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27/04/2011 - 13:05

Uma vitória para a história

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O clima de expectativa que cerca a segunda edição da SP Indy 300 me faz lembrar muito da primeira corrida da categoria disputada no Brasil, há 15 anos, em Jacarepaguá. Mesmo acompanhando a Rio 400 de casa, pela televisão, pude perceber que aquela prova seria diferente.

O circuito oval, batizado de Emerson Fittipaldi em homenagem mais do que justa ao piloto que trouxe a Indy para o Brasil, era bem diferente dos triovais e dos superspeedways norte-americanos. Era um circuito de muita frenagem e troca de marcha, diferenciado.

A presença de grandes pilotos, tanto daqui, quanto do exterior, engrandeceram o evento. Só para listar. Entre os brasileiros, Emerson, Raul Boesel, Maurício Gugelmin, Gil de Ferran, André Ribeiro, Christian Fittipaldi, Roberto Moreno e Marco Greco disputaram a prova. Alessandro Zanardi, Greg Moore, Jimmy Vasser, Bobby Rahal, Michael Andretti, Paul Tracy, Scott Pruett, Mark Blundell, Al Unser Jr., Adrian Fernandez, entre outros, também correram no Rio e compuseram um grid bastante forte.

A categoria vivia um período de ascensão no Brasil. Com mais pilotos nacionais com chances de vencer, a Indy chegou a emparelhar com a F1 no quesito audiência naquela época, muito por conta da transmissão que passou a ser realizada pelo SBT — sempre com a narração brilhante do Téo José —, que buscou popularizar a Indy por aqui. Pelo menos entre 1995 e 2000, deu muito certo.

Eu lembro que, pelo menos pela televisão, o autódromo estava com as arquibancadas bastante cheias. Era o cenário perfeito para uma grande corrida. A Ganassi, sobretudo com Zanardi, era a grande força da temporada, já que o conjunto Reynard-Honda era muito forte, dominante, praticamente. Moore também apresentou bom desempenho em Jacarepaguá com sua Forsythe Reynard-Ford. Mas quem surpreendeu mesmo foi Ribeiro, que competia com um Lola-Honda da Tasman.

(Naquele ano, eram quatro os fornecedores de chassi da Indy, então Champ Car, ou CART: Reynard, Lola, Penske e Eagle, que construía o equipamento da All American Racers. Os motores eram Honda, Ford Cosworth, Mercedes e Toyota. É um cenário que me agrada bastante e é bem parecido com o que será visto já a partir do ano que vem, quando os pacotes aerodinâmicos, além das chegadas dos motores Chevrolet, poderão mudar bastante a dinâmica da categoria, que finalmente vai deixar de ser monomarca.)

Voltando à corrida e a André, o fato é que o piloto andou  sempre no grupo dos primeiros colocados desde o início da corrida, consolidando o bom rendimento nos treinos e na classificação, quando foi terceiro no grid. Desde a largada, o brasileiro ficou longe dos problemas e permaneceu próximo aos líderes. Como sempre é na Indy, a corrida carioca foi movimentada, cheia de alternativas, e teve a panca bem feia do Mark Blundell na saída da curva 4. Mas lá na frente, o piloto da Tasman permanecia entre os ponteiros. Até que na volta 115, quando estava em segundo, Ribeiro viu Moore abandonar com problemas na suspensão. Daí por diante, nem Zanardi, Unser Jr., ou Pruett pressionaram o piloto da Tasman, que venceu após 133 voltas e levou boa parte da torcida às lágrimas, eu, inclusive.

Vamos ver o que o futuro reserva para o próximo domingo no Anhembi. Mas fica a lembrança de um momento épico na história do automobilismo brasileiro. Já se vão 15 anos… mas parece até que foi ontem. Para quem quer rever, tá aí uma palhinha dos momentos finais da Rio 400, com a narração de Téo José.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
20/04/2011 - 13:07

Parabéns, Gugelmin

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Maurício Gugelmin comemora hoje 48 anos de vida. Sumidão nos dias de hoje, o catarinense foi um dos bons pilotos brasileiros da geração de 80, conquistando títulos na F-Ford Britânica e Europeia, além de faturar também a F3 Britânica, até hoje, uma das mais importantes categorias de base. Sua passagem pela F1 até que foi breve. Gugelmin deu certo azar e pegou equipes nada competitivas na categoria, March Leyton House e Jordan. Nas poucas chances que teve para mostrar serviço, mandou muito bem, como no GP do Brasil em 1989, quando Jacarepaguá ainda era uma pista decente.

Desiludido com a falta de um carro legal na F1, Maurício cruzou o Atlântico para correr na Indy em 1993, a exemplo do que já havia feito Nigel Mansell. O brasileiro fazia companhia a Emerson Fittipaldi e Raul Boesel na categoria que começava a chamar a atenção de muita gente aqui. Gugelmin fez algumas corridas na Dick Simon antes de seguir para a Ganassi em 1994.

