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11/04/2011 - 11:53

Sinal fechando

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Felipe Paranhos

Duas corridas da F1 em 2011 e algumas impressões começam a surgir. A Red Bull domina como esperado, a Hispania chafurda como esperado, Kobayashi mita como esperado… Mas, aqui, eu atento ao desempenho da Williams.

A equipe, que teve para este ano a grana de Pastor Maldonado para ajudar no orçamento, parece ter feito um carro bem fraquinho — o que, aliás, foi minha primeira sensação sobre o FW33, numa conversa com Victor Martins durante a pré-temporada.

Fraquinho em todos os sentidos. Na Austrália, Maldonado largou em 15º, Rubens Barrichello em 17º, este depois de cometer um erro e ficar na brita. Hoje, não dá para descartar que o brasileiro tenha errado, algo incomum, porque estava levando ao limite um carro ruim.

Na Malásia, Rubens conseguiu a 15ª posição no grid, enquanto Maldonado caiu no Q1 e partiu do 18º lugar. A Williams terminou 2010 como a sexta melhor equipe e, neste iniciozinho de 2011, só está à frente das três ex-novatas, tendo perdido terreno para Force India, Sauber e Toro Rosso.

O pior, entretanto, não está na classificação e, sim, na corrida. Nenhum dos dois pilotos completou uma das duas corridas da temporada. E sempre por problemas no carro: Rubens abandonou com defeitos na transmissão em Melbourne e no sistema hidráulico em Sepang, enquanto Pastor repetiu  Barrichello na Austrália e foi traído pelo sistema elétrico em Sepang.

Até agora, das 114 voltas dos dois GPs do Mundial de 2011, Barrichello fez 70. Maldonado, ainda menos: 17. Pastor é novato na F1. Se a equipe de Grove não lhe dá condições de evoluir e amadurecer, fica difícil cobrar resultados no fim.

Como diria o mestre Paulinho da Viola se sua inspiração fosse o automobilismo — ô heresia —, o sucesso da Williams parece ter sumido na poeira das pistas.

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