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14/04/2011 - 14:26

Aí, sim

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Confesso que fiquei bastante satisfeito ao ver hoje no Facebook uma foto do carro do Daniel Oliveira em Amã, na Jordânia, com adesivos de patrocinadores brasileiros. Levando em conta que hoje em dia os pilotos tupiniquins encontram dificuldades até mesmo para completar orçamento visando a disputa do Mundial de F1 — como Lucas Di Grassi —, o feito de Oliveira, único nacional a disputar o Mundial de Rali em 2011, é algo notável.

Pelo menos no Rali da Jordânia, o piloto baiano será patrocinado pela Embraer, pela Keta, empresa do setor financeiro e também de seguros, além do próprio Governo da Bahia. É preciso destacar que o WRC, apesar de ser considerado uma categoria top, jamais teve no Brasil o mesmo status que tem na Argentina, por exemplo.

E se a maior divisão do rali de velocidade do planeta não é atraente aos olhos do torcedor, esta é ainda menos visível para empresários que desejam ver suas marcas divulgadas em nível mundial. Mas é bom ver que, bem aos poucos, alguns investidores dão atenção ao rali. Aí, sim.

Infelizmente, o rali não tem a visibilidade que merece por aqui. Já venho batendo nessa tecla há tempos. O Dacar foi um exemplo claro disso. Apenas uma emissora de TV, a SporTV — é preciso reconhecer —, deu certo destaque à prova em janeiro, ainda assim, exibindo boletins no fim da noite. As outras, nem isso. E claro, baixa exposição, menor quantidade de patrocínios. O que explica a queda brusca de brasileiros inscritos na competição.

Mas aos trancos e barrancos, o esporte vai sobrevivendo aqui por essas bandas, graças a alguns mecenas, empresários apaixonados pelo rali que investem dinheiro para organizar e promover competições por todo o Brasil como o Rali dos Sertões e a Mitsubishi Cup, por exemplo. E mesmo com pouco apoio, tanto o rali de velocidade, quanto o cross-country nacional revela gente do porte de Oliveira, Guilherme Spinelli (isso para ficar só entre os pilotos de carros).

A situação de Daniel é um pouco diferente. O piloto conta com maciço apoio da Prodrive, empresa preparadora de carros de propriedade de David Richards, que criou a Brazil (assim mesmo, com Z) World Rally Team justamente para desenvolver o novo Mini, visando não apenas a atual temporada, como 2012, ano em que a montadora vai disputar todas as provas do campeonato. O time conta com estrutura de primeira e já fala em vitórias no ano que vem. Mesmo assim, um patrocínio sempre cai bem.

A equipe que conta com Daniel e o navegador luso Carlos Magalhães no comando do Mini John Cooper Works, por enquanto, da categoria S2000, cuja estreia aconteceu em Portugal no fim de março. A ‘promoção’ de Oliveira à divisão principal do WRC deverá acontecer no Rali da Itália, daqui a duas semanas.

Autor: - Categoria(s): Rali Tags: , , , , , , , , ,
12/01/2011 - 13:09

Certeira

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Felipe Paranhos

Em tempos de escassez de patrocínio, casos como esse chamam a atenção. A Certina, fabricante suíça de relógios, renovou o contrato com a Sauber. A empresa apóia o time de Peter Sauber desde 2005-2006, na entrada da BMW.

Pegou os tempos de sucesso, a primeira pole, a primeira vitória do time. E foi o único patrocinador fixo que ficou na equipe para o período de escassez, com a saída da montadora suíça alemã no fim de 2009. Todo mundo pulou fora, o carro da Sauber ficou totalmente branco, uns Burger Kings da vida apareceram ao longo do ano, mas a Certina ficou — primeiro nos retrovisores, depois nos capacetes.

Agora, a Sauber dá passo importante para se reerguer com a contratação do telefonicamente endinheirado Sergio Pérez. E a Certina continua lá, apoiando uma equipe suíça como ela, angariando simpatia por sua marca.

