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03/10/2011 - 10:30

Destruir uma corrida e destruir uma carreira

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A notícia do início da semana veio do site oficial da F1. Durante o GP de Cingapura, Rob Smedley, engenheiro de Felipe Massa, pediu via rádio ao seu piloto para que destruísse a corrida de Lewis Hamilton. “Segure o Hamilton o máximo que você puder. Destrua a corrida dele o máximo que você puder. Vai, garoto”, foram as frases proferidas por Rob.

Há duas maneiras de interpretar os dizeres de Smedley. A primeira é a de que Felipe estava instruído a prejudicar Hamilton, a de ver a Ferrari como a eterna vilã que torna o esporte indigno. Para quem pensa assim, a semana será um prato cheio. A imprensa inglesa deve atacar sem dó as palavras do engenheiro do time de Maranello, até porque, no fundo, muitos na ilha esperavam um acontecimento para tentar reabilitar forçosamente Lewis do fracasso em 2011.

A outra forma de entender o que aconteceu é a que prefiro. Não sou um ouvinte atento de todas as comunicações de rádio, mas vejo a instrução do engenheiro como um incentivo. Segura o cara, não dá mole, acaba com a corrida dele! Não tem nada de mais, o que gera discussão inútil é o “destrói” — e, se formos analisar do ponto de vista semântico, destruir e “acabar com” têm o mesmo sentido.

Só que, e sempre tem um “só que”, o vazamento dessa comunicação põe por terra o que foi dito sobre Hamilton naquela corrida. E tira totalmente o sentido da revolta de Massa, que foi tirar satisfações com Lewis enquanto o piloto concedia entrevista ao vivo.

(Aliás, aqui na minha terra, bater no braço do outro, reclamar e em seguida dar as costas não é lá muito coisa de macho. Mas tudo bem, cada um se revolta de um jeito. Fecha parêntese)

Voltando ao que disse e correndo o risco de minha argumentação se perder pela digressão, digo: se Massa estava sendo orientado a pilotar defensivamente e segurar o ímpeto de um muito mais rápido Hamilton, o que ele esperava? Numa pista de rua em que as ultrapassagens são difíceis, ele queria que o rival, mais rápido, ficasse esperando um erro dele para passar?

Ora, se o piloto da frente era instruído para pilotar defensivamente — e era isso que Massa fazia —, ele não pode reclamar do fato de Hamilton ter tentado dar um jeito de ultrapassar e, por isso, acabar quebrando a própria asa e furando o pneu do carro de Felipe. Depois, Massa ajudou a linchar Hamilton, que apanha pelo que fez e pelo que não fez. E não trouxe nada de bom para a sua própria carreira.

Tá ficando feio, xará.

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16/06/2011 - 00:30

Estranhezas

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Felipe Paranhos [no twitter: @felipeparanhos]

Cada esporte tem sua notícia ou caso estranho. No futebol, por exemplo, tem o “só falta assinar”:”Vandergleyson já acertou com o Flamengo. Só falta a liberação do clube”. Então falta tudo, pô! No vôlei, é a figura do ponteiro-passador. “Rodriguinho joga como ponteiro-passador no Cimed”. Hoje em dia, todo ponteiro é passador. Portanto, redundância sem sentido. Assim como as situações citadas, uma coisa que me intriga é o encontro piloto-dirigente rival. Nesta semana, rolou uma dessa, com o Lewis Hamilton.

A história é a seguinte: durante o GP do Canadá, Lewis Hamilton deu uma saída da garagem da McLaren e foi se encontrar com Christian Horner no motorhome da Red Bull. Passou 15 minutos lá. Como a vaga de Mark Webber é a mais desejada da F1, nada mais lógico do que imaginar o inglês tentando negociar com a equipe dos energéticos. Seria uma dupla fortíssima, com os dois melhores pilotos de sua geração.

Mas aí eu fico pensando: você é o Christian. Chefe de uma equipe top, a melhor de todas, dominando o campeonato. Seu segundo piloto já mostrou que não gosta de ser segundo piloto e está incomodado por sofrer tantos problemas que não acontecem no carro de Vettel. Aí, apesar de ter dito que a renovação desse segundo piloto já é praticamente favas contadas, você inicia conversas com um piloto de outra equipe. Pra 2013.

