, que, embora nunca fosse lá o piloto mais sortudo do mundo — ô azarento —, tinha superado seus parceiros de equipe desde 2007 na Toyota. Ralf Schumacher e Timo Glock ficaram atrás do italiano nas três temporadas anteriores.

E não é que Kova ressurgiu? Voltou a mostrar o ímpeto da revelação vice-campeã da GP2 em 2005 e almoçou o Jarno. Pela primeira vez desde que entrou na F1, chega às últimas corridas sem ouvir rumores de dispensa de sua equipe.

Além disso, desfruta de um relacionamento bastante amigável com o chefe e dono do time, Tony Fernandes, que se mostra muito satisfeito com o trabalho do finlandês. E dá-lhe papo no Twitter entre os dois.

Enquanto isso, Trulli…

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18/10/2010 - 14:25

Música rápida

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JOÃO PAULO BORGONOVE

Formula One – the class of kings on highest level. Formula One – come to see me win.” (F1, a categoria dos reis do mais alto nível. F1, venha me ver vencer.)

Esse é o refrão de uma das músicas que conheço que juntam duas das coisas que, de uma forma ou outra, mudaram a minha vida. Heavy Metal e automobilismo. Primal Fear é a banda, e Formula One é a música. E já que o Chico Luz, ex-GP e bro do site, pediu um post musical, aí vai ele.


Ralf Scheefers (alemão, ex-Gamma Ray) sempre foi um apaixonado pelas corridas e, vez ou outra, o vejo no paddock da F1. Ele compôs essa música, que já é antiga, de 1997, no álbum homônimo da banda, o primeiro do grupo.

Como colaborador do HeadBenzi – blog feito por quem gosta de Metal para tirar sarro das bizarrices do Metal e afins – lembro de um vídeo com a participação de Heikki Kovalainen tocando bateria em uma música do Nightwish, banda finlandesa de metal sinfônico (etc.)

E aí? Você conhece alguma música – de qualquer gênero – que está ligada ao automobilismo?

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18/02/2010 - 15:17

Evolução dos capacetes | Kovalainen

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Felipe Paranhos

Heikki Kovalainen estreou pela Lotus hoje, em Jerez de la Frontera. E estreou também capacete novo, trocando o vermelho da McLaren pelo verde — que não é exatamente o utilizado pela nova equipe. Sem o logo do uísque do Joãozinho Caminhante no casco, pegou o grafismo de seu nome que ficava pequeno acima da viseira e colocou como fundo da pintura. Não é assim uma maravilha, mas achei mais “pessoal” do que o da época de McLaren.

CascosKova

Falando em Kova, ele protagonizou um comercial muito bom da MTV3, a TV que exibe a F1 na Finlândia. Vejam:

P.S.: Meus agradecimentos ao Capelli, que liberou a montagem dos dois capacetes anteriores.

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30/11/2009 - 13:32

Vale mesmo a pena?

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Felipe Paranhos

O nome mais falado no mercado de pilotos para 2010 é Pedro de la Rosa. Campos, USF1, agora Sauber… Trata-se, mesmo, de um grande piloto de testes, reconhecido por todos. Sabe como poucos coletar dados do carro e passar para a equipe. Mas tem um detalhe…

Vale mesmo a pena correr tanto atrás de De la Rosa? Ok, ele tem zilhões de quilômetros de teste com a McLaren. Mas o regulamento mudou bastante entre 2008 e 2009. E Pedro não fez nenhum teste com o carro desta temporada — com a Force India, em novembro do ano passado, e com a McLaren, em janeiro deste ano, usou os modelos de 2008.

Ou seja, nos primeiros testes para 2010, lá em fevereiro, Martínez — o nome do meio do rapaz — terá a primeira experiência com as diretrizes aerodinâmicas do último regulamento, que serão abaladas apenas pelos tanques maiores, devido à proibição do reabastecimento.

Aí eu penso: não é melhor investir em um piloto que tenha corrido esta temporada, aprendido a usar um KERS, lidado com as alterações de asa dianteira volta a volta, participado, enfim, do desenvolvimento de um carro totalmente novo em relação ao ano anterior?

Então, pensando assim, a solução estaria muito perto de De la Rosa.

Heikki Kovalainen.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
16/10/2009 - 03:35

A "buena noche" de Hamilton e Kovalainen

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Era para ser o show de uma estrela só. O evento da Johnnie Walker, marca de uísque que patrocina a McLaren, nesta quinta-feira (15) em São Paulo para promover a segurança no trânsito prometia apenas a presença de Lewis Hamilton. Mas já que o evento era no hotel Hilton, onde a equipe inglesa está hospedada, não custava nada chamar Heikki Kovalainen e pedir para que o finlandês também aparecesse por lá. A surpresa virou brincadeira entre alguns jornalistas: “Xiii, vai ser coadjuvante que nem foi o (Adrian) Sutil na coletiva do (Rubens) Barrichello”. Até que o nórdico não foi uma peça decorativa. Participou bastante, foi bastante questionado. Não foi o show de uma estrela só.

