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20/07/2011 - 00:21

Custos, preços, valores

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

Tenho adotado uma postura diferente nas minhas folgas. Antes eu só não trabalhava, mas acompanhava tudo de automobilismo que podia pela TV. Afinal, é algo que eu gosto e tal. De uns meses pra cá, tenho optado por esquecer qualquer coisa que tenha carro na pista quando não estou trabalhando — é importante pra relaxar, afinal também faço faculdade.

Disse isso só pra explicar que apenas hoje vi os resultados do fim de semana da F3 Sul-Americana em São Paulo. E vi que, sem piloto, duas equipes recorreram a caras mais experientes, que fizeram participação especial — uma espécie de figuração: Galid Osman e Denis Navarro, já profissionais, há muito tempo sem guiar de fórmula, correram por Cesário e Hitech. Isso depois de disputar a etapa do Brasileiro de Marcas, verdadeiro motivo de eles estarem em Interlagos.

Nem sei o que pensar disso. Não porque houve estes convites, participações especiais são normais e até desejáveis, gosto da ideia de ver caras já estabelecidos correndo com novatos cheios de vontade. Mas a verdade é que não é o caso. As equipes cansam de ter carros prontos ou quase prontos para correr, mas ficam sem piloto para tal.

Foi na F3 Sul-Americana que fiz a mais legal cobertura da minha carreira aqui no GP, torço pelo seu sucesso. Mas, hoje, é cara para os padrões brasileiros. E talvez o problema esteja também nos padrões brasileiros. Padrões de um país cuja confederação de automobilismo gasta (no mínimo) R$ 270 mil em uma festa, comanda uma exteeeeensa reforma que custou R$ 840 mil no Kartódromo de Interlagos, multa uma de suas federações pela falta de bombeiros e policiamento no Brasileiro de Kart, infrações que ela mesma não poderia deixar acontecer.

Segundo o bravo jornalista Nei Tessari, uma temporada na F3 Sul-Americana custa de R$ 600 a 800 mil para um piloto.

Sei lá, era isso que eu tinha a dizer.

Autor: - Categoria(s): F3 Tags: , , , , , ,
18/07/2011 - 18:39

As Marcas em Interlagos

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Juliana Tesser [@JulianaTesser]

Neste fim de semana eu estive em Interlagos acompanhando o Brasileiro de Marcas. Além do campeonato nacional, teve rodada da F3 Sul-americana e do Paulista de Marcas e Pilotos. Gostei do que vi.

Já havia estado em Tarumã para a primeira etapa, no mês passado, e foi legal ver o público no autódromo acompanhando a categoria. As arquibancadas estavam cheias e a visitação aos boxes foi tamanha que a segurança do circuito teve dificuldades em tirar os visitantes de lá na hora do treino classificatório.

A organização da corrida, que é da Vicar, mesma empresa que promove a Stock Car, tem uma estimativa de oito mil pessoas em Interlagos. Mas pode ter sido mais do que isso. Eles levam em conta os vouchers emitidos pelo site, os convites distribuídos nos postos Petrobrás, ações realizadas em shoppings, convidados das montadoras e o público presente nas áreas vip. Mas, como a administração de autódromo informava que as pessoas não precisavam de ingresso para entrar, deve ter passado um pouco disso.

Foi um evento bem legal, com boas disputas na pista. O momento divertido do fim de semana ficou com a bela obra da chicane na Curva do Café. Confesso que no começo achei que os pilotos estavam exagerando quando diziam que tinha um muro lá na curva, mas quando vi a ‘construção’, achei que estavam sendo até simpáticos.

Amanhã o Grande Prêmio vai trazer a explicação do presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, para o ‘puxadinho’, mas enquanto isso vocês podem fazer como eu, e ficar imaginando que fim pode levar aquilo lá. Gosto da ideia do pedágio, mas acho que um drive-through também seria pertinente.

Autor: - Categoria(s): Brasileiro de Marcas Tags: , , ,
05/04/2011 - 20:55

O som do silêncio

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Felipe Paranhos

Como vocês devem imaginar, meu sumiço do BloGP nos últimos dias se deve à correria absurda para cobrir tudo o que a morte de Gustavo Sondermann merece. Estamos indo atrás de vários lados da história, ouvindo versões diferentes, posicionamentos de pilotos e dirigentes sobre o assunto, a fim de revelar as questões que contribuíram para a tragédia em Interlagos.