Pra que vai se encontrar no meio do paddock da F1, com 83 mil jornalistas por lá? Estamos em 2011. Não podia mandar um SMS? Ligar?  “Ei, Luís, entra no MSN ae. Abs. Chris.” Tinha lá a conversa, batia um papo, ligava pro empresário…

Sei lá, acho estranho…

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
17/04/2011 - 06:30

Velozes – GP da China 2011

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Felipe Paranhos

>>> Lewis Hamilton venceu pela 15ª vez na F1, a primeira desde agosto de 2010, na Bélgica. Apesar do tempo, não se trata da maior diferença entre vitórias do inglês. Entre o GP da China de 2008 e o GP da Hungria de 2009, foram 10 provas. Desta vez, oito.

>>> Com a excelente atuação na China, Webber fez a melhor corrida das suas 160 da carreira — ao menos, em relação a posições conquistadas: ao largar em 18º e completar a prova em terceiro, ganhou 15 colocações, superando sua marca de dez postos, do GP da Áustria de 2003, ainda pela Jaguar.

>>> Pela primeira vez em 2011, já que não largou na Austrália e recolheu voluntariamente seus carros na Malásia, a Hispania completou a corrida com seus dois carros. Duas voltas atrás do líder, na mesma volta da Virgin. A equipe está no nível do ano passado. Como o campeonato ainda vai para a quarta etapa, bem possível que a HRT supere a Virgin ao longo do ano.

>>> Outra: lembram que eu falei que o carro da Williams é péssimo? Maldonado terminou em 18º. Foi ultrapassado por Kovalainen, de Lotus, na DÉCIMA volta. Pérez tomou drive-through e terminou na frente do venezuelano. Barrichello foi 13º — como sempre, fazendo milagre com um carro ruim. Pra mim, fica claro que a experiência de Rubens leva o carro até o meio do pelotão, mas que, se não melhorar muito, a equipe de Grove não faz nem 20 pontos na temporada.

>>> A melhor volta de Jarno Trulli, 1min42s052, foi mais rápida do que a melhor de Fernando Alonso, 1min42s070.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , ,
29/03/2011 - 16:29

Amor de irmão

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Felipe Paranhos

Lewis Hamilton tem um irmão mais novo, Nicholas Hamilton, de 19 anos. E Nick vai estrear no automobilismo neste próximo fim de semana, no circuito de Brands Hatch, em uma corrida da Copa Renault Clio Britânica.

Hamilton não poderia comparecer à prova. Afinal, está na Austrália, onde a F1 correu no último domingo, e o próximo GP é na Malásia, a algumas poucas horas de voo. Mas ele resolveu pedir à McLaren para viajar à Inglaterra e assistir à primeira experiência profissional de seu irmão no esporte a motor.

“Não posso perder a primeira corrida de meu irmão. Está tudo ok, posso dormir no voo. Posso continuar neste fuso horário. Vou para ver sua classificação e a corrida e, então, volto. Eu e meu irmão somos próximos. Todos têm problemas na vida, mas tem sido difícil para ele. Posso entender o que ele passou porque eu sou a pessoa mais próxima dele, mas nem eu posso compreender como deve ter sido passar pelas dificuldades que ele passou. E, agora, ele tem a oportunidade de viver o sonho por ele mesmo. Eu e meu pai estaremos lá”, disse Lewis.

Nicholas tem paralisia cerebral. E isso é o menos importante.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
24/03/2010 - 14:47

Webber, sua hora de parar está por chegar?

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Getty Images

Eis que Lewis Hamilton resolve especular a aposentadoria de Mark Webber. Do nada – realmente do nada, porque ninguém tinha falado sobre isso antes, nem o próprio australiano, que é parte interessada neste assunto –, o inglês chega e diz que não se surpreenderia se o piloto da Red Bull decidisse parar. Para o representante da McLaren, Webber se aposentaria por cima, já que tem o melhor carro de sua carreira nas mãos, podendo brigar por vitórias e o título.

Nesse último ponto, até que Hamilton tem razão. Se Mark decidisse parar agora, sairia por cima. Logo o Webber, que foi apontado como uma grande revelação e penou por várias temporadas até ter um certo destaque na F1. Mas ele não é muito novo para parar, não?

Webber fará 34 anos em agosto de 2010. Se for levar em conta que temos Michael Schumacher já na casa dos 40 e Rubens Barrichello e Jarno Trulli batendo na porta dessa casa, é possível falar que ele está novo para isso.

