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22/06/2011 - 13:56

O fim está próximo

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FELIPE PARANHOS [no Twitter: @felipeparanhos]

O fim está próximo. E será em 2011. Você pode acreditar no que quiser, mas, se eu pudesse apostar em uma saída da F1, bancaria a de Jarno Trulli ao fim desta temporada. O italiano declarou à edição de hoje da ‘Gazzetta dello Sport’ que tá meio de saco cheio da Lotus, de andar no fundo do grid e tal.

Eu acho que se trata de uma grande desculpa. Trulli está tomando a segunda naba seguida de Heikki Kovalainen, um piloto que vinha de nabas contínuas sofridas para seus companheiros em equipes anteriores. Trulli diz que está atrás de Kova porque tem uma pilotagem “mais precisa” e, num carro difícil como o da Lotus, ter esta característica faz com que se corra como se estivesse vendado. Achei meio sem-vergonha esse papo. Quer dizer que você é mais piloto (pilotagem precisa é um ponto positivo, creio), mas num carro ruim o cara que é pior que você se dá melhor? Peraê.

O que sei é que a Lotus não está nada contente com o rendimento de Trulli, conforme Luiz Razia contou, no último fim de semana, ao Rede TV! Esporte, ao qual assisti. O brasileiro, piloto de testes da equipe, acredita que esta possa ser uma boa porta de entrada para a F1.

Seria a melhor possível. Mas ainda seria necessário entender se a equipe pretende manter a estratégia de ter dois pilotos experientes, o que inviabilizaria a entrada do baiano. Além disso, deve ser importante que Razia vença a disputa interna na Air Asia, equipe da Lotus na GP2, contra Davide Valsecchi.

No momento, Valsecchi tem 21 pontos e Razia três. Mas a GP2 tem muito, muito de sorte. É a categoria de monopostos menos previsível entre as principais do mundo. E ainda faltam 12 corridas…

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , ,
14/06/2011 - 16:25

A Lotus e a Lotus

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Felipe Paranhos

A Lotus iniciou o ano criando problema com a Lotus, que queria ser Lotus, fez até concurso para escolher nova pintura, mas acabou sendo Lotus mesmo. A Lotus entrou na F1 fazendo festa e afirmando ser a verdadeira, mesmo a Lotus tendo aparecido primeiro.

Veio o acidente de Robert Kubica, e a Lotus foi atrás de um piloto experiente, mas sem equipe e ritmo de corrida, apesar de ela mesma ter 83 reservas. A Lotus, por sua vez, manteve os pilotos do ano passado, ambos experientes, tarimbados e aparentemente ainda com saco de pilotar um carro do fim do pelotão. Foi a única das pequenas a realmente crescer entre 2010 e 2011, como era esperado.

E, neste ano, a Lotus já avançou em diversas frentes: fundou uma equipe competitiva na GP2 — que, apesar de estar apenas na primeira temporada, já está dando uma lavada no time que já existia e era muito forte antes de a Lotus se associar. Além disso, a Lotus fechou contrato para usar o túnel de vento da Williams, um passo importante depois de formar, no início do ano, uma parceria com a Red Bull para o recebimento da caixa de câmbio e do sistema hidráulico do time dos energéticos.

E tem mais: a Lotus comprou a pequena montadora inglesa Caterham, fechou patrocínio com a gigante da tecnologia GE, além de acertar parceria técnica com a Dell e fundar um programa de desenvolvimento de jovens pilotos asiáticos. Enquanto isso, a Lotus vive às voltas com os rumores de que Nick Heidfeld, escolhido para o lugar de Robert Kubica, está desagradando a equipe, vê o desempenho de seu carro em queda depois dos pódios nas primeiras duas provas e, além de tudo, perdeu o processo que acionava contra a Lotus pelo uso do lendário nome.

Não dou três anos pra Lotus passar a Lotus

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
19/05/2011 - 15:38

Futuro em azul e grená

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

Empresário comandando equipe de futebol na Inglaterra não é lá uma coisa que costuma dar certo. Apesar de o Manchester United continuar no topo do esporte inglês — e europeu, já que está na final da Liga dos Campeões da Europa —, Malcolm Glazer, dono do clube, enfrenta a rejeição da torcida, que aparece com cachecóis verde-amarelos — cores do Manchester em suas origens — até mesmo em finais de campeonato.

