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18/07/2009 - 10:50

O 'diferente' regulamento da Top Race V6

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É preciso ter paciência para entender o regulamento da Top Race V6. Ao lê-lo pela primeira vez, é difícil ter noção de qual é a ideia adotada pela categoria. O velho sistema de pontos corridos, aquele que ganha mais pontos ao fim do campeonato, o mais simples de entender, não é usado pela competição argentina. A fórmula adotada é capaz de causar inveja aos dirigentes das federações estaduais de futebol, responsáveis pelos regulamentos mais mirabolantes já vistos no esporte mundial.

A Top Race V6 é dividida em quatro etapas distintas, usando as estações climáticas: verão, outono, inverno e primavera. Cada parte do campeonato tem três provas e é independente. É como se houvesse quatro torneios dentro de um só. Passa três provas, e a pontuação é zerada.

O propósito disso é a etapa final, composta por duas corridas, que define o campeão da temporada. Para esse “playoff”, classificam-se os cinco primeiros de cada etapa classificatória – a das estações do ano – e os vencedores de corridas que não tenham terminado no top-5. Exemplo prático: piloto A venceu uma prova da parte da primavera, mas não ficou entre os cinco melhores na classificação ao fim dos três GPs. Ele vai para a disputa pelo título.

Nessa etapa final, os pilotos classificados levam os pontos obtidos pela colocação conquistada em cada etapa. O primeiro lugar vale cinco pontos, o segundo, quatro, e assim vai sucessivamente até o quinto pegar apenas um. Mais uma vez, um exemplo prático: se o piloto B for o primeiro na disputa de verão, o terceiro na de inverno e o quarto na da primavera, vai para a luta pela taça com dez pontos. Aqueles que se classificarem só por ter vencido uma corrida começam zerados.

Nas duas últimas corridas, a pontuação utilizada é a habitual das doze provas classificatórias. Que, como não poderia deixar de ser, também prima pela complicação.

Todos conquistam pontos. O vencedor obtém 20, o segundo colocado, 19, e a conta segue diminuindo um até o décimo, com dez. Do 11º ao 15º, oito pontos são dados. Do 16º ao 20º, seis. Do 21º ao 25º, quatro. Do 26º ao 30º, dois. Do 31º ao último, um.

O pole-position também ganha um ponto, nada mais natural, algo que é utilizado em muitas categorias mundo afora. O interessante da Top Race V6 é que o piloto que conquista a pole no treino de classificação não é aquele que necessariamente vai largar na frente.

Os classificados em números ímpares (primeiro, terceiro, quinto…) disputam uma bateria preliminar na manhã de domingo (19). Aqueles em números pares (segundo, quarto, sexto…) correm em outra série. O vencedor da bateria que obtiver o tempo total mais rápido larga na primeira posição da prova principal do dia. Além disso, faz com que todos os participantes de sua série que estiverem na sua mesma volta comecem a corrida no mesmo lado do grid.

Ah, os seis primeiros de cada bateria também ganham pontos. O primeiro lugar conquista seis, o segundo, quinto, e, novamente, a conta segue diminuindo um até o sexto colocado, que leva seu pontinho.

Essa é a fórmula da Top Race V6. Complexa, para não dizer outra coisa. Resta saber se existe sistema mais diferente no mundo do automobilismo como esse.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Top Race V6 Tags: , , ,
17/07/2009 - 16:36

Invasão da "prensa" argentina

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Impressiona o número de jornalistas argentinos que vieram cobrir a etapa brasileira da Top Race V6, em Interlagos, preliminar da F-Truck. São entre 30 a 40 “periodistas”. E das mais diversas mídias.

Tem rádio, TV, jornal e internet. Sete emissoras de rádios estão aqui cobrindo a prova. Quatro canais de TV, incluindo a ESPN e a FOX Sports. Representantes de grandes jornais, como o Olé e o Clarín, também estão aqui.

Mas, por enquanto, a “prensa” argentina não está tão enturmada com a brasileira. Está cada um em seu canto. Devido à massa de argentinos, há uma sala de imprensa exclusiva para eles.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Top Race V6 Tags: , , , , , ,
17/07/2009 - 15:25

O sentimento paterno que faz Villeneuve querer voltar à F1

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A vontade de Jacques Villeneuve de voltar à F1 supera a ambição pessoal de mostrar que é ainda capaz de ser um piloto competitivo em uma categoria de alto nível. Vai muito além do ego, da auto-estima, da satisfação de saber que é o melhor. É algo paternal.

Suado, depois de ter treinado pela Top Race V6, o canadense atendeu alguns jornalistas que o cercaram no box 13 de Interlagos, onde está sua equipe. O Grande Prêmio perguntou para o campeão mundial se achava que precisava provar mais alguma coisa na F1. A resposta não poderia ser mais surpreendente. E humana.

“Eu quero que meus filhos me vejam correr. Isso é importante. Hoje em dia, eles me veem em fotos. Quero que eles me vejam correr”, disse Jacques, filho da lenda Gilles e pai de Jules, de 2 anos e meio, e Jonas, de um ano e meio.

Além disso, Villeneuve mostrou que a forma como deixou a F1 ainda lhe incomoda, que não foi o fim ideal. O piloto foi demitido pela BMW Sauber na metade da temporada 2006, há exatos três anos, antes do GP da Hungria, e nunca mais voltou à categoria. Isso também o incentiva a tentar o retorno.

Porém, a volta não será fácil. O próprio Jacques é quem acredita nisso. “Gostaria de voltar. Mas é difícil. Poucas possibilidades”, afirmou o canadense, que também falou a um jornalista argentino que não negociou com a US F1, uma das três equipes novatas em 2010.{

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F1, Jacques Villeneuve, Top Race V6 Tags: , , , , ,
17/07/2009 - 12:42

A simplicidade dos boxes da Top Race V6

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Uma coisa me surpreendeu na primeira volta que dei pelos boxes aqui em Interlagos: a simplicidade dos boxes da Top Race V6. Por exemplo, a Stock Car traz boxes cheio de penduricalhos, fotos, ambiente fechado, uma baita estrutura. A Truck também é assim. Nem preciso falar da F1, com garagens muito modernas, cheio de divisórias e etc.

Na Top Race V6, a coisa é simples. Uso como exemplo o box da equipe do Jacques Villeneuve e do Cacá Bueno. Tem duas faixas, uma em cada lado, com a foto e o nome de cada piloto. Tem os dois carros… e mais nada. Simplezinho. Não há nem uma faixa para delimitar a movimentação das pessoas, deixando entrar só quem é da equipe. Cruzei o box na boa, esperando encontrar o Villeneuve. Não deu, dessa vez.

Não sei se isso é normal da categoria. Essa é a primeira viagem internacional deles. Talvez tenha faltado verba para trazer algo mais moderno. A Argentina não tem uma economia, digamos, muito sólida. Mas é curioso.

Gostei. Prefiro sempre as coisas mais simples.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): Geral, Top Race V6 Tags: , , , ,
17/07/2009 - 12:09

A sala no caminhão

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Já estou em Interlagos para a cobertura da F-Truck e da Top Race V6. Nunca estive na F-Truck. O que me impressionou é uma das três salas de imprensa. Ela fica dentro de um caminhão. Mais F-Truck, impossível. Hoje, vou trabalhar dentro de um caminhão.

Marcus Lellis

Autor: - Categoria(s): F-Truck, Geral, Top Race V6 Tags: , , , ,
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