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09/02/2011 - 21:36

Definhar, agonizar, suportar

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Felipe Paranhos

* Brasileiros que estrearam na GP2 em 2005: Nelsinho Piquet e Xandinho Negrão

* Que estrearam em 2006: Lucas Di Grassi

* Em 2007: Bruno Senna, Antonio Pizzonia e Sergio Jimenez

* Em 2008: Alberto Valério, Diego Nunes e Carlos Iaconelli

* Em 2009: Luiz Razia

* Em 2010: Ninguém

* Em 2011: Ninguém

Piquet se reergue na Nascar depois do papelão que cometeu na F1. Xandinho hoje milita na Stock. Di Grassi conseguiu vaga na F1, mas acabou fora da Virgin por conta de um cara mais endinheirado. Pizzonia passou pelo momento mais difícil da sua carreira na GP2 e hoje vai bem na Stock. Jimenez tenta reconstruir a carreira na Montana e no GT1. Valério acaba de desistir dos monopostos. Nunes trouxe seu patrocínio para o Brasil. Iaconelli teve bom 2010, mas numa categoria C do automobilismo europeu, a Auto GP. Razia tem, provavelmente, a derradeira chance de lutar pelo título. E, ano passado e neste ano, não entrou nenhum piloto novo do país na categoria.

Eu sei que estou batendo nesta tecla novamente, mas, alguém tem dúvida de que, em poucos anos, não teremos ninguém na F1? Alguma duvida de que o automobilismo brasileiro de ponta está definhando?

Nem vou falar muito da Indy, que tem praticamente a mesma situação, de falta de renovação e de novatos brasileiros que duram uma ou duas temporadas (exemplos recentes são Jaime Câmara, Rapha Matos, Mario Romancini).

Obviamente não é uma questão de falta de qualidade desta geração de pilotos.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, GP2 Tags: , , , , , , , , , , ,
10/09/2009 - 21:36

De que lado, F1?

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Felipe Paranhos

Flavio e Victor falaram muito do que se poderia dizer sobre Nelsinho/Cingapura. Responsabilidades, (falta de) motivos, tudo isso deixo com eles. E muita gente anda justificando o injustificável, comparando o caso com o Áustria/2002 do Rubens Barrichello — igualmente lamentável, mas diferente.

O esporte está cheio de fraudes como a de Nelsinho — que compactuou com a armação na hora e por mais oito meses antes de ser demitido e se vingar. Menores ou maiores, há muitas outras semelhantes na desonestidade. Norberto Fontana deixar Michael Schumacher passar e bloquear Jacques Villeneuve a pedido de Jean Todt (futuro presidente da FIA [!!!]) é uma delas; Prost/Senna e Senna/Prost também; Schumacher/Hill em Adelaide e Schumacher/Villeneuve em Jerez; os inúmeros casos de doping que frustram todos os crentes no surgimento de super-homens; os apostadores criminosos que compram jogadores e os jogadores criminosos que se deixam comprar… O exagero no número de exemplos é proposital. Se parasse pra pensar mais cinco minutos, enumeraria outros 50 casos de pequenas e grandes falcatruas no esporte. E isso de maneira nenhuma justifica a atitude de Nelsinho, diga-se.

Agora chego ao que quero dizer: independente da maneira com que este escândalo emergiu, ao menos ele parece não ser ignorado pela FIA. Digo parece porque posso morder a língua no dia 21, em que a Renault será ouvida no Conselho Mundial, mas a punição dos envolvidos — Piquet inclusive, e severamente — resolve o problema. Como já disse, fraudes são inevitáveis: em qualquer lugar há gente com personalidade frágil, poucos princípios ou falha de caráter.

Se quem tem o dever de analisar, julgar e punir o fizer com justiça, continuemos com nossas paixões. Do contrário, é hora de rever tudo.

Para firmar opinião, prefiro o esporte que investiga fraudes ao que tenta iludir o público. A F1 tem mais uma oportunidade de mostrar em que lado está.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
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