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12/05/2011 - 01:58

O dia que a Penske jamais esquecerá

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Imagine a Ferrari, equipe mais tradicional da F1, ficar sem classificar seus dois carros para o GP da Itália, por exemplo? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu com a Penske em 21 de maio de 1995. Tanto Emerson Fittipaldi, quanto Al Unser Jr. não conseguiram uma vaga entre os 33 pilotos no grid da mais importante corrida do automobilismo norte-americano, a última antes da cisão entre Tony George e a CART.

Curioso é que até então, a Penske não estava tão mal assim. Ao contrário. Emerson venceu a última corrida antes da Indy 500, no trioval de Nazareth, e antes, Unser Jr. vencera em Long Beach. Além disso, o desempenho avassalador da equipe nas 500 Milhas de 1994 (quando contava com o ‘Dream Trio’, como costumava chamar Téo José, Emerson, Al Jr. e Paul Tracy), vencida também por Little Al, dava a confiança suficiente para a conquista de um novo êxito. Mas o que se viu nas pistas naquele ano, 1995, foi exatamente o contrário.

Desde o começo das atividades de pista em Indy, a Penske sentiu que já não seria tão imbatível assim. O motor Mercedes Ilmor ainda estava lá, mas teve sistema de válvulas acionado por varetas banido pela categoria, o que ocasionou queda brusca na velocidade de seus carros, que padeciam da falta de confiabilidade do chassi Penske, sobretudo nos superovais, como Indianápolis.

A jornada de Emerson e Unser Jr. no oval de Indiana foi um verdadeiro calvário. Sem ter condições de alcançar média de velocidade satisfatória, a Penske emprestou um Reynard Mercedes da Pagan de número 21 (de Roberto Guerrero) — e não da Hall do Gil de Ferran, conforme me lembrou o leitor Bruno —, e dois Lola Mercedes da Rahal Hogan. Curioso foi ver Emerson pilotando o carro de Bobby Rahal, e Al Unser guiando o bólido 11 que era de Raul Boesel.

Mesmo com o time lutando até o final, a classificação não veio. Little Al ficou de fora, principalmente por ter feito uma primeira volta muito ruim, enquanto Emerson perdeu a 33ª vaga para Stefan Johansson, da Bettenhausen. 21 de maio de 1995 foi um dos dias que jamais serão esquecidos por Roger Penske, que viu os então dois últimos vencedores da Indy 500 fora da corrida daquele ano. O time só voltaria às 500 Milhas (e venceria a prova) em 2001, com Helio Castroneves.

O vídeo, bem completo, de 42 minutos, mostra também pilotos como Marco Greco (aliás, onde estará Marco Greco?) pilotando o Lola Mercedes da Galles de número 10 que era do Adrian Fernandez, seu companheiro de equipe. O brasileiro, que era patrocinado pela Brastemp, também ficou de fora.

Passados 16 anos do ocorrido, é inimaginável ver tal fato acontecer novamente, até porque a Penske, ao lado da Ganassi, ostenta superioridade tamanha perante as outras equipes que qualquer piloto vencer a corrida centenária no dia 29 e não for de nenhum desses dois times, será uma enorme zebra, tão grande quanto a de 21 de maio de 1995.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags:
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