Apurando o caso, entrevistei Dinho Ferreira, telemetrista da J Star, equipe de Sondermann. Queria saber informações de um técnico da equipe, coisas sobre desaceleração, velocidade naquele local e afins. Acabei ouvindo um relato emocionante sobre a experiência massacrante que é acompanhar a perda de um colega de trabalho próximo. Sempre preocupado em não parecer que estava querendo aparecer com a morte de um companheiro, Dinho falou com parcimônia e serenidade.

“Infelizmente, ‘escutei o silêncio’ dele no rádio após o acidente… Não posso dizer precisamente a velocidade no local do acidente, mas, levando em conta que na freada do S do Senna eles chegam a 230 km/h, deviam estar nos 200 km/h”, disse.

“Dentro das pistas éramos bem entrosados, falávamos um pouco de tudo e de todos, para nos situar e planejar desempenhos, mas fora delas nem tanto”.

Uma coisa que me intrigou foi sobre como a questão do estado de saúde de Gustavo era passada à equipe. Aqui fora, a informação oficial era a de que ele estava sem “risco iminente de morte”, conforme disse o Dr. Dino Altmann quando o piloto foi levado ao Hospital São Luiz. Imaginei que, dentro da J Star, todos soubessem uma hipotética verdade: que Gustavo dificilmente sobreviveria.

Dinho contou justamente o contrário. Sua reação ao saber do falecimento de Sondermann foi, em suas palavras, a de “surpresa”.

“Só fui embora do autódromo pelas 15h, quando o Sergio [pai de Gustavo] nos disse que ele estava sob controle,tinha batimento e respiração”, falou. “O próximo passo seria a transferência para o Morumbi, para uma bateria de exames e para conhecer a dimensão toda do acidente. Aí soubemos da parte neurológica.”

Nesta terça, no Twitter,  Dinho foi duro em relação às condições pelas quais passam as equipes da Montana. “A segurança no automobilismo brasileiro tem que ser vista , tratada e fortemente modificada em todos os aspectos”, escreveu, antes de postar uma irônica declaração com a qual tendo a concordar. “Estes chassis ofereceram algum perigo para a V8, para a Light servem, é só tirar alguns cavalos e tudo bem.”

“Não é de ontem que a Light, hoje Montana, sofre em função da principal. Em alguns autódromos, nós ficamos em barracas precárias e temos que torcer para que um vendaval não as arranque do chão e voe ou caia em cima de alguém, fato já acontecido em Santa Cruz”, finalizou.

Infelizmente, foi necessária a morte de Sondermann para que uma discussão profunda se iniciasse. E ela não pode parar. Ninguém quer outro fim de semana como este último em Interlagos.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , , , , ,
07/11/2010 - 00:02

Velha história

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Felipe Paranhos

Diretor do Paddock Club é assaltado no centro de São Paulo

É, essa nota é do ano passado. Às vésperas do GP do Brasil.

E isso aqui?

“- Este Rolex é verdadeiro?
– Gostaria de uma oitava caipirinha?
– Devo parar no sinal vermelho?
– Você gostaria de conhecer uma garota muito bonita que eu conheço?
– Esta é realmente uma garota?
– Você gostaria de mais carne?
– Gostaria que eu estacionasse seu carro?
– Já considerou a possibilidade de viver com apenas um rim?
– Devo parar se um carro bater na minha traseira?
– Minha esposa vai acreditar que a calcinha sensual que eu trago na minha mala é um presente para ela?”

Isso aqui é uma brincadeira da Red Bull com o Brasil, lançada ano passado. Às vésperas do GP do Brasil.

Button sofre tentativa de assalto na saída do autódromo de Interlagos

Essa é de deste sábado. Véspera do GP do Brasil.

E ano que vem?

E em 2014, ano de Copa?

E em 2016?