Essa estrela seria Hamilton, que já começou o evento cometendo uma gafe. Desejou boa noite a todos em inglês. E aí, quis se aproximar do público brasileiro, ser simpático – como realmente foi durante a “noche” – e lançou: “Buenas noches”. Alguém o assoprou que ele não tinha falado em português – ou em “brazilian”, como Heikki chegou a mencionar durante a coletiva – e, sim, em espanhol. “It’s pretty close (é muito perto)”, falou o mestre de cerimônias.

As tentativas de falar português (ou espanhol) acabaram por aí. Nem um “obrigado” rolou. “Caipirinha”, a bebida oficial dos estrangeiros no Brasil, também não rolaria porque o evento queria lembrar as pessoas de que alcool e direção não combinam. Acredito que pegaria mal, sabe, piloto da F1, caipirinha, deixa quieto.

No início, o discurso tradicional dos pilotos. Hamilton lamentou não chegar dessa vez ao Brasil disputando o título. Nas outras duas vezes que veio ao país, o britânico estava no topo do campeonato. Mesmo assim, o piloto destacou que vir a São Paulo é sempre uma grande experiência e lembrou de sua idolatria a Ayrton Senna. “Quando venho aqui, sinto sua presença”, declarou. Tenho certeza que não foi a primeira vez que ouvi isso.

Kovalainen também não fugiu das declarações-padrão, lamentando o fato de a McLaren não disputar o título, mas comemorando a melhora do carro, que é bastante competitivo, e esperando um fantástico fim de semana. Bem press-release.

A integração de Lewis e Heikki com o público presente no hotel e em um bar da capital paulista – que assistia ao evento por um link ao vivo – até que foi boa. Ambos estavam bem-humorados e frequentemente fizeram brincadeiras – aí, sim, fugindo um pouco daquele protocolo cansativo da F1.

Isso aconteceu quando foi divulgado o nome do vencedor de um sorteio promovido pela ação “Piloto da Vez”. O sortudo Ronald Szafirski verá seu nome escrito na frente dos capacetes dos representantes da McLaren no GP do Brasil. “Saiba que o lugar onde está seu nome custa muito caro, alguns pagam muito dinheiro por ele”, falou Kova.

Depois, Hamilton arrancou risos ao falar que sempre é o “Piloto da Vez” quando sai com sua namorada, Nicole Scherzinger, vocalista do grupo “Pussycat Dolls”, mesmo com os pedidos dela para guiar seu carro. “Ela gosta de dirigir, mas eu nunca deixo. Eu sou o homem das corridas”, falou o inglês, para ser retrucado por Kovalainen: “Na verdade, ela é mais rápida do que ele.”

Mais um momento descontraído aconteceu quando foi questionado aos pilotos se eles dirigem de volta para seus hotéis depois de beberem o champanhe na comemoração do pódio. Heikki disse que não era preciso, já que todos têm um motorista à disposição, e que é bom tomar champanhe para relaxar nas coletivas pós-corridas. E aí ele resolveu tirar sarro com a fama alcóolica de seu país e com um personagem da F1 famoso por gostar bastante de um “mé”, como diria Mussum.

“Na Finlândia, gostamos muito de nos divertir. Vocês podem ter uma ideia disso comigo e com o Kimi (Raikkonen), já que a primeira coisa que fazemos no pódio é tomar tudo”, brincou Kovalainen.

A última parte foi reservada aos  jornalistas presentes, que poderiam sabatinar os pilotos. Pena que o tempo disponível foi muito curto. Só houve três perguntas. E as piadas acabaram, voltou aquele discurso ensaiado da categoria.

Hamilton elogiou bastante a dupla da Ferrari que será formada por Fernando Alonso e Felipe Massa. “Vai ser difícil batê-los”, falou. Alguns diriam que o inglês está com medo; para mim, é puro respeito.

Logo após, perguntado sobre o trabalho da McLaren para 2010, Kovalainen não se aprofundou muito na questão do colega, ao dizer que a equipe sabe quais foram os erros cometidos neste ano e trabalha para consertá-los. Seria interessante vê-lo comentar sobre a próxima temporada do time de Woking. Os rumores são de que ele não vai ficar para ver a recuperação que apregoou.

Por fim, ambos preferiram ficar no muro do que dar uma opinião sobre o escândalo da Renault no GP de Cingapura de 2008. “Não estou envolvido com a equipe deles, não sei o que dizer”, “Eu concentro no meu trabalho”, “Eles já foram punidos”, “Vamos falar sobre o presente”, declarações desse tipo. E, nisso, acabou a entrevista.

Fim de noite, Lewis e Heikki foram liberados porque tinham de descansar, afinal, há dois treinos nesta sexta. Hora de descansar, depois de um dia longo em Interlagos e no evento. Falaram, responderam, brincaram e deram seus recados. Por hoje é só. Então… buenas noches, Hamilton e Kovalainen.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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