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21/09/2011 - 18:04

Villeneuve quer comprar a Red Bull

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Red Bull

FELIPE GIACOMELLI [@daewlz]

Villeneuve está preparando mais uma volta ao automobilismo. Ao contrário do que você imaginou quando leu o título deste post, o canadense, que já passou por Indy, F1, Nascar, Top Race, Stock Car, Le Mans Series, V8 Supercars e Speedcar Series, parece ter se voltado novamente ao mercado americano. Mais precisamente, a Nascar.

De acordo com o site Scene Daily, o canadense é um dos interessados em comprar a Red Bull, que já anunciou deixar a categoria ao final da atual temporada.

O empresário de Villeneuve já confirmou o interesse do piloto, mas admitiu que ele precisa reunir os recursos necessários para a negociação. Uma solução apontada para o piloto é comprar a equipe e disputar apenas alguma das etapas da categoria em 2012, com outro piloto – que trouxesse dinheiro – fazendo as demais.

Um rumor apontado pelo próprio site é o ex-piloto de F1 se aliar a Brian Vickers, que atualmente compete pela Red Bull. O americano, que começou a carreira correndo pela equipe do próprio pai antes de se transferir para a Hendrick, afirmou que não deve correr em um time familiar, mas não falou nada quanto a se associar a outro piloto.

Villeneuve participou de três etapas da Nascar desde 2007 – e não conseguiu se classificar para outra – conseguindo a 21ª colocação, justamente na estreia em Talladega, como melhor resultado.

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20/09/2011 - 15:35

Montoya, 36

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Um dos principais expoentes do automobilismo latino-americano na última década, Juan Pablo Montoya completa nesta terça-feira (20) 36 anos de idade. O colombiano foi destaque por onde passou, seja na extinta F3000, na Indy, quando foi campeão pela Ganassi em 1999, levou a histórica edição das 500 Milhas de Indianápolis, em 2000, e depois, na F1. Na categoria máxima do esporte a motor, ‘El Gordito’ não chegou a ser campeão, mas foi o único que peitou Michael Schumacher e o encarou de igual para igual, mesmo em seu primeiro ano na Williams.

Montoya poderia ter sido campeão, tinha potencial para isso, mas esbarrou na supremacia incontestável de Schumacher e da Ferrari. Fosse Juan pilotando o outro carro de Maranello, eu arrisco dizer que a história seria diferente. O colombiano não era de aliviar o pé e jamais abriria passagem para Michael vencer uma corrida, como aconteceu várias vezes como Rubens Barrichello. Mas quis o destino que Montoya fosse para a Williams e tivesse como companheiro o irmão de Schumacher, Ralf, sumariamente batido por Juan.

Em 2004, o piloto foi responsável pela última vitória da Williams na F1. Juan Pablo cruzou a linha de chegada do GP do Brasil na ponta (veja o vídeo abaixo), e desde então, jamais outro carro FW alcançou tal primazia, o que, pelo andar da carruagem e com a equipe em decadência, é bem provável que tal momento não volte mais a se repetir. Uma pena para um time com a história que tem a Williams.

De saída de Grove, Montoya rumou para a McLaren em 2005. Tudo indicava que seria mesmo uma fase vitoriosa, e até foi. O colombiano venceu mais três vezes naquele ano, sendo a última de todas novamente no Brasil. Mas o fato é que o cara estava mesmo é de saco cheio da F1 e de Ron Dennis, tanto que em 2006, Juan Pablo se cansou de tudo e voltou para a América para ser feliz na Nascar, onde poderia comer à vontade no Burger King sem ter medo de entalar dentro do carro.

Hoje Juan ainda persegue a primeira vitória no oval pela Nascar, já ganhou algumas corridas no misto. Ele conseguiu se adaptar bem ao meio de bastante cobrança e concorrência, e na pista, alterna boas corridas com algumas que beiram o pífio. Mas se Montoya está feliz por lá, é o que vale.

