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22/01/2011 - 13:50

No bico do corvo

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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Na última sexta-feira (22) a FIA divulgou a lista com 19 finalistas a uma das dez vagas no programa da Academia de Excelência de Jovens Pilotos, com nomes oriundos de países como Bahrein, Israel, Suécia, Estados Unidos e Inglaterra.

Entretanto, nenhum brasileiro estava relacionado para a fase final do programa. O que não significa que o automobilismo tupiniquim é inferior ao barenita ou israelense, por exemplo, mas, de fato, acende um sinal de alerta por aqui.

Mas que o automobilismo de base do Brasil está no ‘bico do corvo’, não há dúvidas. Prova disso é o F3 Brazil Open, evento de caráter internacional — como mostra o nome do evento em inglês — que serve como abertura das competições em 2011.

Apesar da louvável iniciativa por parte da organização da prova e da programação contar com bons nomes nacionais, como Lucas Foresti, Victor Guerin, Pipo Derani e Yann Cunha, nenhum estrangeiro alinhou no grid da primeira etapa em Interlagos, que contou com apenas nove pilotos, sendo sete da categoria principal e dois da Light.

O enfraquecimento das categorias de monopostos no Brasil caminha na contramão do fortalecimento das competições de carros turismo, como Stock Car, GT Brasil e Porsche Cup, num fenômeno parecido com o existente na Argentina, que cada vez conta com menos pilotos disputando provas na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo.

Atualmente, as carreiras ascendentes de pilotos como Cesar Ramos, Rafael Suzuki, Lucas Foresti, Adriano Buzaid e Gabriel Dias não são regra, são exceção por aqui. Com cada vez menos dinheiro e espaço na mídia, as categorias de base do Brasil estão a dois passos do abismo.

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