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04/03/2010 - 14:34

O espetáculo e o perigo

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Felipe Paranhos

95082_118279_indybia05nAlgum tempo atrás, prometi fazer a série Canastras aqui, só com as coisas que pilotos se submetem por patrocinadores. Tipo cozinhar paella na Espanha, como fizeram Hamilton e De la Rosa ano passado. Nem todas são legais.

As ações de divulgação que incluem o carro na pista, porém, costumam ser interessantes. Foi o caso do passeio a 150 km/h de Bia Figueiredo no carro de dois lugares da Indy. É inusitado, chama a atenção e deixa a cidade no clima do evento em questão. Sobretudo por ser no fim da madrugada, não atrapalhando o trânsito.

Mas uma coisa me deixou encucado na declaração de Bia ao jornalista Gustavo Antonio, do Terra [Não sei se foi dito a outros jornalistas também. Se sim, desculpem].  “Não dava para correr muito, porque em certos lugares pessoas atravessavam. Quase peguei uma mulher com um cachorro”, disse a pilota.

Opa. Pessoas atravessavam? Que espécie de esquema especial foi esse feito pela prefeitura, com o auxílio da Companhia de Engenharia de Tráfego local?

Ainda bem que a Bia teve a honestidade de contar isso, “achando curiosa a reação de estranheza de muitos espectadores que não sabiam do evento”, de acordo com o repórter do portal. E ainda bem que nada aconteceu, pela integridade de todos, inclusive da Bia, que nada teria a ver com um eventual acidente.

Mas determinadas coisas no Brasil me fazem acreditar que desastres não acontecem por pura sorte…

P.S.¹: Ah, o Canastras vai sair.

P.S.²: O clique é de Miguel Costa Jr.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , ,
20/11/2009 - 17:01

Justo

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Todos os sites especializados noticiaram — alguns mais, outros menos — o impacto do ciclone que virou do avesso parte do Rio Grande do Sul ontem, deixando mais de 7 mil pessoas desabrigadas. A estrutura da Stock acabou sobrando também e, num trabalho louvável de recuperação, hoje as coisas voltaram ao normal na pista.

Agora à tarde, recebemos release com declaração interessante do Andreas Mattheis, que pede a mudança da prova em Tarumã para a primeira metade da temporada.  “Nos últimos anos, este foi o terceiro problema sério no estado. Se a ventania e a tempestade de ontem tivessem ocorrido domingo durante a corrida, ninguém sabe o que poderia ter acontecido. Se há um problema com o clima nesta época do ano, devemos antecipar a data da prova”, disse.

E tem toda razão. Claro que não dá para prever algo de dimensões tão grandes quanto o que houve na quinta, mas é preciso se — para usar palavra da moda — “blindar” contra esta possibilidade. E isso não é exclusividade da Stock — vide F1 em Sepang, na época de chuvas e com corrida no fim da tarde.

E aí coloco questão adjacente, mas intimamente ligada às condições do tempo: Tarumã, definitivamente, não é um circuito seguro nem no seco, quanto mais na chuva. E, sinceramente, os esforços pela segurança dos autódromos brasileiros (CBA, oi?) são praticamente nulos. Para que não se pague com vidas e tenhamos de ouvir a ladainha dos que não fazem nada lamentando a “fatalidade”, quanto menos arriscar, melhor.

Autor: - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , , , ,
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