Acho que faz falta para a F1 ter um cara como Montoya. Um cara que venceu em templos do automobilismo como Mônaco e Monza. Um cara não-convencional, que não tem medo de cara feia, que não tem medo de dizer o que pensa e que não se intimida com os adversários. Nesses quesitos, acho que Lewis Hamilton, que é outro craque, é o piloto que melhor encarna o espírito do colombiano na categoria máxima do automobilismo mundial.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, Nascar Tags: , , , , , , ,
31/08/2011 - 19:07

Nem a Nascar sabe quem está no Chase

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Felipe Giacomelli [@daewlz]

Faltam apenas duas etapas para que a Nascar defina os 12 pilotos classificados para o Chase. Mas você sabe como essa dúzia é escolhida?

Primeiro, os dez primeiros na tabela de pontos após as primeiras 26 provas – a chamada temporada regular – se classificam automaticamente para a fase final. Esses dez pilotos passam a somar 2000 pontos – o que não pode mais ser alcançado por outros adversários –, além de cada vitória que conseguiram até então se torna três pontos de bônus.

Assim, por exemplo, o líder do campeonato Kyle Busch pularia para 2012 pontos. Os 2000 por estar no Chase e três a mais para cada uma das quatro vitórias até agora.

As últimas duas vagas na fase final são definidas entre os pilotos entre o 11º e o 20º lugar que mais triunfos conseguiram durante as 26 primeiras corridas, independente da posição. Atualmente, Brad Keselowski e Denny Hamlin seriam os dois que avançariam por esse critério. O piloto da Penske é o 11º na tabela e acumula três conquistas no ano, enquanto o adversário é o 13º, mas venceu uma vez.

O 12º colocado, Clint Bowyer, é o que está a ver navios no momento. O americano está somente um ponto atrás de Keselowski, mas 25 distante de Tony Stewart. Para entrar no Chase, o piloto da equipe de Richard Childress tem duas opções. Caso não vença mais, tem que ultrapassar Keselowski e Tony Stewart. Do contrário, precisa chegar em primeiro em uma das duas últimas etapas e não ser superado por Denny Hamlin na pontuação. Ou então, com uma vitória, perder a posição para o rival, mas ver Keselowski superando Stewart.

Só que não é apenas Bowyer quem precisa de uma combinação de resultados. Caso Juan Pablo Montoya – o 23º e que ainda não triunfou em 2011 – vença uma das duas últimas etapas, ele precisa apenas ganhar posições de Paul Menard, David Ragan e Marcos Ambrose, além de que Keselowski ultrapasse Stewart. Caso mais ninguém na chamada ‘Bubble’ triunfe, o colombiano está na fase final.

Complicado de entender, não? Pois é, até a Nascar está com dificuldades para analisar quem ainda tem chance de se classificar para o Chase.

Após a corrida de Bristol, realizada no último final de semana, a Nascar entrevistou Kyle Busch, Jimmie Johnson, Carl Edwards e Matt Kenseth que se garantiram matematicamente nos playoffs. A transmissão fez certa festa para eles, que comemoraram bastante a classificação.

Na segunda-feira, os fãs de Kevin Harvick alertaram a categoria que o piloto tinha sido ignorado no sábado, mas ele já estava classificado para o Chase. Embora matematicamente o patrão de Nelsinho Piquet possa cair fora do top-10, ele não tem como perder uma das vagas extras, pois já venceu três vezes no ano.

A Nascar analisou a reclamação e confirmou que o piloto está classificado. Nessa quarta-feira (31), foi a vez dos fãs de Jeff Gordon apontarem um erro da categoria. O tetracampeão está empatado com Harvick na pontuação (ambos com 782 pontos), mas perde no número de vitórias (3 a 2).

Apesar disso, mesmo que Gordon não corra mais até o final da temporada regular, o piloto não pode ser superado por dois adversários no número de pontos e de conquistas, assim, com quase cinco dias de atraso a categoria resolveu a situação de uma vez por todas e afirmou que o piloto da Hendrick também está garantido.

Assim, seis vagas para o Chase 2011 estão definidas e cerca de 20 pilotos disputam as outras seis. É uma situação bem complexa que nem a Nascar sabe quem está dentro quem está fora.