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
24/07/2010 - 23:34

Nada de Q1, Q2, Q3

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A programação do Top Race para a primeira etapa do campeonato 2010/2011 neste final de semana, em Interlagos, foi bastante intensa, tanto na categoria principal quanto na Jr.. Foram nada menos que nove treinos, entre livres e classificatórios, além das duas baterias finais que definiram as posições de largada para cada uma das categorias. Aliás, essa última parte é que chama atenção nos procedimentos da categoria argentina, que trouxe 72 carros para a rodada paulistana.

A formação do grid é bastante curiosa. Na verdade, quase confusa. Primeiro, os pilotos disputam dois treinos classificatórios para definir quem que vai brigar pelas primeiras 18 posições. Aí, então, vem a decisão.

Na primeira corrida, que tem apenas seis voltas, os competidores vão à pista para definir as últimas 16 posições do grid. O pole aparece depois da segunda bateria. O vencedor da minicorrida de seis giros. Os demais colocados completam o restante do grid até a posição 18.

E as corridas são bem interessantes. Movimentadas, cheias de ultrapassagem e batidas. Mas não dá para imaginar o mesmo formato em categorias como F1, Indy ou até mesmo a Stock.

Autor: - Categoria(s): Top Race V6 Tags: , , ,
24/07/2010 - 23:11

O novo carro

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Os organizadores do Top Race aproveitaram a abertura do campeonato, neste final de semana em Interlagos, para mostrar o novo carro para a temporada 2011/2012 neste sábado (24). Assim como na Stock Car, a categoria argentina também utiliza chassis tubulares e os motores são fornecidos por apenas um fabricante.

Mas a diferença para a divisão brasileira está no envolvimento das montadoras nas equipes. As marcas que participam do campeonato são: Ford, com o modelo Mondeo, Mercedes-Benz, Volkswagen, com o Passat, e a Mitsubishi, com o Lancer GT. No lançamento do carro, apenas os modelos da Mercedes e da Volkswagen foram mostrados.

No caso do novo carro, projetado pelo argentino José Luis Denari, as principais mudanças estão na potência do motor e nas soluções aerodinâmicas. O motor V6 passa de 350 cavalos para 435. A preparação é da Oreste Berta da Argentina. Os carros da categoria usam pneus Pirelli. O câmbio terá seis marchas, ao contrário das cinco utilizadas atualmente. E os amortecedores são os Penske com dois tipos de regulagem externa. Antes da apresentação, o modelo passou por 2.000 km de testes.

Para a etapa de São Paulo, o Top Race trouxe 72 carros, sendo 38 são da categoria principal e 34 da Jr.  Agora é com vocês. O que acharam do novo modelo?

Autor: - Categoria(s): Top Race V6 Tags: , , ,
28/03/2010 - 22:37

Pontos, motor e pneus

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A Stock Car abriu neste domingo (28) a temporada de 2010 em Interlagos e viu Max Wilson vencer a primeira corrida do ano, depois de embate com Cacá Bueno durante boa parte da corrida. Átila Abreu e Nonô Figueiredo completaram o pódio. E algumas coisas ficaram desta etapa inicial. A primeira diz respeito aos pilotos.

Há uma insatisfação enorme por grande parte dos pilotos com relação ao regulamento desse ano.  O primeiro a reclamar foi Cacá Bueno, que criticou severamente a direção da Stock por causa da retirada dos pontos de bonificação dos primeiros colocados no grid de largada. Para o piloto, a regra prejudica as equipes com mais investimento na categoria. A opinião de Cacá foi compartilhada pelos colegas Átila Abreu, Nonô Figueiredo e Max Wilson, durante a entrevista coletiva de hoje.

Cacá, na verdade, também lançou mão de outra reclamação por conta das novidades da categoria para 2010. O defeito no pneu, que o tirou da briga pela vitória na pista paulista, acabou revelando também críticas sobre a ausência dos testes. Queixa não só do atual campeão, diga-se.