Internautas, o espaço é de vocês.

PS: Existem rumores de que Kimi Raikkonen, patrocinado pela Red Bull no WRC, pode acabar na equipe da empresa de bebidas energéticas em 2011. Usando a lógica, se isso acontecesse, Webber sobraria. Mesmo assim, eu penso que o australiano teria mercado, não seria o caso de se aposentar.

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
11/01/2010 - 11:49

Fim de duas eras

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Foi pouco depois do GP do Brasil de 2007 que Lewis Hamilton – então recém coroado vice-campeão após perder de forma incrível o campeonato – começou a namorar com Nicole Scherzinger. E foi naquela corrida mesmo que eu comecei a trabalhar para o Grande Prêmio.

Pois nesta segunda-feira o duo anunciou o fim do seu relacionamento. E, como precisava de algum GANCHO para isso, aproveito para avisar a todos que também estou no fim do meu ciclo aqui na casa. Fico até o dia 31 de janeiro, para depois assumir um papel bem legal no Jornal NH.

Por isso, já quero antecipadamente agradecer a todos os leitores que prestigiaram o meu trabalho nos últimos dois anos e meio, quase, e dizer que este foi um período sensacional. Comecei aqui como um guri perdido na vida e saio com uma baita cancha, uma puta experiência e um conhecimento de trabalho que jamais esperava ter em tão pouco tempo.

Tive colegas sensacionais e grandes amigos nas pessoas de Victor Martins, Marcus Lellis, Evelyn Guimarães, Felipe Paranhos, Bruno Terena (tinha me esquecido do narigudo), Bruno Vicaria e Marcelo Ferronato. Tive um grande contato e uma ajuda sem precedentes de Marcel Marchesi. O apoio também muito grande de vários assessores de imprensa, e seria muita chinelagem lembrar só de alguns nomes. Também tenho que agradecer demais ao Flavio Gomes, que apostou em um guri saído do cu do mundo do RS para escrever no seu site sem experiência alguma.

Foram anos de acordar de madrugada, trabalhar duzentas horas diárias e tudo mais. Mas valeu a pena. No fim, todo dia passou como se fosse um grande SABADÃO SERTANEJO:

Abraços e até mais. Não comemorem minha saída antes do dia 31,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): Off-topic Tags: , ,
14/12/2009 - 17:18

Meu cabelo duro é assim

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LucHam2

Felipe Paranhos

Adoro propaganda. Já aprendi que o Cristiano Ronaldo, pelo menos o dublado, tem caspa. Agora, que o Lucas Di Grassi é um sedutor. Em entrevista coletiva dada na última sexta-feira, Erik Galardi, diretor de marketing da Unilever, destacou os motivos que fizeram a empresa patrocinar o piloto brasileiro, que vai correr na Virgin-Manor em 2010.

“Eu sou um aficionado por automobilismo e vejo a qualidade do Lucas, que é um piloto muito regular e tem tudo para se consolidar na Fórmula 1. Escolhemos o esporte como forma de falar com os homens, e buscamos duas plataformas que transmitem tecnologia, performance e sedução. Esses são os atributos que nós buscamos”, disse.

Galardi tem razão. A empresa escolheu ótimos nomes para divulgar o produto, afinal, com quatro brasileiros na F1 e uma Copa do Mundo por vir para o luso, Lucas e Cristiano estarão em destaque durante todo o ano de 2010, além de serem profissionais acima da média em suas áreas de trabalho. Mas uma coisa eu estranhei na fala de Erik. “Os dois são autoconfiantes, bonitos e têm bom cabelo. O Lucas é um piloto jovem, que transmite uma sedução que é importante para a marca”, afirmou.

As meninas que frequentam o blog, e são várias, vão opinar se o Di Grassi transmite sedução. Não sou qualificado para tal. Mas essa coisa de “bom cabelo”… Complicado.

Entendo as razões da empresa, posicionamento da marca, público-alvo. E sabe-se que a chegada de Lucas à F1 acontece em grande parte devido ao apoio da Unilever. Mas fica no ar a pergunta: com todo o talento que tem, Di Grassi não conseguiria o patrocínio se tivesse o cabelo do, sei lá, Anderson Varejão? O Lewis Hamilton, cara bonito pacas, seria apoiado pelo Clear?

É meio discussão de Ensino Médio, eu sei, mas é uma situação que lança tais questionamentos. Será que, no futuro, um piloto vai poder se queixar de não conseguir apoio por ser feio?

