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30/08/2011 - 12:15

Destino traçado

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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Saiu hoje no De Telegraaf, maior jornal holandês, que a equipe de empresários de Giedo van der Garde, piloto da GP2, se encontrou no GP da Bélgica com três equipes da F1: Renault, Virgin e Williams. Não por coincidência, três que precisam de dinheiro. Mas aí vem a pergunta: qual não precisa de dinheiro? Esse assunto é mais velho do que andar para frente, então vamos ao verdadeiro tema deste pequeno post: teria Van der Garde estofo para pilotar um carro mediano na F1?

É muito difícil acreditar nisso, uma vez que Giedo prometia muito e não cumpriu o esperado na categoria. O holandês chegou em 2009, depois de vencer a temporada da World Series e aparecer como favorito antes do início do campeonato da GP2. Foi para a iSport, mas os áureos tempos da equipe já pareciam ter ficado para trás. Foi para a Addax, fortíssima e favorita, e foi somente o sétimo colocado. Neste ano, perdeu por muito o título para Romain Grosjean — a diferença é de 34 pontos , faltando uma rodada para o fim — e, depois de fazer só 11 pontos nas últimas três etapas, corre o risco de perder a vice-liderança.

Além disso, já tem 26 anos, aquela que tem sido a idade-limite para ter uma verdadeira oportunidade como titular na F1 vindo da GP2. Di Grassi, Bruno Senna, Pastor Maldonado e — se voltar ano que vem — Romain Grosjean tinham/terão estas idades. Sei que Grosjean correu no lugar do Nelsinho, mas aquilo era um esparro enorme e pra mim não conta.

Não sei, mas Van der Garde me lembra um pouco Jérôme D’Ambrosio, um piloto que teve lampejos na GP2, mas chegou à F1 exclusivamente por conta do dinheiro, já que sua ausência da principal categoria do automobilismo não trazia nenhuma comoção. E não deu outra: segue sem qualquer brilho com as carroças virginianas.

Para mim, se chegar, Giedo entra na F1 com o destino bem traçado.

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18/11/2010 - 14:17

Que feio

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Felipe Paranhos

A Hispania foi a pior equipe da temporada 2010. Mais lenta, mais fraca, mais trapalhona. Tudo errado. A equipe mais lenta, fraca e trapalhona foi, sim, a de Colin Kolles, mas a última colocada no Mundial de Construtores foi a Virgin.

A Virgin que se disse revolucionária no início da temporada. Que fez seu carro totalmente com base em Dinâmica de Fluidos Computacional. Que apareceu com um projeto de marketing ousado, com peças descontraídas, no melhor estilo Red Bull. E que depois desapareceu.

Era de se esperar, evidentemente, que com o investimento feito e o pouco tempo para deixar o carro pronto para 2010, o time não fizesse muito, mesmo. Mas atrás da Hispania, convenhamos, fica difícil.

Os três 14º lugares da HRT com Chandhok em Austrália e Mônaco e de Senna na Coreia do Sul foram decisivos para que o time passasse a Virgin. O melhor resultado do time da Marussia também foi o 14º posto, duas vezes, uma com cada piloto.

Apesar de a Hispania ter sido um desastre no início do ano, terminou a temporada com 13 abandonos, contra 16 da Virgin, que superou os também grandes problemas de confiabilidade do princípio de 2010, mas se deparou com defeitos novos em folha.

Os Virgens têm o apoio financeiro da Marussia, mas não fecharam a parceria técnica que pretendiam com a Renault. Os Hispânicos não têm dinheiro, mas já garantiram ao menos o câmbio da Williams. Quem leva a disputa em 2011? Não faço a menor ideia.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
21/06/2010 - 13:17

Estatoscas varzeanas

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João Paulo Borgonove

Amante da várzea que sou, resolvi fazer uma brincadeira com a classificação da F1. Três equipes novatas, seis pilotos capengando pelo grid. E qual é o melhor time? Quem seria o Campeão da Várzea? Pois é. Heikki Kovalainen, com sua bela Lotus, está em primeiro, o que não é surpresa alguma. Mas ele não está sozinho. E sabe quem acompanha o nórdico nas glórias dos pobres? Karun Chandhok. Sim. O indiano da Hispania é o mais consistente dentre as novatas, junto de Kovalainen.