Frustrados com a perda da identidade do clube e revoltados com o aumento das dívidas, torcedores do MU formaram o FC United of Manchester, equipe que disputa a sétima divisão.

Antes que vocês estranhem muito o fato de eu estar falando de futebol aqui, explico: o West Ham, equipe inglesa que acaba de ser rebaixada à Segunda Divisão inglesa, está na mira de Tony Fernandes, dono da equipe Lotus de F1.

Neste caso, provavelmente, os torcedores do time azul e grená não devem ter do que reclamar. Além de muito, muito rico, Fernandes é muito, muito fã do West Ham. Tuíta mais sobre os jogos do time do que sobre a Lotus, pra ser mais claro.

No ano passado, o clube teve 61,2% de suas ações compradas por David Sullivan e David Gold. Fernandes teve rejeitada uma proposta para adquirir o clube por inteiro. A outra parte do clube é de propriedade de um grupo islandês de investimentos, que passou a vender as ações quando o país quebrou com a crise financeira internacional do fim da década passada.

No último fim de semana, quando o West Ham teve o rebaixamento confirmado, Tony bradou no Twitter. “Gutted [expressão em inglês que equivaleria a “em minhas tripas”, “em vísceras” “eviscerado”] por ver o West Ham rebaixado. Como você vai de 2 a 0 para uma derrota por 3 a 2? Se os torcedores quiserem que eu me envolva, eu vou fazer isso. [O West Ham] é um grande clube e nós, torcedores, já sofremos demais.”

A fortuna de Fernandes está estimada em US$ 330 milhões.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
23/12/2010 - 23:05

Parabéns, Lotus Racing

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Felipe Paranhos

Só escrevo nas folgas quando algo me chama muito a atenção. É o caso deste vídeo. Não é novidade que eu acho a Lotus (do Tony Fernandes, a outra é um mero aluguel) uma equipe séria, que merece evoluir muito na F1. Mas vendo este vídeo de encerramento da primeira temporada do time, cheguei à mesma conclusão que um dos usuários do YouTube que comentou na página: o Fernandes deveria mandar a Lotus Renault às favas, mudar o nome pra, sei lá, Flower GP e seguir seu caminho.  É bom que cria uma motivação interna na equipe: vencer, ainda que no futuro, a Lotus oportunista.

Voltando a falar do vídeo, impressionante lembrar como a equipe saiu do nada [não à toa Kova mostrou descrença quando chegou em Hingham pela primeira vez], fez um carro em quatro meses mesmo tendo sido a última das equipes a ser confirmada, foi a melhor das novatas e, além disso tudo, estabelece um programa de jovens interessante, fazendo uma equipe B na GP2.

“Obrigado por todo o apoio. Nós vamos deixar vocês orgulhosos”, disse Fernandes a fãs agora no fim do ano.

Parabéns, Lotus Racing.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
19/11/2010 - 12:07

Lotus Cars 1×0 Lotus Racing

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

O shakedown do novo carro da GP2, que aconteceu na última quinta-feira (18), revelou o resultado de uma disputa que tem deixado marcas no automobilismo em 2010. A disputa Lotus Cars x Lotus Racing na principal categoria de acesso à F1 culminou com a vantagem da ART, vinculada à montadora malaia Proton, sobre a Air Asia, de propriedade de Tony Fernandes e idealizada para ser a equipe B da Lotus Racing da F1.

O carro da Lotus ART, pilotado pelo mexicano Esteban Gutiérrez, está pintado em verde, com a listra amarela passando pelo centro do carro. O carro de Johnny Cecotto Jr, por sua vez, teve a pintura quase imaculadamente branca, apenas com a inscrição ‘Team Air Asia’ e o nome de um patrocinador.

