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06/03/2011 - 16:11

Round 1… Fight!

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Felipe Paranhos

Vou entrar na seara (rapaz, sempre sonhei em usar seara num texto sem falar daquela fabricante de rangos) do meu bróder Felipe Giacomelli e comentar o episódio que envolveu Robby Gordon e Kevin Conway neste fim de semana. Apesar de a Nascar ter divulgado que houve um desentendimento entre os dois na área das garagens, o fato de ter punido o velho Robby com uma advertência — uma ‘liberdade condicional’, em suma — indica que, sim, rolou uma porrada básica.

E aí eu me lembrei de outras pancadarias no automobilismo. Tem o clássico Piquet x Salazar, tem Paul Tracy entrando pra história ao brigar tanto com Sébastien Bourdais quanto com Alex Tagliani, como pode ser visto cá.

Na F1 também tem quase-vias-de-fato. Em 1998, durante o GP da Bélgica, David Coulthard jogou no lixo a corrida de Michael Schumacher, que ficou irritado e foi aos boxes da McLaren catar o escocês. Quaaase deu M.

Aaah, lembrei de mais uma. GP do Brasil de 2009, Trulli e Sutil saem na primeira volta. Depois, rolou dedo na cara. Em Abu Dhabi, essa discussão deveras interessante. Essas são as minhas confusões. Tem alguma porrada ou quase porrada marcante para vocês?

Autor: - Categoria(s): F1, Nascar Tags: , , , , , , ,
24/02/2010 - 17:41

Negócios e esporte (ou Indy: uma polêmica)

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Lloyd

Felipe Paranhos

Tudo começou quando um usuário de um fórum norte-americano disse ter escrito um email para o diret0r-executivo da HER, energético que patrocinava Alex Lloyd até o ano passado — e coloria seus carros e macacões de rosa, já que o produto é voltado para as mulheres. Aparentemente, já que não encontrei o email enviado por ele — acho que não disponibilizou —, o torcedor pedia satisfações sobre o fim do apoio ao piloto britânico.

O cara, Brett Jacobson, supostamente respondeu. Digo supostamente porque há quem questione a autenticidade do email, publicado apenas em texto e com alguns erros de inglês. Brett reclamou do tom utilizado pelo fã, afirmou que não é apenas um patrocinador que mantém um carro na pista e lembrou o fato de que a Versus, detentora dos direitos de transmissão da categoria, tem pouca audiência. Ou seja, disse que a visibilidade de um produto em um carro da Indy é bem menor do que foi no passado. Como disse que o rapaz foi deselegante ao reclamar da empresa, ele retrucou dizendo que é por emails como aquele, reclamando do fim de um patrocínio, que as empresas fogem da IRL: falta, segundo o suposto Brett, lealdade dos torcedores da Indy às empresas que apoiam/apoiaram pilotos de lá.

Vamos, então, à questão mais relevante. Com a delicadeza habitual, Mr. Paul Tracy criticou o fato de, no treino de hoje da Indy em Barber, haver apenas quatro pilotos da América do Norte: Danica Patrick, Marco Andretti, Ryan-Hunter Reay e Sarah Fisher. “E caras como [Graham] Rahal, eu e [Buddy] Rice têm de ficar em casa assistindo. Se é isso que vocês, torcedores, querem, divirtam-se”, falou.

O rotundo canadense pediu aos fãs da Indy para que avisassem ao “novo caubói na cidade” [Randy Bernard, novo diretor-executivo da IRL, ex-chefe da liga americana de rodeio] o que eles querem da categoria. E disparou contra os pilotos pagantes, que, afinal, fazem a categoria — e quase todas as outras do mundo, diga-se. Tracy afirmou que a IRL precisa de pilotos com torcida, não de quem tem grana. E disse, mui singelamente: “Se você quer um sanduíche de merda, não espere que ele não tenha gosto de merda. Se você quer boas corridas, diga a eles que você quer os bons pilotos!”

E aí, finalmente, o gordinho chegou ao ponto que falávamos no início deste texto: “O diretor-executivo da HER desceu a porrada na IRL… Não posso concordar com ele sobre os torcedores não serem leais. Os fãs de fórmula foram tolamente leais pelos últimos 15 anos, já que as duas categorias [IRL e Champ Car] arrastaram o automobilismo de fórmula ao fundo do oceano. Mas já seguramos a respiração demais”, disse, antes de “implorar” para que cada torcedor tome o controle daquilo que “ama e quer da Indy”.

Tracy ganhou o apoio de Oriol Servià. Notório gozador, Nelson Philippe mandou um recado para o canadense. “Só fazendo um flashback… Lembra quando você tentou “matar” Bourdais em Cleveland/06? Bons tempos, bons tempos…”

Senti uma ironia aí.

O futuro da Indy está no meio dessas duas histórias. Para dizer a verdade, o futuro do automobilismo está no meio disso tudo: grana, negócios, visibilidade, interesses, patrocinadores… E, se houver espaço, talento. O que pensam vocês?

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , , ,
27/07/2009 - 03:12

Tracy x Moraes (Tagliani, Bourdais)

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Felipe Paranhos

Primeira volta do GP de Edmonton. Paul Tracy, da KV, tenta ultrapassar Mario Moraes, também da KV, por dentro de uma curva que não é ponto normal de ultrapassagem no circuito. Batem. Moraes, que fazia normalmente o contorno, tem sua suspensão quebrada e abandona. Tracy segue na pista e termina em sexto.

Moraes esquece a boa vizinhança e diz, no Twitter, que Paul “só tem fudido tudo”, em vez de ajudar no desenvolvimento. O canadense retruca: “Ele é muito louco está muito irritado e disse à equipe que não quer falar comigo. É melhor ter amigos do que odiar a todos.” [Havia errado a tradução, me perdoem. Coisas de quem escreve às 3 da manhã]

Aqui um parêntese sobre o boa-praça Tracy e dois de seus melhores amigos.

Eu adoro a Indy por sua autenticidade. Nesta F1 asséptica, isso nunca aconteceria. Mas, sem dúvida, é um problema para a KV. Moraes é bastante talentoso, mas, por azares e erros, tem abandonado muitas provas nesta temporada. E tem só 20 anos. Tracy tem o dobro da idade, corre só as provas que seu patrocinador canadense banca, mas tem ido bem nos mistos. Abandonou em Toronto graças a um erro infantil de Castroneves e só lamentou, não partiu para a briga.

Para mim, Tracy errou feio, mas acho que outras pessoas podem perfeitamente achar que o acidente foi “de corrida”. O que me parece claro é que a maioria dos pilotos da Indy tem problemas na hora de calcular se dá ou não para ultrapassar em um circuito misto. Alguns por inexperiência — Moraes, Matos —, outros por grossura — Tracy, Viso. Não vejo, por exemplo, Dixon e Franchitti, dois pilotos extremamente técnicos, se tocarem ou causarem acidentes por falha feia — como, aliás, o próprio Moraes fez com Ed Carpenter em Glen.

Continuo achando que a Indy devia correr mais em mistos. Sempre sai algo de interessante para debater. Mas quem tem razão? Vejam e opinem. O lance ocorre a 0s33 do vídeo que está aqui.

Autor: - Categoria(s): F-Indy Tags: , , , , ,
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