Um ano depois, estava na Pac West, uma das boas equipes da Indy na época. (Confesso que fui muito mais fã da Indy na década de 90, que tinha muito mais competitividade, do que hoje. Mas isso é assunto para outro post). E foi lá, na Pac West, que Big Mo faturou sua única vitória, em Vancouver 1997, mas é fato que ele mandou muito bem em outras corridas também, antes e depois de 1997. Nesse mesmo ano, o piloto terminou a temporada na quarta colocação.

2001 marcou sua saída das pistas após temporada bastante difícil. Desde então, Maurício ficou totalmente fora do automobilismo e pouca gente teve notícia dele. Talvez tenha faltado um pouco de sorte na carreira, principalmente na F1, mas competência, sempre sobrou, é fato. Vale sempre a lembrança. Se alguém tiver notícias atuais do Gugelmin, postem aqui. Fica aqui a homenagem do BloGP para um cara que acho que deveria ser mais lembrado por aqui. Parabéns, Big Mo!

E abaixo, os melhores momentos dele em Jacarepaguá 1989, brigando na pista com Patrese e Prost com a Leyton House projetada por Adrian Newey, que começava sua carreira de destaque na F1.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags: , , , , , , , , , ,
29/03/2011 - 13:19

Um gesto de honra

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FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um aniversário de 30 anos não pode passar em branco. Ainda mais se for relacionado a um fato histórico, desses que jamais seriam vistos atualmente. Refiro-me ao GP do Brasil de 1981. À época, tinha apenas um ano de idade, um ano e 17 dias, para ser mais exato. Mas depois, acompanhando a F1 e suas histórias fantásticas, soube que essa corrida marcou época. Foi o dia que um piloto virou as costas para a execução de um jogo de equipe, injustificável em um começo de temporada.

Num gesto de macheza, orgulho ou simplesmente amor pelo esporte, Carlos Reutemann não se curvou aos apelos que vinham dos boxes da Williams, que pedia incessantemente para que o piloto abrisse passagem para o companheiro de equipe Alan Jones, tido como primeiro piloto, e venceu a prova debaixo de muita chuva em Jacarepaguá, que viveu bons tempos na década de 80, ao contrário de hoje.

Jones havia sido campeão em 80 superando Nelson Piquet. Era natural que o australiano fosse eleito como primeiro piloto da Williams, que à época contava com patrocínio maciço de empresas da Arábia Saudita. Mas a dupla do time britânico era muito forte, e Reutemann sempre contou com um retrospecto vencedor: foram 12 vezes no lugar mais alto do pódio desde sua estreia em 1972. Apesar de Alan ser o preferido de Frank Williams, o argentino não se intimidou com o colega de time.

O oceânico começou 1980 vencendo o GP dos Estados Unidos, que era tradicionalmente disputado em Long Beach, que hoje sedia a etapa mais importante da Indy depois de Indianápolis e Las Vegas. Jones viu o companheiro cruzar a linha de chegada em segundo, enquanto o rival Piquet foi o terceiro. A vantagem de cinco pontos para o piloto da Brabham com apenas uma prova realizada foi o suficiente para a Williams optar pelo campeão em detrimento de Reutemann, que jamais aceitou tal condição.

A resposta do argentino aconteceu duas semanas depois, no Rio de Janeiro. Lole, como é conhecido até hoje, já havia vencido a prova em Jacarepaguá três anos antes e se dava melhor na pista do que Jones, que jamais ganhou no Brasil. Melhor que Reutemann, só Piquet, que garantiu a pole-position daquela etapa.

Mas o brasileiro optou por pneus para pista seca, mesmo com o asfalto molhado. Carlos pulou para a ponta, seguido sempre por Jones. O argentino liderou de ponta à ponta e desobedeceu, ignorou mesmo as placas de sua equipe que pediam para trocar de posição com o então número 1 do mundo, vencendo a corrida com autoridade. A coragem de Reutemann causou desconforto na Williams, que praticamente não esteve presente à festa de premiação. Jones foi ainda pior e se ausentou do pódio em Jacarepaguá.

Infelizmente, o gesto de Reutemann — hoje Senador da República pela província de Santa Fé — atualmente é considerado areia no deserto. Coincidência ou não, dois brasileiros — Rubens Barrichello e Felipe Massa — abriram mão de suas vitórias recentemente para oferecê-las a seus respectivos companheiros de equipe, Michael Schumacher e Fernando Alonso, sempre pela Ferrari. À época, ambos alegaram profissionalismo para adotar tal postura, que é injustificável aos olhos do torcedor. O gesto de Lole foi, é e será sempre incomparável, imortal.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
18/05/2010 - 11:45

Racing Festival: os ingressos

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Felipe Paranhos

Os ingressos para a etapa de abertura do Trofeo Linea, da F-Future Fiat e do Hornet Super Sport 600, no último fim de semana do mês, já estão disponíveis para retirada no Rio de Janeiro. As corridas acontecerão em Jacarepaguá, como se sabe, mas os bilhetes podem ser adquiridos gratuitamente em 60 diferentes locais. Vejam:

