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10/05/2011 - 12:13

Vai dar problema

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

Sem querer ser apocalíptico, mas já sendo, esse negócio de a FIA liberar a asa móvel no GP de Mônaco não vai dar certo. Os caras da entidade piraram na história de transformar a F1 em uma categoria repleta de ultrapassagens e autorizaram o uso do sistema de redução de arrasto na região do túnel de Monte Carlo.

E o que vai acontecer? Primeiro: isso vai incentivar os pilotos, sobretudo os menos experientes, a tentar frear no limite, buscar ao máximo a ultrapassagem na freada para a chicane. Mônaco é apertado, a freada é forte, não tem área de escape direito… Como diria Madre Teresa de Calcutá, vai dar merda.

Segundo: os carros demoram a se distanciar uns dos outros em Mônaco. O risco de fazer besteira e os pneus novos fazem os caras serem mais cautelosos no início. E é na terceira volta que o DRS é ativado. Imagina o que vai acontecer se, sei lá, o 15º colocado medir errado a hora de frear, com o pelotão intermediário todo juntinho.

Nesta terça, Rubens Barrichello criticou a decisão e disse que a FIA precisa ouvir a voz da experiência. Ele tem razão. Os pilotos é que têm de dizer se é possível ou não usar a asa traseira móvel com segurança. E me parece óbvio que a utilização do DRS ali é muito perigosa. Como não há outro ponto possível de usar o sistema, melhor deixar pra lá.

Mas não vão deixar. E pode acontecer um acidente muito forte ali. Os carros chegam a quase 290 km/h na saída do túnel. Com o DRS ativado, a velocidade vai se aproximar dos 300 km/h. Um toque ou um erro podem ser fatais. Sério.

Nunca é demais lembrar de Wendlinger, com uma área de escape um pouco diferente.

E, principalmente, de Grosjean, num acidente que não foi na chicane, mas que dá o sinal do que pode ser um acidente em Mônaco.

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22/05/2009 - 18:24

Sinais da crise aparecem também em Mônaco

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Paul Gilham/Getty Images

Nem mesmo o “mundo encantado” de Mônaco ficou imune aos problemas econômicos no mundo. O ambiente do GP de Mônaco desta temporada está bem diferente ao de tempos passados. Sinais da crise.

O relato foi feito por Nico Rosberg à revista alemã “Auto Motor und Sport”. Segundo o piloto da Williams, é fácil de observar que há muitos lugares vazios nas arquibancadas. Há poucos “superiates” na marina de Monte Carlo. Os poucos que estão atracados não são tão espetaculares. Nos hotéis, muitos quartos estão vagos. “Há menos agitação do que no passado”, falou o líder dos treinos livres desta quinta-feira (21).

Realmente, a coisa está feia em Mônaco. O que pode explicar isso é o aumento dos preços em Monte Carlo. Sim, enquanto o mundo se mata para guardar o pouco que resta de dinheiro, os monegascos decidiram colocar os preços que já eram altíssimos “no topo do céu”. Isso foi abordado pelo Flavio Gomes em seu blog.

O Jackie Stewart não pôde se hospedar na suíte que ocupava há 40 anos no Hotel de Paris, na Praça do Cassino. Em 2008, para passar cinco noites, foram gastos US$ 40 mil. Esse ano, pelo mesmo período, o hotel passou a cobrar US$ 75 mil.

O patrocinador de Sir Jackie, o Royal Bank of Scotland, avisou que não tinha cacife para bancar as despesas. E mandou o tricampeão mundial procurar uma outra alternativa.

Não sei se ele achou. Pelo jeito, houve casos parecidos. E o pessoal preferiu não colocar a mão no bolso.

Como disse, sinais da crise.

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