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18/08/2010 - 12:43

Caubói de Indianápolis

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JOÃO PAULO BORGONOVE

Quando Tony George foi praticamente chutado da Indy, uma lacuna surgiu na categoria. Um dos principais responsáveis pela ruptura da verdadeira e antiga Indy estava sendo deposto de seu trono. Uma incógnita surgiu.

Mas os comandantes de Indianápolis deram o famoso pulo do gato e trouxeram o responsável por vermos, nas antenas parabólicas, aqueles rodeios espetaculosos estadunidenses, que cresceram em mídia e enriqueceram muita gente. Randy Bernard é o nome dele.

O dirigente, após 15 anos no ramo da montaria, assumiu o cargo de diretor-executivo da Indy. Sua missão? Tirar a categoria do buraco após a união da IRL com a saudosa Champ Car. Dar show, trazer audiência e dinheiro.

Bernard, que chegou em março, já dá seus passos. As 500 Milhas desse ano contaram com uma classificação inédita, dando pontos aos qualificados para a prova. Foi um sucesso, creio. Eu gostei. Teve super-pole e tudo mais.

Outra: o número de carros nas pistas cresceu. Temos 24 disputando a temporada toda. Teremos 29 em Chicago. Isso é bom, independente de alguns pé-de-zebras que correm na categoria. Tirando três ou quatro, o nível dos pilotos da Indy subiu. Os 20 primeiros, em mistos, sempre estão separados por apenas 1s. Nos ovais, não chega a isso no grid completo, contando Milka Duno.

Algumas das corridas estão chatas, é verdade. Culpa das pistas, creio. Mid-Ohio dá público, mas é muito chata. Edmonton é horrível. E assim vai. Bernard está cuidando disso. Trouxe Loudon de volta para 2011. Mas faltam outras clássicas, como Cleveland, Laguna Seca, Elkhart Lake, Fontana…

Em 2012 teremos um novo conceito de carros e de competição. Será interessante. É esperar pra ver. Mas, vá lá, melhorou muito, já.

Autor: - Categoria(s): 500 Milhas, F-Indy Tags: , , ,
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