Parece claro que a Proton levou esta disputa. A provável associação com a Renault vai tirar da atual Lotus as cores e referências à escuderia de Colin Chapman. A lógica é a de que o time de Tony Fernandes na F1, assim, leve o nome da companhia aérea, assim como na GP2.

Na semana que vem, as equipes da GP2 vão fazer seu último teste do ano, mas com os carros usados em 2010. O treino vai ser usado para experimentar novatos, como fez a F1 dias atrás. Jolyon Palmer, da F2, vai andar de ART e Addax. Pal Varhaug, da GP3, vai de iSport. Armaan Ebrahim deve correr de Arden.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , , , , ,
02/11/2010 - 10:17

O vencedor

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Felipe Paranhos

Conversando na redação real do Grande Prêmio — não a virtual, aka MSN —, lembrei de algo que estava planejando escrever aqui faz umas semanas: junto com Kamui Kobayashi, Heikki Kovalainen é o grande vencedor desta temporada entre as equipes menores da F1.

Kova começou o ano em baixa, depois de um ano péssimo na McLaren, em que tomou uma sova memorável do Hamilton e mostrou pouca capacidade de adaptação a um carro ruim. Foi parar na malaia Lotus, equipe desacreditada e até gozada por alguns.

Seu companheiro era o Trulli, que, embora nunca fosse lá o piloto mais sortudo do mundo — ô azarento —, tinha superado seus parceiros de equipe desde 2007 na Toyota. Ralf Schumacher e Timo Glock ficaram atrás do italiano nas três temporadas anteriores.

E não é que Kova ressurgiu? Voltou a mostrar o ímpeto da revelação vice-campeã da GP2 em 2005 e almoçou o Jarno. Pela primeira vez desde que entrou na F1, chega às últimas corridas sem ouvir rumores de dispensa de sua equipe.

Além disso, desfruta de um relacionamento bastante amigável com o chefe e dono do time, Tony Fernandes, que se mostra muito satisfeito com o trabalho do finlandês. E dá-lhe papo no Twitter entre os dois.

Enquanto isso, Trulli…

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
05/10/2010 - 11:45

Seriedade

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Felipe Paranhos

“Somos sérios”, declarou pela milésima vez Tony Fernandes, depois de anunciar o acordo para receber o sistema hidráulico e a caixa de câmbio da Red Bull.

Há um ano Tony diz isso.

Mas não é porque é uma mala. É porque sabe o ambiente hostil que as novatas sofrem na F1.

Busca na cabeça aí: depois da saída do Max Mosley, quem manifestou algum tipo de apoio a Lotus, Virgin ou Hispania? É só porrada.

Me parece  óbvio que a Lotus é esportivamente séria. Tony Fernandes não entra em nada pra perder, já disse isso por aqui. Mas as perspectivas para quem pretende entrar na F1 hoje em dia não são nada animadoras — como se pôde ver no processo seletivo da FIA para a 13ª vaga do Mundial de 2011.

E mesmo se a equipe não tivesse grana, não teria o direito de tentar fazer história na F1 — mesmo que no fundo do grid?

Quanto mais elitizada a F1 for, mais babaca ela vai ser.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
21/06/2010 - 13:17

Estatoscas varzeanas

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João Paulo Borgonove

Amante da várzea que sou, resolvi fazer uma brincadeira com a classificação da F1. Três equipes novatas, seis pilotos capengando pelo grid. E qual é o melhor time? Quem seria o Campeão da Várzea? Pois é. Heikki Kovalainen, com sua bela Lotus, está em primeiro, o que não é surpresa alguma. Mas ele não está sozinho. E sabe quem acompanha o nórdico nas glórias dos pobres? Karun Chandhok. Sim. O indiano da Hispania é o mais consistente dentre as novatas, junto de Kovalainen.

Os critérios de avaliação foram fracos, segundo um pululante escriba dinamarquês, mas não o relevei, pois ele não entende de várzea. Peguei a classificação final das oito corridas já disputadas e fiz um grid separado, apenas com os seis novéis, de acordo com a classificação final da corrida. E então distribuí pontos. Seis para o vencedor, cinco para o segundo colocado, quatro para o terceiro… e assim por diante, até o sexto e último colocado, que anotou um ponto.