Em tempo: vi as aspas do Erik Galardi no excelente Máquina do Esporte.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
04/12/2009 - 13:02

20 anos e uma ausência

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“Eu nasci com o cabelo enroladinho, um monte de cachinho na cachola, oi tóin…”

 

Felipe Paranhos

Completa-se neste mês 20 anos do McLaren Autosport BRDC Young Driver, prêmio concedido anualmente pela equipe de Woking e pela revista inglesa às revelações do automobilismo britânico.

O primeiro trofeu quem recebeu foi David Coulthard, aos 18 anos, depois de sua temporada de estreia como profissional, no BTCC — começou no turismo o escocês. Nestas duas décadas, foram premiados algumas promessas que se concretizaram e muitos, muitos flops em vermelho, azul e branco.

Em 1990, segundo ano da premiação, Gareth (who?) Rees foi o contemplado , graças aos bons resultados em pequenas categorias de fórmula, como a F-Opel. Parou com apenas 29 anos, depois de correr na F3000 em 1998.

Naquela década, ainda houve outras revelações que não brilharam tanto quanto o esperado, caso de Jamie Davies (1994), Jonny Kane (1995), Darren Turner (1996) e Andrew Kirkaldy (1997).

Mas nem tudo são flops. Em 1992, apareceu um certo Dario, que depois viria a se firmar como um dos maiores pilotos da história do automobilismo norte-americano, com dois títulos da Indy. Seis anos depois, Jenson Button levou o prêmio. Gary Paffett ganhou em 1999 e Anthony Davidson no último ano do milênio.

Já no século XXI, venceram o prêmio Alex Lloyd em 2003 e Paul di Resta em 2004. Nos últimos quatro anos, ninguém muuuito relevante:  Oliver Jarvis (DTM), Oliver Turvey (iSport na GP2 em 2010), Stefan Wilson (irmão de Justin, na Indy Lights em 2010) e, no ano passado, Alexander Sims — este eu acho que vai longe [lá vou eu me estrepar].

Button foi o primeiro vencedor da premiação a ser campeão da F1. Mas peraê, e Lewis Hamilton? Sim, nunca foi nem indicado ao BRDC Young Driver, e eu não consegui encontrar uma resposta plausível [alguém sabe?]. Talvez o fato de ele ter sido “adotado” pela McLaren desde cedo o tenha impedido de participar, mas… Fail, amigos. Mesmo assim.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: ,
14/09/2009 - 15:26

Eu não, Max

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Na última volta do GP da Itália, Hamilton escorregou e bateu nos pneus. De frente. As duas rodas ficaram no carro. Na pancada, a traseira chicoteou e também atingiu a barreira. E a roda traseira esquerda se soltou… Depois do acidente que matou Henry Surtees, alguém acredita nos tais cabos de kevlar Zylon que impediriam que isso acontecesse?

Felipe Paranhos

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
19/05/2009 - 12:53

Lewis, o 'dançarino', pode se casar em breve

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Dizem que quem tem sorte no jogo, tem azar no amor. Bem, para Lewis Hamilton, o ditado é o inverso. Depois de conquistar o título mundial em 2008, o inglês vive atualmente uma temporada bem infeliz, sofrendo com os problemas do carro da McLaren. Enquanto sofre na F1, está a mil maravilhas no seu relacionamento com Nicole Scherzinger, cantora do grupo Pussycat Dolls.

E, no nosso momento Nelson Rubens (ok, ok!), lá vai uma novidade: os dois podem ficar noivos muito em breve. Em entrevista repercutida pela imprensa inglesa, Nicole afirmou que está pronta para casar com Hamilton. Ela já até imaginou suas companheiras de grupo como madrinhas do casamento. “Mas eu tenho de ficar noiva antes. Seria ideal no fim de julho”, falou Scherzinger.

Afora casamentos e afins, Nicole também revelou que Lewis é um namorado exemplar. Ele até virou fã do Pussycat Dolls, mostrando sua dedicação à amada. “Ele consegue cantar bem. Ele conhece várias das nossas músicas”, disse a cantora, para depois mostrar sua preocupação. “Lewis até sabe algumas das nossas danças.”

Vocês acham que se a carreira de Lewis Hamilton não decolar mais na F1, ele teria jeito para formar uma “boyband”?

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
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