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15/06/2009 - 13:55

Lição de insegurança

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Carlos Pardo morreu. Confesso que sequer havia ouvido falar nele até sua morte. Ontem, liguei a TV, passei pelo Speed e a corrida da Nascar México, em Puebla, estava passando. Não quis ver. Fui esperar a final da NBA, acho.

Hoje, soube do acidente e da morte do piloto. Vi o video, que está no Grande Prêmio. Fui me informar melhor sobre o que aconteceu para fazer a notinha. Jorge Goeters abriu a última volta em primeiro. Pardo o ultrapassou. No ímpeto para retomar o primeiro lugar, Goeters tocou o rival, que foi a 220 m/h em direção à ponta de um muro.

Sim, algo como uma ponta. Um muro interno que não é uniforme, que se inicia em meio à reta. O carro 21 de Carlos foi em direção à quina desta dita proteção. E ele morreu.

Não vou dissertar sobre a segurança dos bólidos da Nascar México por não conhecer a estrutura tubular dos carros, muito menos entender de resistência de materiais. Mas o absurdo é evidente. Como absurdos são tantos dos nossos autódromos — guard-rails datados dos anos 1970, barrancos no lugar das áreas de escape — e tantas coisas no automobilismo brasileiro — ausência de antidoping, capôs voadores. 

Vocês sabem do que eu estou falando.

E pensar que Ruben Pardo, irmão mais novo e companheiro de equipe de Carlos, viu tudo de perto. Não sei olhar para este tipo de coisa com frieza. Espero continuar assim.

[Felipe Paranhos]

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