Caso raro.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
14/11/2010 - 16:17

Red Bull: título sem mácula

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Felipe Paranhos

Valery Rozov, do Base Jump, saltou de um helicóptero, voou em uma roupa especial e parou dentro da cratera de um vulcão. Em atividade. Travis Pastrana, multiesportista, bateu recordes de salto em distância com um carro de rali e chegou a saltar em queda livre, sem paraquedas e tomando um energético.

Terry Adams superou a dislexia para virar um campeão do BMX Flatland. Rebecca Rusch fez história ao comandar uma equipe de homens em uma edição do Eco Challenge. Robbie Maddison saltou de 25 metros de altura e pousou numa réplica do Arco do Triunfo, em Las Vegas.

Sandro Dias, o Mineirinho, foi o primeiro skatista a conseguir o 900º — manobra em que o atleta dá duas voltas e meia no ar — em uma competição oficial. Shaun White, snowboarder, foi o primeiro a conseguir medalhas nos X-Games de verão e inverno, em dois esportes diferentes.

Carolina e Maria Clara, filhas da ex-jogadora Izabel, foi a primeira dupla de irmãs a conseguir uma medalha em uma etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Felix Baumgartner foi o primeiro a cruzar o Canal da Mancha voando em um wingsuit.

Todos estes são patrocinados pela Red Bull. Todos eles têm algo inovador em seus currículos.

O negócio da Red Bull não é vender carro. Por isso, eu duvidava que a marca maculasse sua imagem vitoriosa com um jogo de equipe na F1 — embora fosse absolutamente compreensível e honesto se isso fosse feito. Mas não foi preciso.

O negócio da Red Bull é vender latinhas para o jovem que, por algumas horas, espera se sentir melhor, mais forte — com asas.

O negócio da Red Bull é patrocinar a inovação. E Sebastian Vettel foi o piloto mais jovem da história da F1 a marcar pontos, obter uma pole, vencer uma corrida e conquistar um título mundial.

Um título de Webber seria comemorado, claro, pela visibilidade da marca, pelo número 1 na carenagem do carro de 2011, por recuperar um piloto que parecia semiaposentado.

Mas é Vettel o retrato do carisma, da inovação, da renovação, da Red Bull.

Apostar cedo em Sebastian foi o investimento perfeito, deve pensar um certo Mateschitz na madrugada austríaca.

* P.S.: A curitibana Marília Compagnoni e o Gabriel de Amorim, aqui nos comentários, notou uma coisa interessante nesta foto aí de cima. Cadê o Webber? Hum… Como diria aquele apresentador de TV muso das nossas avós, significa.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
14/06/2010 - 08:55

Tá explicado

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Felipe Paranhos

Na sexta-feira: “Chandhok se oferece à Force India para 2011 e exalta seu rendimento na F1”.

No sábado: “Chandhok descumpre acordo com Hispania e pode perder vaga”.

Não que seja muito difícil deduzir, mas ficou ainda mais claro que Karun cava tanto um lugar na Force India porque é esta a melhor (a única?) chance de ele ficar um tempo razoável na F1. Chandhok admitiu que a maioria dos possíveis patrocinadores contatados na Índia fica em cima do muro entre apoiar um piloto indiano e uma equipe indiana. E, convenhamos, ele está em desvantagem nesta disputa.

Adrian Sutil leva patrocinadores para a Force India, como se sabe. E é mais de quatro vezes o que Chandhok prometeu e — segundo o “Hindustan Times” — não cumpriu para a Hispania. Sendo assim, e adicionando a esta questão o fato de que o time de José Ramón Carabante continua precisando de dinheiro, Karun pode ficar sem nada nas mãos.

Já pensou, Christijan Albers de volta à F1? Ainda bem que não há mais reabastecimento…

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
24/02/2010 - 17:41

Negócios e esporte (ou Indy: uma polêmica)

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Lloyd

Felipe Paranhos

Tudo começou quando um usuário de um fórum norte-americano disse ter escrito um email para o diret0r-executivo da HER, energético que patrocinava Alex Lloyd até o ano passado — e coloria seus carros e macacões de rosa, já que o produto é voltado para as mulheres. Aparentemente, já que não encontrei o email enviado por ele — acho que não disponibilizou —, o torcedor pedia satisfações sobre o fim do apoio ao piloto britânico.

