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23/02/2011 - 01:08

O legado de Mansell

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FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um dos assuntos mais comentados da pré-temporada é o efeito que a adoção do Kers e da nova asa móvel traseira pode trazer às corridas da F1 em 2011 em termos de ultrapassagens. Pilotos como Sebastian Vettel e Fernando Alonso acreditam que os novos dispositivos não vão resolver a escassez de ação nas provas, enquanto Lucas Di Grassi acredita que tal medida vai proporcionar manobras artificiais.

Nas décadas de 80 e 90 não havia Kers, nem asa móvel, tampouco a busca incessante pelo aumento de downforce nos carros. Também não havia a enxurrada dos Tilkódromos, pistas projetadas por Hermann Tilke, que nada acrescentam à F1. Exemplos existem aos montes, como Sakhir, Abu Dhabi e Sepang. A única que se salva é Kurtkoy, na Turquia, e talvez, Xangai.

Acompanho a F1 desde 1986, época que pude assistir (via TV) um sem-número de ultrapassagens. MUITAS delas foram protagonizadas por Nigel Mansell. Claro que os tempos eram outros, os carros, circuitos, pneus, até mesmo a atitude dos pilotos nas pistas, eram sim muito diferentes. Várias variáveis, diria Humberto Gessinger. Mas no quesito ultrapassagem, o Leão se destacava dos demais. Isso é fato.

Aproveito o gancho dado pelo Blog do Capelli para falar um mais sobre o ‘Red Five’. O vídeo abaixo mostra dez minutos de um pouco do que Mansell fez nas pistas correndo pela F1, ultrapassando rivais do calibre de Ayrton Senna, Nelson Piquet, Gerhard Berger e Riccardo Patrese. A emblemática manobra sobre Berger por fora na curva Peraltada do circuito Hermanos Rodriguez, no México em 1990, obviamente, não poderia ficar de fora.

Fazendo uma breve análise sobre a carreira de Nigel, fico com a sensação que o título de 92 — conquistado com ‘um pé nas costas’ graças ao desempenho supremo do FW14 da Williams — poderia não ter sido o único. Talvez o título viesse em 86, mas o caneco foi perdido para Prost graças a um furo no pneu do carro do britânico em Adelaide; ou talvez em 91, quando Mansell ficou atolado na brita da curva First em Suzuka e viu Senna comemorar o tri.

Mansell foi um vencedor e isso não se discute. É válido recordar seu histórico na F1 e sua coragem para atravessar o Atlântico e, já na condição de campeão mundial, rumar para a Indy — pela equipe Newman-Haas — depois de ter sido chutado na Williams para dar lugar a Prost e faturar o título da categoria norte-americana em 93. Sem contar que o inglês venceu a última prova do Mundial de 1994 com a Williams de número 2, o último carro de Senna.

O legado do Leão no automobilismo é inestimável, graças à sua coragem, técnica e arrojo, ainda que, por conta dessas características, tenha cometido vários erros nas pistas durante sua carreira. Mas ainda assim, o Red Five se colocou entre os grandes da história por sua ousadia e sua postura agressiva, sobretudo nas ultrapassagens. Que a atitude de Mansell sirva de lição para os pilotos dessa geração.

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15/12/2010 - 15:14

Kers emagrecer? Pergunte-me como

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Felipe Paranhos

Um piloto é um atleta. Atletas não podem se dar ao luxo de engordar. Mas um atleta precisar emagrecer para ajudar a equipe é uma palhaçada, convenhamos. Fernando Alonso, 1,70 m e 68 kg, pretende perder 3 kg. Rubens Barrichello também vai perder peso, a pedido da Williams.

Tudo isso por causa do KERS. A solução que a F1 encontrou para parecer “verde” causou polêmica em 2009 e, convenhamos, não fez a menor falta neste ano. O sistema, que deu mais uma variável negativa para algumas equipes, vai voltar em 2011.

A distribuição do peso em um carro é primordial em seu desempenho, pois altera a estabilidade. Assim, os três pilotos bem mais baixos (e, portanto, mais leves) que seus companheiros levaram vantagem em 2009, como nos casos de Heidfeld-Kubica na BMW (19 pontos a 17), Vettel-Webber na Red Bull (84 a 69,5) e Fisichella-Sutil (8 a 5). As diferenças de altura nestes casos eram de 22 cm, 10 cm e 11 cm, respectivamente.

Talvez seja coincidência. Mas será que ser alto ou baixo vai entrar no critério de escolha de pilotos pelas equipes? Não duvido… Em breve, pra entrar na F1 vai ter que ser rico, carismático, bonito… e micro.

Atualização: Pessoal nos comentários mostrou que eu sou um tanga desinformado e que FI e Red Bull não tinham KERS em 2009. Portanto, os exemplos que citei não fazem o menor sentido. Desculpem os transtornos. Em obras.

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