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30/07/2010 - 13:26

O melhor [da GP2]

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Felipe Paranhos

Há um ano, escrevi aqui que Pastor Maldonado era o “pior piloto das grandes categorias”. Justifiquei dizendo que o venezuelano era “até rápido às vezes”, mas era “capaz de idiotices indescritíveis”. O que era verdade. Pastor sempre foi o retrato do piloto veloz, ousado, mas irregular, que frequentemente acabava com a sua corrida e com a dos outros — como fez, naquele ano, com Diego Nunes em Nürburgring, só para citar um caso.

Em 2009, Pastor ficou à sombra do campeão Nico Hülkenberg na ótima ART. Enquanto o novato  — hoje na Williams — fez 100 pontos, o veterano fez apenas 36. E, para a temporada atual, foi parar na Rapax, antiga Piquet GP, que se mostrava como incógnita para 2010.

Deu certo. Maldonado se encaixou bem na equipe e se vale da experiência com o carro da categoria — que é fundamental, ou vocês acham que o Zuber era competitivo porque era bom piloto? — para dominar os mais novos. Mas o piloto parou de cometer erros bobos e alcançou uma consistência que me lembra os tempos de Timo Glock na iSport em 2007, quando o alemão levou o título.

Desta feita, Maldonado é o melhor da categoria. E eu, se sou dono de uma dessas equipes pequenas da F1, já fechava com ele — e com o dinheiro da PDVSA, petrolífera venezuelana — para 2011.

* Na minha pesquisa pelo post em que critiquei Pastor, notei que fiz duas apostas para o título de 2010: Jules Bianchi e Giedo van der Garde. Sou péssimo em palpites, percebi. Bianchi está sendo uma decepção e Van der Garde, depois de um excelente ano na mediana Arden, está ofuscado por Sergio Pérez (que pra mim é o maior valor da GP2 hoje).

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