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19/10/2009 - 11:04

A esquizofrenia da F1 em 2009

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A temporada 2009 da F1 foi esquizofrênica. Escrevo isso porque ela representou o equilíbrio e o desequilíbrio ao mesmo tempo. Fazia tempo que um campeonato não era dominado por um único piloto – e olha que nem foi tão dominado assim. Em contrapartida, esse ano trouxe o quarto campeão diferente desde 2006.

Jenson Button foi campeão de 2009 de ponta a ponta. O britânico assumiu a liderança ao ganhar o GP da Austrália, abertura do Mundial, e não a largou mais. Foram seis vitórias nas sete primeiras corridas.

Lógico que é preciso ressaltar que, a partir daí, Button não foi o mesmo, com apenas um pódio nas nove provas seguintes. Mas, mesmo assim, o inglês nunca perdeu a ponta na classificação geral.

Um domínio como esse, sendo o líder da tabela de pontos após todas as etapas, tinha sido visto pela última vez com – oh, que surpresa! – Michael Schumacher, no sétimo título mundial do alemão, em 2004.

Depois de campeonatos muito equilibrados, com muitas variantes e alternância dos pilotos na liderança, a temporada de 2009 poderia ser vista como o ano de um homem só. Mas os altos e baixos da Brawn – com a reação de Rubens Barrichello –, a performance sólida da Red Bull e o crescimento da Ferrari e da McLaren deram graça ao Mundial.

Além disso, o título de Button também é uma prova que a F1 atual é democrática e dá chance a todos. Depois do bi de Fernando Alonso em 2006, ninguém mais ganhou dois títulos consecutivos. Em 2007, deu Kimi Raikkonen. Lewis Hamilton faturou o campeonato em 2008. E agora foi a vez de Jenson. Detalhe: o finlandês e os dois ingleses foram campeões inéditos.

Com a volta de Felipe Massa e a impressão de que a Red Bull veio para ficar na lista das principais equipes da categoria, a democracia pode continuar e premiar mais um piloto com seu primeiro título. “Pode”, não “deve” ou “vai”, porque não dá para cravar nada em uma F1 que não sabe muito bem o que é.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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03/06/2009 - 15:48

Epsilon Euskadi: o significado deste nome estranho

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Epsilon Euskadi. Esse é o nome da mais nova candidata à uma vaga na F1 em 2010. Pararam para pensar? Imaginem o Galvão Bueno narrando: “Na 15ª posição, vem o espanhol Fulanito de Tal, da Epsilon Euskadi“. Nada de nomes fáceis, como Lola, Ferrari, McLaren; nem essas siglas malucas, como USF1, RBR e STR (as duas últimas no padrão global). Segundo Flavio Gomes, se o time de Joan Villadelprat conseguir abocanhar um lugar na relação candidato/vaga mais disputada da história da F1, terá o nome mais estranho da história da categoria.

Mas o que significa Epsilon Euskadi? Fomos atrás disso. Não é muito fácil descobrir o sentido do nome. Epsilon é a quinta letra do alfabeto grego e tem um valor númerico de 5, conforme diz a Wikipedia. Já Euskadi, também de acordo com a enciclopédia virtual, significa Basco ou País Basco em euskera, a língua utilizada pela comunidade que gostaria muito de se separar da Espanha.

Trata-se de uma equipe nacionalista, pois. Assim como a Force India. Por isso, não seria mais fácil chamá-la de Força Basca? É um pouco melhor do que o tal de Y (ípsilon) Eureka.

E para quê usar uma letra do alfabeto grego? Alfa Romeo é uma coisa, tradicional. Epsilon Euskadi é outra bem diferente.

Você já viu um nome de equipe mais estranho do que Epsilon Euskadi?

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