Os critérios de avaliação foram fracos, segundo um pululante escriba dinamarquês, mas não o relevei, pois ele não entende de várzea. Peguei a classificação final das oito corridas já disputadas e fiz um grid separado, apenas com os seis novéis, de acordo com a classificação final da corrida. E então distribuí pontos. Seis para o vencedor, cinco para o segundo colocado, quatro para o terceiro… e assim por diante, até o sexto e último colocado, que anotou um ponto.

Kova e Chand somaram 33 pontos, mas o finlandês leva vantagem por ter quatro vitórias, contra uma do indostânico. A terceira colocação ficou com o brasileiro Lucas Di Grassi, da Virgin, com 29 pontos, seguido por Jarno Trulli, da líder Lotus, com 26. Bruno Senna, da Hispania, é o quinto, com 24 pontos somados, um a mais que o alemão Timo Glock, da Virgin. Dentre as equipes, a Lotus aparece na frente, com 59 pontos, dois a mais que a Hispania. A Virgin é a terceira e última, com 52 pontos.

Com esse mesmo esquema de pontuação, mas nas classificações, a Lotus segue liderando, mas com uma vantagem muito maior. Kovalainen é o primeiro, com 42 pontos, um a mais que seu companheiro de equipe, o italiano Jarno Trulli. Glock é o terceiro, com 37, seguido por Di Grassi (20), Senna (17) e Chandhok, com 11, mostrando que o indiano é bom em conservar o carro durante as corridas.

Essas estatísticas podem ser inúteis, mas dão uma ideia do desempenho das novatas. É uma bobagem, se analisarmos profundamente, mas está valendo. Afinal, sem o Campeonato da Várzea, os últimos nunca serão os primeiros.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
17/06/2010 - 13:08

Pobre Soucek

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Felipe Paranhos

Depois de um início de carreira promissor e uma passagem numa equipe fraca da GP2, o piloto vê surgir uma oportunidade em uma nova categoria de acesso à F1, abençoada pela FIA e bonita por natureza.

Carros bons e potentes, pilotos talentosos, boa repercussão na imprensa e o melhor: tinha o apoio da Williams. A F2 era a salvação dele. Pensou: “É com essa que eu vou”.

O domínio começou cedo e foi até o fim da temporada. Andy Soucek era o primeiro campeão da F2. Pintou o teste prometido pela Williams… e só. O lugar de piloto de testes, pretendido pelo espanhol, ficou com o inexperiente Valtteri Bottas.

Depois, nada. Os patrocínios não eram pomposos o suficiente para comprar um lugar numa equipe menor e, aos poucos, as vagas foram escasseando.

No fim, apareceu uma chance de segundo piloto de testes da Virgin, graças à perda do patrocínio de Álvaro Parente. Mas não há integrante mais apagado na descontraída equipe de Richard Branson.

Soucek é para a Virgin menos do que é Fairuz Fauzy para a Lotus ou Sakon Yamamoto para a Hispania. Além de fora dos planos, ainda passa pelo vexame de implorar por uma chance de participar de um treino livre. Andy disse que manda e-mails toda semana aos chefes da equipe. Que papel.

Agora, já disse que pensa na Indy. É o melhor que faz.

Autor: - Categoria(s): F1, F2 Tags: , , , ,
28/04/2010 - 08:42

Di Grassi fala sobre patrocínios, Virgin e futuro

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Lucas Di Grassi anunciou seu novo acordo de patrocínio com a Sorocred, empresa de capital brasileiro baseada em Sorocaba, nesta terça-feira (27), em um evento realizado na cidade de Araçoiaba da Serra, que fica a 115 km de São Paulo. Após a coletiva, o BloGP teve um rápido bate-papo exclusivo com o piloto da Virgin, que falou sobre a sua antiga dificuldade para arranjar patrocínios, o que virou coisa do passado, o atual momento de sua equipe na F1 e o futuro do time.

