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15/12/2010 - 15:14

Kers emagrecer? Pergunte-me como

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Felipe Paranhos

Um piloto é um atleta. Atletas não podem se dar ao luxo de engordar. Mas um atleta precisar emagrecer para ajudar a equipe é uma palhaçada, convenhamos. Fernando Alonso, 1,70 m e 68 kg, pretende perder 3 kg. Rubens Barrichello também vai perder peso, a pedido da Williams.

Tudo isso por causa do KERS. A solução que a F1 encontrou para parecer “verde” causou polêmica em 2009 e, convenhamos, não fez a menor falta neste ano. O sistema, que deu mais uma variável negativa para algumas equipes, vai voltar em 2011.

A distribuição do peso em um carro é primordial em seu desempenho, pois altera a estabilidade. Assim, os três pilotos bem mais baixos (e, portanto, mais leves) que seus companheiros levaram vantagem em 2009, como nos casos de Heidfeld-Kubica na BMW (19 pontos a 17), Vettel-Webber na Red Bull (84 a 69,5) e Fisichella-Sutil (8 a 5). As diferenças de altura nestes casos eram de 22 cm, 10 cm e 11 cm, respectivamente.

Talvez seja coincidência. Mas será que ser alto ou baixo vai entrar no critério de escolha de pilotos pelas equipes? Não duvido… Em breve, pra entrar na F1 vai ter que ser rico, carismático, bonito… e micro.

Atualização: Pessoal nos comentários mostrou que eu sou um tanga desinformado e que FI e Red Bull não tinham KERS em 2009. Portanto, os exemplos que citei não fazem o menor sentido. Desculpem os transtornos. Em obras.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
01/12/2010 - 14:10

Moral

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Felipe Paranhos

Ser esportista de ponta é poder falar o que quiser. Robert Kubica passou aquele lubrificante antes, mas disse com todas as letras que preferia ter a seu lado um piloto mais experiente em 2011. Ou seja, se pudesse escolher, mandaria Vitaly Petrov se consolar com o Putin.

A vaga na Renault continua vaga — sempre quis escrever isso. Mas parece mesmo que Vitaly deve continuar, pelo que se vê na imprensa europeia. Ainda assim, Kubica fala o que pensa. É difícil ver isso hoje em dia, vocês sabem.

O que mais me chamou a atenção, entretanto, não foi a sinceridade, mas o desprendimento de Robert. Pergunta ao Alonso se ele prefere ter um Nelsinho ou um Massa como companheiro. Ao Schumacher se ele prefere ter um Sam Bird ou um Rosberg do lado. Kubica chegou à F1 ao lado de um piloto mais forte — Nick Heidfeld. Perdeu duas  vezes, 2007 e 2009, ganhou na mais importante, 2008.

Eu não acho que Kubica realmente fez muito até 2010. Mas, neste ano, ficou claro que ele precisa de um carro melhor no futuro.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
26/01/2010 - 12:18

Os destinos de Heidfeld e Kubica

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Felipe Paranhos

Vejo no Victal, o blog do chefe, que Nick Heidfeld desistiu de tentar um lugar no grid em 2010. Nesse momento, eu vejo que ele tem razão no que disse um tempo atrás: realmente, marketing e carisma contam muito na F1. Grosso modo, porque não encontrei o link, o alemão havia declarado não saber o porquê de tantas especulações em torno do futuro de Robert Kubica, sendo que ele havia ficado à frente do polonês em dois dos últimos três anos.

E é verdade. Heidfeld não é mau piloto, definitivamente. Só pra ficar em alguns que já tiveram algumas chances na F1, Trulli, Kova, Glock… Vejo todos como inferiores. Kubica fez ótimo 2008, é verdade, convenceu. Mas, quando o carro não foi bom, como em 2007 e 2009, penou muito. E o carro da Renault não deve ser nenhuma maravilha neste ano.

Mas aí alguém poderá dizer: “Ah, mas no carro que realmente poderia conquistar resultados, ele brilhou”. E quem garante que o desempenho daquela temporada vai se repetir? Acho Kubica extremamente talentoso, mas ainda precisa mostrar mais. Sobretudo nas dificuldades. Terá suas chances, afinal tem apenas 25 anos contra 32 de Nick, mas corre o risco de ficar marcado como um cara de brilhos efêmeros na F1.

E Nick deve ficar como reserva dalguma equipe. Poderia mudar de categoria — não seria má ideia.

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