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10/01/2010 - 21:00

Não entendo

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Lotus

Felipe Paranhos [ainda em férias]

Confesso que não entendo tanta desconfiança com a Lotus. A cada vez que a equipe é citada por analistas mundo afora, vem uma ponderação: “Ah, mas não é a equipe de Colin Chapman”, “Ah, mas vem da Malásia”, “Ah, mas o céu é azul”.

Pra mim, é muito claro que a chance de o time ser o melhor dos novatos em 2010 é bem grande. Seus dirigentes mostraram todo o interesse em deixar clara a seriedade do projeto, comandado por um empresário que não costuma entrar em novos negócios para ser só mais um.

Vejo também muitos comentários depreciativos em relação à dupla de pilotos da equipe. Ok, Trulli nunca foi o que dele se esperava, mas terminou as últimas três temporadas à frente de seus companheiros, Ralf e Glock. Faz suas besteiras, mas é veterano e ótimo de classificação, o que é fundamental para equipes pequenas. Kovalainen é outro que decepcionou em seus três anos, mas os 52 GPs que leva consigo são credenciais mais interessantes para uma equipe nova do que o talento inexperiente de Bruno Senna, por exemplo.

Além disso, dinheiro não parece ser problema, nem está declaradamente limitado — como acontece com a Manor. A Lotus tem o suporte do governo malaio e, segundo Tony Fernandes, dono e chefe do time, já fechou quase todos os patrocinadores para a temporada, sem precisar mendigar o dinheiro de Vitaly Petrov ou de Pastor Maldonado, o que parece fazer a Campos. E não há nada mais incógnito que a Sauber.

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28/11/2009 - 12:04

4 homens, 2 vagas

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Koba, Jacques, Sato e Trulli: serão eles?

Felipe Paranhos

A Lotus está perto de confirmar sua dupla para 2010, temporada de estreia da equipe. Nesta semana, seu chefe e dono, Tony Fernandes, afirmou no Twitter que há quatro pilotos disputando duas vagas.

E são exatamente quatro os pilotos mais especulados: Jarno Trulli, Takuma Sato, Kamui Kobayashi e, mais recentemente, Jacques Villeneuve.

A questão é: há duas semanas, o próprio Fernandes declarou que já havia fechado contrato com um piloto e que iria anunciar este nome “em breve”. O que não se sabe é se esta vaga preenchida foi para o cargo de titular ou reserva.

Villeneuve esteve em Norfolk nos últimos dias para conhecer a estrutura da equipe, mas teve uma derrocada absurda na carreira. Sato seria ótimo nome, já que ele é experiente com equipes novas e o Japão arrisca não ter representante na categoria em 2010. Koba mostrou adaptação incrivelmente rápida à F1, mas seu desempenho em um carro totalmente novo é uma incógnita. Trulli me parece, apesar dos defeitos, o nome mais forte.

Mas algo me diz que vem um japa por aí. Já que a Malásia não tem nenhum piloto que preste — e Fairuz Fauzy deve ser o testador —, nada melhor do que garantir a simpatia dos torcedores de outra parte da Ásia.

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21/11/2009 - 14:53

Lotus? Sobe

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1Malaysia F1 Team

Felipe Paranhos

Em seu Twitter, o dono da Lotus, Tony Fernandes, disse que quase todos os patrocínios para a F1 já estão confirmados. Para entrevistá-lo outro dia (você pode reler a conversa aqui), notei que, empresário muitíssimo bem-sucedido, o malaio é o tipo do cara que coloca o estilo do seu negócio — no caso, serviços de baixo custo — nas mais diversas áreas: aviação, hoteis, agora cartões de crédito.

A F1 que reduz custos, portanto, é o mercado ideal para os negócios de Tony. A Lotus leva um país em seu nome — 1Malaysia F1 Team —, vai ficar sediada no circuito de Sepang e captará a maioria de seus patrocínios pela Ásia. Foi a última das quatro equipes novas para a temporada 2010 a ser anunciada e, num instante, demonstra que está avançada — ou, pelo menos, no mesmo nível — em relação às outras novatas.

Claro que ainda há muita coisa para acontecer, mas a impressão é a de que os malaios não entraram na F1 pra virar chacota ou pra sair depois de um ano.

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28/10/2009 - 15:52

Ferrari perde seu "Roque"

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Rosato

Gino Rosato vai deixar a Ferrari no fim desta temporada. Depois de ler essa frase, é capaz de a maioria dos leitores se perguntar: “Mas quem é Gino Rosato?”. Esse canadense realmente não deve ser conhecido pelo nome, mas certamente os internautas sabem muito bem quem ele é. Um cara gordinho, de cavanhaque, que sempre aparece com certo destaque no box da Ferrari na transmissão oficial da F1. No GP da Malásia deste ano, quando Kimi Raikkonen foi tomar um sorvete porque não havia mais luz natural para a continuação da corrida, lá estava Gino.

Essa figura folclórica, sempre simpática, que é um grande amigo de Raikkonen (o que mostra a simpatia do rapaz porque não deve ser fácil ter a amizade do finlandês, sempre frio), trabalhava como um faz-tudo da Ferrari. Ele cuidava da segurança da equipe italiana, mas fazia “um bico” ajudando na logística. Eis que Rosato chega nesta quarta-feira (28) e anuncia que sua relação com a Ferrari vai acabar assim que o último carro cruzar a linha de chegada do GP de Abu Dhabi, neste domingo (1º).

