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15/09/2010 - 17:16

Corrida norte-americana, patrocínio brasileiro

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FERNANDO SILVA

Além dos pilotos brasileiros presentes ao encerramento da temporada da Indy em Miami no circuito oval de Homestead, quem também fará parte da prova, mas fora das pistas, é a indústria cafeteira nacional, através da associação Cafés do Brasil. O patrocínio será no modelo ‘naming-rights’, e assim, a corrida de 200 voltas se chamará ‘Cafés do Brasil Indy 300’.

A intenção da associação é concorrer diretamente com o café da Colômbia no mercado norte-americano. “Nós nunca promovemos este logo, e buscamos inserir seu nome lá fora”, afirmou Silvia Pierson, gerente de operações nos Estados Unidos da Apex-Brasil, agência que assinou o acordo em nome dos produtores de café do Brasil.

O acordo assinado entre a Cafés do Brasil e a Indy foi mais um firmado pela agência financiada pelo Governo Federal. A Apex também foi a responsável por articular um acordo que resultou no fornecimento de etanol à categoria, também como forma de divulgar o combustível nacional, derivado da cana-de-açúcar.

Em contrapartida, vale lembrar que vários pilotos brasileiros não puderam permanecer na categoria neste ano justamente por falta de patrocínio. Mário Romancini deixou a Conquest no meio da temporada para dar lugar ao obscuro Francesco Dracone, enquanto Bia Figueiredo disputou somente três provas na Dreyer & Reinbold, justamente por não conseguir o combustível financeiro para completar toda a temporada.

O que vale mais? Patrocinar pilotos com potencial para trazer retorno à uma marca no ano inteiro ou apenas investir em um evento isolado, sem proporcionar qualquer tipo de crescimento para o automobilismo do Brasil? Vale a reflexão.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , ,
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