Com uma pré-temporada reduzida, os problemas vieram à tona. Os contratempos com o motor ao que parecem foram resolvidos para a prova, diante da cautela usada pela JL na configuração dos motores. Mas, no fundo, eram os pneus a maior preocupação dos chefes de equipes da Stock Car. E novamente a cautela foi utilizada. As disputas por posição foram tímidas e o calor e o desgaste excessivo fizeram vítimas. No final da prova, Thiago Camilo ainda teve um pneu furado, enquanto Allam Khodair perdeu a roda. Os primeiros da corrida também falaram que procuram poupar o carro. O próprio Cacá admitiu que optou por uma postura mais conversadora com relação ao motor na primeira parte da corrida.

Daqui a duas semanas a Stock disputa a segunda etapa em Curitiba, com esperança de que a solução dos contratempos vividos em São Paulo seja encontrada. Entretanto, para alguns pilotos, somente daqui a duas ou três corridas é a categoria vai entender os problemas e encontrar soluções.

Evelyn Guimarães

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , , ,
19/10/2009 - 09:47

GP do Brasil: sinônimo de decisão

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Nos últimos cinco anos, a história foi a mesma: quando o Mundial da F1 chegou no Brasil, acabou. A prova em Interlagos virou sinônimo de decisão do campeonato, mesmo quando não era a última corrida do campeonato. A sequência de finais em São Paulo é impressionante. Tão impressionante que já entrou na história.

Ao sediar as últimas cinco decisões de título, o Brasil tem, junto com o Japão, a maior série consecutiva de finais em 60 temporadas da F1. Suzuka coroou o campeão da categoria de 1987 a 1991 – três títulos de Ayrton Senna, um de Nelson Piquet e outro de Alain Prost.

Relembrando, depois de ser remanejada no calendário – costumava abrir o Mundial –, Interlagos viu Fernando Alonso ser bicampeão em 2005 (quando não fechava o campeonato) e 2006 (quando passou a ser o encerramento da temporada). Em 2007, Kimi Raikkonen surpreendeu o espanhol e Lewis Hamilton e levou a taça. Um ano depois, o inglês da McLaren ganhou por muito pouco de Felipe Massa, naquela que foi a decisão mais emocionante de todos os tempos. E em 2009, mesmo sendo a penúltima corrida, o GP do Brasil botou o nome de Jenson Button na galeria dos campeões da F1.

No próximo Mundial, São Paulo voltará a receber a última prova do calendário, no dia 14 de novembro. Se sediar mais uma vez a final, será o único palco com a maior sequência de decisões da história da F1.

Não é possível prever o futuro, mas se for levar o retrospecto em conta, os pilotos já podem se planejar para 2010 sabendo que o campeonato só acaba quando termina. Ou seja, no Brasil.

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
19/07/2009 - 08:50

Locutor pede para Cacá vingar Brasil pela Libertadores

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Ao chegar em Interlagos, já deu para ouvir uma pérola. O locutor do autódromo estava fazendo o aquecimento para a primeira bateria rápida da Top Race V6 e, ao falar do Cacá Bueno, que participa dessa série, lançou: “Vamos ver se nós conseguimos vingar a derrota da Libertadores” (o Estudiantes venceu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão na última quarta e conquistou o título da Libertadores).

Até que demorou para aparecer a primeira provocação. Não houve até agora nenhuma discussão acalorada sobre quem é melhor, Pelé ou Maradona.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Top Race V6 Tags: , , , , , ,
18/07/2009 - 17:25

A comemoração, digamos, efusiva pela pole

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Wellington Cirino partia para sua tentativa de marcar a pole-position da etapa de São Paulo da F-Truck. Como ele havia sido o primeiro colocado da fase classificatória, que conta com intermináveis 90 minutos (para uma partida de futebol, vale, mas para uma fase classificatória de um treino de automobilismo?). Roberval Andrade tinha de torcer pela insucesso do adversário.

E aí, Cirino foi para a pista, tentou ao máximo superar a volta de Roberval, usou as zebras e tudo mais. Mas não teve felicidade ao cruzar a linha de chegada. Terceiro melhor tempo, também atrás de Felipe Giaffone. Foi quando se ouviu um alto e sonoro grito através do microfone do locutor da Truck em Interlagos: “Chuuuuuupa!”.

É óbvio que a pessoa que gritou isso estava torcendo fervorosamente para o Roberval, que garantiu a pole.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck Tags: , , , , , ,
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