Kova e Chand somaram 33 pontos, mas o finlandês leva vantagem por ter quatro vitórias, contra uma do indostânico. A terceira colocação ficou com o brasileiro Lucas Di Grassi, da Virgin, com 29 pontos, seguido por Jarno Trulli, da líder Lotus, com 26. Bruno Senna, da Hispania, é o quinto, com 24 pontos somados, um a mais que o alemão Timo Glock, da Virgin. Dentre as equipes, a Lotus aparece na frente, com 59 pontos, dois a mais que a Hispania. A Virgin é a terceira e última, com 52 pontos.

Com esse mesmo esquema de pontuação, mas nas classificações, a Lotus segue liderando, mas com uma vantagem muito maior. Kovalainen é o primeiro, com 42 pontos, um a mais que seu companheiro de equipe, o italiano Jarno Trulli. Glock é o terceiro, com 37, seguido por Di Grassi (20), Senna (17) e Chandhok, com 11, mostrando que o indiano é bom em conservar o carro durante as corridas.

Essas estatísticas podem ser inúteis, mas dão uma ideia do desempenho das novatas. É uma bobagem, se analisarmos profundamente, mas está valendo. Afinal, sem o Campeonato da Várzea, os últimos nunca serão os primeiros.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
28/02/2010 - 13:51

Lotus, Virgin e os seis segundos

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ESPAÑA-AUTOMOVILISMO-FÓRMULA UNO

Felipe Paranhos

Uma parece ter mais confiabilidade do que a outra, mas a verdade é que Lotus e Virgin devem se revezar nos últimos lugares do grid, ao menos neste início de temporada — e a menos que o pacote aerodinâmico que a equipe da Madonna, er, do Branson seja fantástico.

Por outro lado, se vê que, fora das pistas, as duas farão mais barulho do que dentro. Richard Branson e Tony Fernandes não ficaram calados diante do comunicado [extremamente pedante e sem elegância] da Ferrari, que critica equipes pequenas como se ela mesma já não tivesse dividido pitlane com AGS, Zakspeed, Andrea Moda…

Primeiro, me parece que as duas equipes têm, sim, um plano de ficar na F1, não são aventureiros. E sabem que não têm chances de disputar nada neste ano. Foi o que Fairuz Fauzy falou no primeiro dia de treino em Barcelona: “Construir em cinco meses, comparando com as outras, e ficar só seis segundos atrás é uma grande conquista”.

SEIS segundos atrás. Eles sabem. Mas sabem que, se forem pequenas também nos bastidores, a chance de crescer será ainda menor. Por isso Lotus e Virgin rebateram a Ferrari. Por isso seus principais dirigentes apostaram que a equipe que menos pontuar verá um deles como aeromoça por um dia na companhia de aviação do outro.

A Virgin parece um pouco melhor em performance do que a Lotus, mas sofre com a problemas hidráulicos. O carro quadrado da Lotus  quebra menos, mas é muito lento — apesar de hoje, com Kovalainen, ter ficado à frente de Di Grassi.

O que se pode concluir é que, na F1 de hoje, dificilmente um time surgido do zero — com um semestre de preparação — consegue disputar de igual para igual com alguma concorrente veterana.

É um dos problemas desta F1.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
18/02/2010 - 15:17

Evolução dos capacetes | Kovalainen

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Felipe Paranhos

Heikki Kovalainen estreou pela Lotus hoje, em Jerez de la Frontera. E estreou também capacete novo, trocando o vermelho da McLaren pelo verde — que não é exatamente o utilizado pela nova equipe. Sem o logo do uísque do Joãozinho Caminhante no casco, pegou o grafismo de seu nome que ficava pequeno acima da viseira e colocou como fundo da pintura. Não é assim uma maravilha, mas achei mais “pessoal” do que o da época de McLaren.

CascosKova

Falando em Kova, ele protagonizou um comercial muito bom da MTV3, a TV que exibe a F1 na Finlândia. Vejam:

P.S.: Meus agradecimentos ao Capelli, que liberou a montagem dos dois capacetes anteriores.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , ,
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