Concessionárias Fiat

Azzurra Veículos – Estrada do Dendê, 15 – Ilha do Governador
Brilhauto Veículos – Avenida Dom Hélder Câmara, 4.977 – Cachambi
DRM Veículos – Rua Oliveira Botelho, 349 – São Gonçalo
Fiat Azzurra (Botafogo) – Rua General Polidoro, 81 – Botafogo
Fiat Azzurra (Penha) – Avenida Lobo Júnior, 791 – Penha Circular
Fiat Azzurra (Ramos) – Avenida Brasil, 8.685 – Ramos
Itavema (Botafogo) – Rua Real Grandeza, 96 – Botafogo
Itavema (Méier) – Rua 24 de Maio, 833 – Sampaio
Itavema (São Conrado) – Estrada da Gávea, 599 – São Conrado
Jolecar – Avenida Vicente Carvalho, 1.500 – Penha Circular
Milocar (Campinho) – Estrada Intendente Magalhães, 336 – Campinho
Milocar (São Cristóvão) – Avenida Francisco Bicalho, 234 – São Cristóvão
Roma Automóveis – Rua São Francisco Xavier, 697 – Maracanã

Postos Shell Credenciados

Avenida das Américas, 6.137 – Barra da Tijuca
Avenida das Américas, 1.600 – Barra da Tijuca
Avenida Olegário Maciel, 319 – Barra da Tijuca
Rua Afonso Taunay, 801 – Barra da Tijuca
Avenida Repórter Nestor Moreira, 41 – Botafogo
Rua São Clemente, 307 – Botafogo
Avenida Brasil, 1.960 – Caju
Avenida Duque de Caxias, 570 – Centro
Avenida Mem de Sá, 225 – Centro
Avenida Mem de Sá, 55 – Centro
Avenida Nilo Peçanha, 1.380 – Centro
Rua Tenente Cleto Campelo, 441- Cocotá
Rua Francisco Otaviano, 76 – Copacabana
Rua São Francisco Xavier, 619 – Francisco Xavier
Estrada do Pau ferro, s/n – Freguesia
Estrada do Galeão, 2.870 – Ilha do Governador
Estrada do Galeão, 5.340 – Ilha do Governador
Rua Jaime Perdigão, 806 – Ilha do Governador
Avenida Ayrton Senna, 3.419 – Jacarepaguá
Estrada Bandeirantes, 1531 – Jacarepaguá
Estrada Rodrigues Caldas, 1.333 – Jacarepaguá
Rua Marechal Floriano, 793 – Jardim 25 de Agosto
Avenida Epitácio Pessoa, 4.630 – Lagoa
Rua San Martin, 697 – Leblon
Rua Luiz Câmara, 90 – Ramos
Avenida Brasil, 8.565 – Ramos
Avenida das Américas, 11.555 – Recreio dos Bandeirantes
Avenida das Américas, 17.552 – Recreio dos Bandeirantes
Avenida das Américas, 16.747 – Recreio dos Bandeirantes
Avenida Paulo de Frontin, 361 – Rio Comprido
Estrada da Gávea, 820 a 850 – São Conrado

Concessionárias Moto Honda

Dicasa (Centro) – Rua das Marrecas – Centro
Dicasa (Itaboraí) – Rodovia RJ 104, 3.980 – Itaboraí
Dicasa (Magé) – Avenida Nossa Senhora da Piedade, 75 – Magé
Dicasa (Niterói) – Alameda São Boaventura, 1161 – Niterói
Dicasa (São Gonçalo) – Rua Capitão Juvenal Figueiredo, 3.150 – São Gonçalo
Motocar (Botafogo) – Rua Sorocaba, 696 – Botafogo
Motocar (Campo Grande) – Estrada das Capoeiras, 684 – Campo Grande
Motocar (Duque de Caxias) – Avenida Brigadeiro Lima e Silva, 1.037 – Duque de Caxias
Motocar (Nova Iguaçu) – Rua Carlos marques Rollo, 630 – Nova Iguaçu
Motocar (Tijuca) – Rua Haddock Lobo, 403 – Tijuca
Motocar Rio – Avenida Vicente de Carvalho, 739 – Vicente de Carvalho
Motoclean – Estrada do Tindiba, 851 – Jacarepaguá
Recreio Motos (Angra dos Reis) – Rua José Belmiro da Paixão, 68 – Angra dos Reis
Recreio Motos (Bangu) – Rua Francisco Real, 1.001 – Bangu
Recreio Motos (Itaguaí) – Estrada Deputado Octávio Cabral, Lote 3E – Itaguaí
Rota H – Rua Pedro Américo, 59 – Catete
Safeway (Barra da Tijuca) – Avenida das Américas, 2.000 – Barra da Tijuca
Safeway (Nilópolis) – Avenida Getúlio Vargas, 1.739 – Nilópolis

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