Autor: - Categoria(s): Nascar Tags: , , , , ,
20/08/2011 - 17:17

Pietro strongly supported Fittipaldi

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Tava lendo a Revista ESPN deste mês e tinha uma materinha do Ubiratan Leal sobre o Pietro Fittipaldi, neto do Emerson que tá correndo na Limited Late Model da pista de Hickory, preliminar da Nascar All American Series, conforme o Felipe Giacomelli já explicou em seu blog nerd. Até aí, tudo bem, todos estão fazendo matérias sobre o garoto, muitos sem explicar exatamente que categoria ele corre ao dizer que simplesmente que é Nascar.

Mas o que me surpreendeu foi o número de patrocinadores que o garoto ostenta em seu macacão. São 13. Vamos a eles: Garoto, Players Car Rental, Runner, Sofisa, Marconi Home Art Photography, Polishop, IBEPLog, Travel Ace Assistance, Wynn Las Vegas, Jeronimo da Veiga Empreendimentos e Participações, Baterias Moura, Bringer Corporation e Presença Trading.

É ótimo, quanto mais patrocínios um piloto tiver, melhor. Mas me pergunto quantos pilotos no Brasil têm 13 patrocinadores? Ainda que patrocinar um menino que corre numa microcategoria dos EUA deva ter um baixo custo para as empresas, o fato de um garoto ter 15 anos e tantos apoios surpreende.

É evidente, óbvio ululante, que isso só ocorre por conta de ele ser neto do Emerson. E não há nada de ruim nisso: cada um joga com as cartas que têm, como disse a Maria de Villota em relação a uma possível chegada à F1 por ser mulher (não vai acontecer). Mas, em um momento em que tantos bons pilotos param de correr e interrompem carreiras promissoras por falta de grana, essa discrepância de interesse por parte das empresas chama a atenção. Sim, porque muitos delas têm atuação no Brasil.

Aí abre-se a questão: tanto na ESPN quanto em três matérias de grandes portais que vi sobre Pietro, só consegui ler com clareza o logo da Garoto nas fotos. Ou seja, mesmo para o Brasil, a exposição destas marcas não é assim absurda. Deve ser uma aposta de longo prazo. Então, que o garoto evolua e vá bem na Nascar, seu objetivo: ter tanta empresa dando suporte é coisa para muito poucos e não deve ser desperdiçado.

Autor: - Categoria(s): Nascar Tags: , , , ,
09/08/2011 - 15:49

Geração privilegiada

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Muito antes de sequer pensar em ganhar a vida escrevendo sobre automobilismo, já acompanhava todo tipo de esporte. Do tipo que já lia jornal de esportes com cinco, seis anos, sempre gostei. E sempre escutei aquela expressão manjada dos mais velhos que diziam que no tempo deles, tudo era melhor. E talvez tenha sido mesmo, e talvez eu diga o mesmo quando ficar mais velho.

Eu não vi Pelé, Garrincha, Di Stéfano nem Cruyff jogar. Tampouco pude assistir, ainda que pela TV, uma corrida de mitos como Fangio, Clark, Stewart ou mesmo Fittipaldi. Mas ao mesmo tempo em que perdi momentos gloriosos do esporte, não posso reclamar do que ei vi e recordo e que um dia eu vou contar para meus filhos e dizer que sim, ‘que no meu tempo, que na minha época, o esporte era melhor’.

Ao longo desses 31 anos, eu ainda recordo bem os êxitos de pilotos como Piquet (o pai), Senna, Prost, Mansell e Schumacher, os mais marcantes, isso para ficar na F1. Se for enveredar pelo esporte a motor a fora, como não mencionar Wayne Rainey, Michael Doohan e Valentino Rossi como mestres das pistas? Eu também vou poder falar sobre Alessandro Zanardi, que se não chegou a ser um campeão do mundo na F1, ganhou tudo na Indy e, mais importante que tudo, deu um X na morte e está aí, inteiro, prestes a disputar a Paraolimpíada de Londres.

Confesso que até pouco tempo atrás, não tinha lá muito acesso ao rali, por exemplo. Mas claro, já tinha ouvido falar muito bem, por exemplo, de Carlos Sainz e Tommi Makinen — o popular Antero —, tetracampeão mundial (obrigado Victor e Diogo pela correção), e do clássico Subaru 555. Até que, também pelo fato de trabalhar no Grande Prêmio e acompanhar melhor o WRC, não há como não admirar um piloto como Sébastien Loeb.