Durante sua longa passagem por Maranello, Gino trabalhou com Michael Schumacher, Jean Todt, Ross Brawn e uma pessoa chamada Dany Bahar, que hoje é presidente da Lotus – a empresa criada por Colin Chapman, sem qualquer relação com o novo time que terá o mesmo nome e investimento de um consórcio malaio. E o novo dirigente da lendária corporação ofereceu a Rosato o cargo de vice-presidente de Assuntos Corporativos da companhia. Um belo upgrade na vida profissional do simpático canadense.

Dizendo que essa proposta era única na vida e irrecusável, lá vai o gordinho de cavanhaque, que muitos chamam de “papagaio de pirata” ou “Robert”, para a Lotus, virando mais uma página da história da F1 contemporânea. Aquele cara onipresente não estará mais ao lado do Felipe Massa, do Stefano Domenicali, do Titônio, nem do novo contratado Fernando Alonso.

Como disse o sábio Ivan Capelli (o blogueiro, não o piloto): “É como se o Roque saísse do SBT”. É bem por aí, mesmo.

Marcus Lellis@marcuslellis

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16/09/2009 - 11:46

Então ficamos assim

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Em um dia, a FIA anuncia que uma equipe que ninguém sabe de onde veio nem para onde vai pegou o nome Lotus para si, apresentou um carro MEDONHO e vai ser o 13º time na F1 em 2010, no lugar da já estabelecida Sauber.

Unidos da Lotusjuca
Carro abre-alas da Unidos da Lotus

Duas horas depois, a BMW anuncia a venda da Sauber para outro destes grupos que ninguém sabe se existem ou não. A FIA, então, anuncia a intenção de contar com 14 equipes no grid. Com isso, todo mundo especula que a Renault deve estar arquitetando sua saída da F1 devido aos escândalos sobre Cingapura.

No dia seguinte (conhecido popularmente como HOJE), a Renault solta a bomba logo cedo: Flavio Briatore foi para o espaço, e ainda levou junto com ele Pat Symonds de lambuja. Isso a poucos dias da reunião do Conselho Mundial que provavelmente puniria o italiano, caso Symonds participasse da delação premiada que liberou Nelsinho Piquet de ser considerado culpado também. Confissão de culpa do time, aparentemente.

Trocando em miúdos, temos o seguinte: 14 times para 13 vagas. Destas 14 equipes, quatro têm situação totalmente desconhecida, apesar de a Campos — pela pura e simples falta de assunto a respeito — parecer um tanto quanto mais adiantada do que as demais. Da Manor, só sabe que terá a Virgin ao seu lado. A US F1 sofre com atrasos, e essa Lotus tem cheiro de picaretagem das maiores já vistas.

Me parece um tanto quanto óbvio que algum destes times não vai alinhar em Melbourne, ou no Bahrein, em março de 2010. E me refiro a um destes quatro: todas as atitudes da Renault nos últimos dias, culminando com a demissão de Bria e Symonds, dão estofo à FIA para que faça um julgamento puramente midiático com uma punição inofensiva. A FIA vai agradecer sua permanência, assim como Bernie Ecclestone — que, provavelmente, vai acabar ganhando dinheiro de alguma maneira com essa situação toda. Preciso descobrir como ele faz isso.

Enquanto isso, Prodrive e Epsilon Euskadi, times estabelecidos e com estrutura para dar um passo adiante e entrar na F1, são relegados por sociedades anônimas na concepção pura da palavra.

A F1 já foi um esporte bem legal, e mesmo como entretenimento também já foi melhor. Nos resta dançar conforme a música, agora.

Dance fatal,
Francisco Luz

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12/06/2009 - 13:25

A confiança de Lola, Lotus e Superfund

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E a novela não acabou. Está mais longa do que a histórica “Redenção”.

Pois bem, além dos comunicados da Ferrari, Red Bull e Toro Rosso, dizendo que não mudaram suas posições, e da Campos, USF1 e a surpreendente Manor, falando que estão vibrando por entrarem na F1, também vimos as notas de Superfund, Lola e Lotus. A única que falou abertamente em decepção foi a Lotus. As outras nem se mostraram muito preocupadas. Mas as três estão com a mesma posição: vão esperar a próxima sexta-feira para ver o que vai acontecer na interminável briga entre FIA e Fota.

Os comunicados dessas equipes me dão a impressão de que Max Mosley não vai arredar pé. O que me parece contraditório, já que o presidente da FIA mandou uma carta para a Fota praticamente implorando o perdão dos atuais times da F1. Superfund, Lola e Lotus estão muito confiantes… do tipo “se sobrar uma brecha, eu pego, mesmo”. Essas escuderias estão aguardando pela desistência de alguém, como se Mosley já tivesse avisado que vai acabar sobrando alguns lugares.

Essa não é a lista definitiva, coisa que está clara até pelos inúmeros asteriscos. Tratemos como provisória. Porque eu acho que vai mudar. E muito!

Marcus Lellis

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