O cara, Brett Jacobson, supostamente respondeu. Digo supostamente porque há quem questione a autenticidade do email, publicado apenas em texto e com alguns erros de inglês. Brett reclamou do tom utilizado pelo fã, afirmou que não é apenas um patrocinador que mantém um carro na pista e lembrou o fato de que a Versus, detentora dos direitos de transmissão da categoria, tem pouca audiência. Ou seja, disse que a visibilidade de um produto em um carro da Indy é bem menor do que foi no passado. Como disse que o rapaz foi deselegante ao reclamar da empresa, ele retrucou dizendo que é por emails como aquele, reclamando do fim de um patrocínio, que as empresas fogem da IRL: falta, segundo o suposto Brett, lealdade dos torcedores da Indy às empresas que apoiam/apoiaram pilotos de lá.

Vamos, então, à questão mais relevante. Com a delicadeza habitual, Mr. Paul Tracy criticou o fato de, no treino de hoje da Indy em Barber, haver apenas quatro pilotos da América do Norte: Danica Patrick, Marco Andretti, Ryan-Hunter Reay e Sarah Fisher. “E caras como [Graham] Rahal, eu e [Buddy] Rice têm de ficar em casa assistindo. Se é isso que vocês, torcedores, querem, divirtam-se”, falou.

O rotundo canadense pediu aos fãs da Indy para que avisassem ao “novo caubói na cidade” [Randy Bernard, novo diretor-executivo da IRL, ex-chefe da liga americana de rodeio] o que eles querem da categoria. E disparou contra os pilotos pagantes, que, afinal, fazem a categoria — e quase todas as outras do mundo, diga-se. Tracy afirmou que a IRL precisa de pilotos com torcida, não de quem tem grana. E disse, mui singelamente: “Se você quer um sanduíche de merda, não espere que ele não tenha gosto de merda. Se você quer boas corridas, diga a eles que você quer os bons pilotos!”

E aí, finalmente, o gordinho chegou ao ponto que falávamos no início deste texto: “O diretor-executivo da HER desceu a porrada na IRL… Não posso concordar com ele sobre os torcedores não serem leais. Os fãs de fórmula foram tolamente leais pelos últimos 15 anos, já que as duas categorias [IRL e Champ Car] arrastaram o automobilismo de fórmula ao fundo do oceano. Mas já seguramos a respiração demais”, disse, antes de “implorar” para que cada torcedor tome o controle daquilo que “ama e quer da Indy”.

Tracy ganhou o apoio de Oriol Servià. Notório gozador, Nelson Philippe mandou um recado para o canadense. “Só fazendo um flashback… Lembra quando você tentou “matar” Bourdais em Cleveland/06? Bons tempos, bons tempos…”

Senti uma ironia aí.

O futuro da Indy está no meio dessas duas histórias. Para dizer a verdade, o futuro do automobilismo está no meio disso tudo: grana, negócios, visibilidade, interesses, patrocinadores… E, se houver espaço, talento. O que pensam vocês?

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , , ,
21/11/2009 - 14:53

Lotus? Sobe

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1Malaysia F1 Team

Felipe Paranhos

Em seu Twitter, o dono da Lotus, Tony Fernandes, disse que quase todos os patrocínios para a F1 já estão confirmados. Para entrevistá-lo outro dia (você pode reler a conversa aqui), notei que, empresário muitíssimo bem-sucedido, o malaio é o tipo do cara que coloca o estilo do seu negócio — no caso, serviços de baixo custo — nas mais diversas áreas: aviação, hoteis, agora cartões de crédito.

A F1 que reduz custos, portanto, é o mercado ideal para os negócios de Tony. A Lotus leva um país em seu nome — 1Malaysia F1 Team —, vai ficar sediada no circuito de Sepang e captará a maioria de seus patrocínios pela Ásia. Foi a última das quatro equipes novas para a temporada 2010 a ser anunciada e, num instante, demonstra que está avançada — ou, pelo menos, no mesmo nível — em relação às outras novatas.

Claro que ainda há muita coisa para acontecer, mas a impressão é a de que os malaios não entraram na F1 pra virar chacota ou pra sair depois de um ano.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
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