Da mesma forma, eu conhecia muito pouco da Nascar. Como não tinha TV a cabo, nem tinha como assistir as corridas naqueles superovais espetaculares, mas por tudo que eu lia nas revistas especializadas, principalmente, sabia que um certo Dale Earnhardt (o pai) era o fodão. E era mesmo. Mas aí apareceu Jimmie Johnson e ganhou tudo nos últimos anos. Se já é difícil ganhar em um ano, dada a extrema competitividade da Nascar, que dirá em cinco, ainda mais de forma consecutiva!

Mas porque eu escrevo essas linhas falando de memórias no automobilismo em geral? Pois bem, o fato é que parte dessa geração que aprendi (tenho certeza que não só eu) a admirar, encabeçada por Schumacher, Loeb, Rossi. JJ, o #48, deve seguir por um bom tempo na carreira e deve também ampliar seus recordes na Nascar, já que a categoria permite que pilotos mais velhos, como Mark Martin, por exemplo, ainda consigam ser competitivos.

Mas me refiro principalmente ao trio Schumacher-Rossi-Loeb. Na última segunda-feira, Michael já deu indicações que pode em 2011 fazer, definitivamente, sua última temporada como piloto de F1, mesmo depois de passar o ano todo falando que vai cumprir o contrato com a Mercedes até 2012. Não digo que ele tem ou não de parar, acho que ele tem feito o que mais lhe dá prazer, que é correr. E ganhando um baita dinheiro por isso. Não sigo o discurso daqueles que dizem que ele se queimou ao retornar. Ao contrário: mostra que, aos 42 anos, se tivesse um carro realmente competitivo, colocaria a molecada no bolso. Que nós, fãs do bom esporte, acompanhemos cada uma das oito corridas que restam, porque podem ser sim, as últimas de Schumcher como piloto de F1.

Da mesma forma, Rossi não tem mais nada a provar para ninguém. Ganhou tudo na Motovelocidade e poderia parar quando bem entendesse. Mas quis o italiano abraçar o novo desafio, de reconduzir a Ducati às vitórias. Mas a temporada tem sido muito difícil, já que a moto não ajuda, e as equipes rivais — Honda e Yamaha —, que foram muito ajudadas nos respectivos desenvolvimentos pelo Doutor, estão em um patamar superior. Claro que Valentino tem prazer pelo que faz, mas ele tem dado a entender, em suas últimas declarações, que está de saco cheio da moto ruim. Não duvido que ele pare no próximo ano, talvez. Mesmo sabendo que ele tem ainda muita lenha para queimar.

Mas dentre os supercampeões citados, o primeiro a encerrar a carreira deve ser Loeb. Para mim, o cara é um fenômeno do esporte. Não sei se em outro esporte de alto nível um cara consegue ser campeão mundial por sete anos consecutivos. Sei que é clichê, mas Sébastien é como vinho, quanto mais velho e experiente, melhor é nas trilhas de terra e principalmente, asfalto. O francês disse que vai decidir seu futuro no WRC na próxima semana, mas fez mistério. Disse que tem três opções: seguir na Citroën, ir para a Volkswagen e encerrar a carreira no WRC. De todas as possibilidades, a última é a mais provável.

É aquilo, não vi Pelé, Di Stéfano ou Garrincha, não vi Fangio, Clark, Stewart nem Fittipaldi nas pistas. Mas não posso reclamar. Vi Loeb, Rossi e Schumacher. Minha geração é mesmo privilegiada.

Autor: - Categoria(s): F1, MotoGP, Nascar, Rali Tags: , , , , , , , , ,
09/11/2009 - 18:28

Desejos

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Felipe Paranhos

Nesta semana, estava pensando nas coisas que queria ver no automobilismo em 2010. Mais ultrapassagens, mais garagistas, mais respeito das TVs brasileiras pelo esporte… Zilhões de coisas.

Então, resolvi perguntar a vocês: se pudessem escolher uma só coisa, o que gostariam de encontrar no esporte a motor em 2010? Vale qualquer categoria: Stock, F1, Indy, A1, GP2, Truck, MotoGP, Superliga, Nascar…

Depois, ponho aqui os mais legais. Opinem.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
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