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23/06/2010 - 11:25

FIA 1×0 F1

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Felipe Paranhos

A FIA definiu novas regras para a temporada 2011 da F1. Uma delas, para mim a mais marcante, é o retorno da regra dos 107% para a classificação. Falo logo aqui: sou contra. Acho antidesportiva, panaca, coisa de equipe criada por vó.

No texto do documento do Conselho Mundial, entretanto, há uma graciosa exceção. Vamos lá: “Em circunstâncias excepcionais, o que pode incluir uma volta adequada nos treinos livres, os comissários podem permitir que o carro comece a corrida. Caso haja mais de um piloto nesta situação, o grid será definido pelos comissários”.

Fernando Alonso bate na classificação. Não faz tempo. Tá fora da corrida. Opa! Mas tem a regrinha marota da FIA! E, de repente, os comissários anunciam que, no caso do espanhol — ou de Massa ou de Hamilton ou de Button ou de Schumi —, será admitido o tempo do treino livre. Não é legal e justo? A Hispania se mata para conseguir ficar a menos de 107% do tempo do líder, mas se uma Ferrari não conseguir, simplesmente vira-se o lado da regra.

Nessas horas, eu sinto saudade do Max Mosley do fim do mandato, que peitava o chororô de Montezemolo, que dava força às equipes pequenas, que ajudou a impedir que a F1 tivesse um ridículo grid de 18 carros. Acho que esta decisão do Conselho Mundial dá um pouco do tom que terá a gestão Jean Todt, protegendo as grandes e seus valores simbólicos avalizados por auditorias — mais interessadas em quanto vale a marca do que na sua real representação no esporte.

Vale ressaltar que, neste ano, se a regra dos 107% estivesse em prática, chegaríamos ao cúmulo de ter 21 carros no grid no GP da Malásia, em que Bruno Senna, Karun Chandhok e Lucas Di Grassi não se classificariam. A Hispania não correria o GP do Bahrein, Senna não disputaria o GP da Espanha e Chandhok não estaria no grid de Montreal.

Isso é bom para o esporte? Usando um exemplo do excelente Keith Collantine, do F1Fanatic, se nas 24 Horas de Le Mans o último carro a se classificar chega a ser 29% mais lento do que o líder — e La Sarthe é mais estreito do que a maioria dos circuitos da F1, além de que se corre à noite —, não há razão para que os pilotos da F1 chiem tanto ao encontrar pela frente um carro só 7% ou 8% mais lento.

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24/06/2009 - 09:23

Na troca entre FIA e Fota, Mosley é quem perdeu mais

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Habemus paz. FIA e Fota anunciaram que chegaram a um acordo nesta quarta-feira (24). O racha da categoria não durou mais do que uma semana. A F1 continuará como está. E o acerto só foi possível porque Max Mosley e equipes decidiram fazer uma troca simples.

Está claro: a Fota cedeu de um lado, aceitando a redução de gastos, e Mosley cedeu do outro, aceitando sair de cena de vez, não concorrendo à reeleição à presidência da FIA em outubro.

Simples, mesmo. Você faz isso, que eu faço aquilo. Todo mundo ganha e perde. Mas quem perdeu mais?

Minha opinião: depois de 12 rounds, Mosley perdeu por pontos. Foi obrigado a se retirar. E Ferrari, McLaren e demais seguem no jogo.

Atualização: na correria, disse que as equipes aceitaram o teto de £ 40 mi. Interpretei mal os diversos textos que li antes de escrever essa nota. Mas o velho Max disse que as equipes aceitaram reduzir os gastos e devem chegar a um orçamento parecido ao do início dos anos 90 nas próximas temporadas. Ou seja, os times também foram obrigados a engolir um pouco do seu orgulho.

Marcus Lellis

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