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14/06/2011 - 16:25

A Lotus e a Lotus

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Felipe Paranhos

A Lotus iniciou o ano criando problema com a Lotus, que queria ser Lotus, fez até concurso para escolher nova pintura, mas acabou sendo Lotus mesmo. A Lotus entrou na F1 fazendo festa e afirmando ser a verdadeira, mesmo a Lotus tendo aparecido primeiro.

Veio o acidente de Robert Kubica, e a Lotus foi atrás de um piloto experiente, mas sem equipe e ritmo de corrida, apesar de ela mesma ter 83 reservas. A Lotus, por sua vez, manteve os pilotos do ano passado, ambos experientes, tarimbados e aparentemente ainda com saco de pilotar um carro do fim do pelotão. Foi a única das pequenas a realmente crescer entre 2010 e 2011, como era esperado.

E, neste ano, a Lotus já avançou em diversas frentes: fundou uma equipe competitiva na GP2 — que, apesar de estar apenas na primeira temporada, já está dando uma lavada no time que já existia e era muito forte antes de a Lotus se associar. Além disso, a Lotus fechou contrato para usar o túnel de vento da Williams, um passo importante depois de formar, no início do ano, uma parceria com a Red Bull para o recebimento da caixa de câmbio e do sistema hidráulico do time dos energéticos.

E tem mais: a Lotus comprou a pequena montadora inglesa Caterham, fechou patrocínio com a gigante da tecnologia GE, além de acertar parceria técnica com a Dell e fundar um programa de desenvolvimento de jovens pilotos asiáticos. Enquanto isso, a Lotus vive às voltas com os rumores de que Nick Heidfeld, escolhido para o lugar de Robert Kubica, está desagradando a equipe, vê o desempenho de seu carro em queda depois dos pódios nas primeiras duas provas e, além de tudo, perdeu o processo que acionava contra a Lotus pelo uso do lendário nome.

Não dou três anos pra Lotus passar a Lotus

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , ,
18/01/2011 - 18:02

Fauzy, traidor do movimento

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Felipe Paranhos

Marrapaz, não é que, no meio da bagaceira, da bagunça, do melê, da disputa judicial que envolve as duas Lotus — a Team Lotus e a Lotus Renault —, Fairuz Fauzy trocou uma por outra?

Vai continuar fazendo nada, é verdade. Foi dispensado do Team Lotus, é verdade também. Mas cria uma polemicazinha, porque a Proton, montadora malaia que faz os carros Lotus de rua, ano passado estava com a Lotus do Tony Fernandes e agora está com a Renault.

Não me surpreenderia se tivesse sido a própria Renault, via Proton, quem convidou Fauzy para o cargo, para trazer para sua equipe a “identidade” da Malásia ao ter um piloto do país. É até possível que, enquanto um monte de pilotos choram dinheiro pra virar reserva da F1, Fairuz tenha ganhado a vaga de mão beijada.

Aí eu ia conjecturar sobre a GP2: em 2010, a Renault tinha a Dams como equipe B. Agora, tem a ART, que virou Lotus ART e já tem dupla fechada. Só que o Gravity, empresa que agencia pilotos de propriedade do Genii, dono da Renault, tem participação na Dams. Ou seja, duplo vínculo. Era de se esperar, portanto, que Fauzy fosse aparecer por lá.

Mas não: Fauzy vai correr na Super Nova, que havia mesmo prometido hoje,  para “muito breve”, seu anúncio de pilotos.

Entendo cada vez menos. O que fica claro é que, como no futebol, ter um empresário bom (falarei sobre isso nesta semana ainda) e bons contatos é fundamental.

Autor: - Categoria(s): F1, GP2 Tags: , , , ,
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