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30/12/2009 - 02:04

Lendas platinas

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PAVILHÃO celeste

O Uruguai é um país dado a pensamentos sobre a história: pequeno, vivendo eternamente à sombra dos grandes feitos do passado – tanto economica e social quanto desportivamente -, é inevitável ver os majestosos prédios de Montevideo e lamentar o destino daquelas paredes, que hoje estão invariavelmente pichadas e com mendigos de soslaio na soleira das portas.

Mas também é inevitável sentir uma enorme INVEJA dos uruguaios, principalmente dos residentes da capital, pela vida extremamente digna que levam. Há mendigos, há pobreza, há sujeira, sim. Mas você pode andar na rua às 2h da madrugada, em um bairro com dois postes de luz à meia boca em três quadras, e chegar no seu quarto de hotel sem a sensação de que escapou de ser ESTUPRADO.

Uso este paralelo aparentemente NONSENSE TOTAL para falar sobre algo que, felizmente, aconteceu enquanto eu estava desfrutando de tudo que a cidade na beira do Rio de la Plata oferece de bom (abraço, chopes da Pilsen e LA PAMPOÑITA, desde já meu eterno três estrelas do Guia Michelin): o retorno de Michael Schumacher, confirmado para deleite dos meus colegas de trabalho na justa semana do Natal – venci, haha.

Schumacher sempre será o melhor piloto da história da F1 – qualidade, antes que alguém venha com as 50 pedras verde e amarelas nas mãos, é algo mensurável em número; para falar de MAIOR PILOTO é que são outras, cada um com a sua preferência -, pois conseguiu marcas inatingíveis. Já está na história. E, sinceramente, não consigo esperar um grande desempenho seu em 2010.

Mas, por isso mesmo, não posso deixar de louvar seu retorno. Ele é desnecessário para ele, e muito mais importante para a F1 do que para si. Os carros são totalmente diferentes do que aqueles que ele guiou nos últimos dez anos em que correu, contra adversários de inegável talento – Hamilton, Vettel, Massa e Alonso, que o bateu em um confronto direto, bom não esquecer.

A dignidade de aceitar um desafio que poderia servir apenas para deixá-lo com a impressão de que seu tempo passou – como passou o tempo da “Suíça Americana”, da minha querida e gloriosa Celeste Olímpica, dona do pavilhão remendado, que foi utilizado na campanha histórica em Colombes em 1924 -, mas não aceitar algo que o CORROÍA por dentro, como aparenta ser o caso, seria muito pior. E qualquer competição que conta com a presença de campeões do seu quilate – com a Copa de 2010 entrando como exemplo no futebol – é uma competição melhor.

Avante, Schumi. Aguante, Celeste.
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Palco maior do futebol mundial

E, para fechar, a dica musical do dia. Uruguaia, claro:

Orientales, la Patria o la Tumba!!
Libertad o con gloria morir!,
Francisco Luz

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
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