Publicidade

Publicidade

20/09/2011 - 15:35

Montoya, 36

Compartilhe: Twitter

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Um dos principais expoentes do automobilismo latino-americano na última década, Juan Pablo Montoya completa nesta terça-feira (20) 36 anos de idade. O colombiano foi destaque por onde passou, seja na extinta F3000, na Indy, quando foi campeão pela Ganassi em 1999, levou a histórica edição das 500 Milhas de Indianápolis, em 2000, e depois, na F1. Na categoria máxima do esporte a motor, ‘El Gordito’ não chegou a ser campeão, mas foi o único que peitou Michael Schumacher e o encarou de igual para igual, mesmo em seu primeiro ano na Williams.

Montoya poderia ter sido campeão, tinha potencial para isso, mas esbarrou na supremacia incontestável de Schumacher e da Ferrari. Fosse Juan pilotando o outro carro de Maranello, eu arrisco dizer que a história seria diferente. O colombiano não era de aliviar o pé e jamais abriria passagem para Michael vencer uma corrida, como aconteceu várias vezes como Rubens Barrichello. Mas quis o destino que Montoya fosse para a Williams e tivesse como companheiro o irmão de Schumacher, Ralf, sumariamente batido por Juan.

Em 2004, o piloto foi responsável pela última vitória da Williams na F1. Juan Pablo cruzou a linha de chegada do GP do Brasil na ponta (veja o vídeo abaixo), e desde então, jamais outro carro FW alcançou tal primazia, o que, pelo andar da carruagem e com a equipe em decadência, é bem provável que tal momento não volte mais a se repetir. Uma pena para um time com a história que tem a Williams.

De saída de Grove, Montoya rumou para a McLaren em 2005. Tudo indicava que seria mesmo uma fase vitoriosa, e até foi. O colombiano venceu mais três vezes naquele ano, sendo a última de todas novamente no Brasil. Mas o fato é que o cara estava mesmo é de saco cheio da F1 e de Ron Dennis, tanto que em 2006, Juan Pablo se cansou de tudo e voltou para a América para ser feliz na Nascar, onde poderia comer à vontade no Burger King sem ter medo de entalar dentro do carro.

Hoje Juan ainda persegue a primeira vitória no oval pela Nascar, já ganhou algumas corridas no misto. Ele conseguiu se adaptar bem ao meio de bastante cobrança e concorrência, e na pista, alterna boas corridas com algumas que beiram o pífio. Mas se Montoya está feliz por lá, é o que vale.

Acho que faz falta para a F1 ter um cara como Montoya. Um cara que venceu em templos do automobilismo como Mônaco e Monza. Um cara não-convencional, que não tem medo de cara feia, que não tem medo de dizer o que pensa e que não se intimida com os adversários. Nesses quesitos, acho que Lewis Hamilton, que é outro craque, é o piloto que melhor encarna o espírito do colombiano na categoria máxima do automobilismo mundial.

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1, Nascar Tags: , , , , , , ,
16/07/2010 - 12:09

Dennis, o Pimentinha

Compartilhe: Twitter

JOÃO PAULO BORGONOVE

Eddie Jordan, ex-chefe de equipe e dono da Jordan, hoje trabalha na BBC, rede de TV britânica que cobre a F1. Jordan, todo pimpão, foi entrevistar Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, durante o GP da Inglaterra, em Silverstone, ao vivo, quando sua comunicação falha e, com isso, atrapalha a entrevista.

Ao fundo, sorridente, aparece Ron Dennis, mandatário da McLaren, mexendo em algo pouco antes da falha que atrapalhou Jordan. O dirigente cortou o cabo de comunicação. Resultado: Jordan pretende processar Dennis pelos danos causados pela traquinagem, segundo o tablóide inglês “The Sun”.

Ron Dennis teria procurado a direção da BBC, mas nenhum pedido de desculpas formal foi emitido.

Não sei qual é a relação de ambos – se são amigos ou não -, mas acho que brincadeira tem hora, principalmente se isso prejudica o trabalho de alguém. Ok, reclamamos que a F1 está chata e tal, mas tudo tem limite, creio. Mas uma coisa fica: eu não sabia desse lado “brincalhão” de Ron Dennis.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
Voltar ao topo