BloGP: Uma coisa que a gente falou muito contigo no passado foi sobre patrocínios. Hoje, a gente olha para a sua camisa e vê os patrocínios da Clear e da Sorocred (nessa hora, Lucas interrompe para dizer que tem cinco empresas o apoiando). Como você analisa o seu atual momento? Levando em conta o seu passado, em que você sempre falou que era tão difícil arranjar um patrocínio, já que não tinha um nome conhecido.

Lucas Di Grassi: Acho que são cenários totalmente diferentes. Hoje, eu estou na F1, no topo. Não do topo, acho que tem muita coisa para evoluir, para melhorar. Mas eu estou em uma posição muito boa da minha carreira. Eu quero alinhar a minha imagem com empresas sérias, que estejam na mesma linha de pensamento, de filosofia, que são sólidas, que querem batalhar e que querem crescer. Eu, graças a Deus, hoje em dia, tenho amigos e empresas trabalhando comigo e fazendo um benefício mútuo entre a gente. Mas nem sempre foi assim. Conforme eu falei, no começo da carreira, quando você não tem nome, quando você ainda está crescendo, quando você ainda está tentando evoluir, é muito difícil arrumar um patrocínio. Sem dúvida, eu sempre sofri com isso, desde a época do kart. E eu nunca tive um sobrenome famoso. Nunca tive uma linha de parentes no automobilismo, eu estou fazendo o meu próprio rumo. Então, foi mais ou menos isso que aconteceu. A Renault investiu durante seis anos na minha carreira. Eu sou muito grato a eles por ter sido o meu patrocinador nessa época. Então, acabou dando tudo certo, graças a Deus.

BloGP: O que aconteceu com a Virgin no GP da China? Você largou após a corrida ter começado e abandonou logo depois. O Timo Glock nem largou. O que aconteceu com a equipe especificamente no domingo, dia da corrida?

LdG: Olha, eu estava esperando bastante daquele fim de semana. A gente fez uma simulação de corrida na sexta-feira. Fui o piloto que mais deu voltas na pista. Dei 56 voltas, exatamente a quantidade de voltas numa corrida, e não aconteceu absolutamente nada com o carro. Estava super em ordem, fizemos a classificação, o carro não deu um problema, estava tudo indo super bem nos dois carros, a gente estava com zero problema até domingo de manhã. Quando ligaram o meu carro no domingo, descobriram que estava com um problema na embreagem. A gente acabou não largando por causa disso, e a embreagem acabou quebrando de novo na corrida. Não sei exatamente o que aconteceu. Ninguém sabe ainda direito. Às vezes, foi um detalhezinho que a gente não prestou muita atenção ou que não esperava que fosse acontecer. Ou até mesmo uma peça que é não é do nosso controle que estava defeituosa. Com o Glock, houve um problema com a bomba de ar do motor na volta em que estava indo para o grid. Até então, não tinha nada. Então, foram coisas que aconteceram de última hora que a gente não teve controle e acabou prejudicando a nossa corrida, que achava, no meu ponto de vista, que seria tão boa quanto na Malásia.

BloGP: Na auto-avaliação da Virgin, em que ponto a equipe se vê agora? Obviamente, na frente da Hispania. Mas vocês se veem atrás, perto ou na frente da Lotus?

LdG: Eu vejo a Virgin na frente da Lotus. As classificações foram bem próximas. Na Malásia, a gente terminou na frente da Lotus. Na China, a gente se classificou na frente da Lotus, em condições normais. A gente está em uma condição bem parecida de disputa. A Lotus tem um budget [orçamento] muito maior do que o nosso. Mas eu acredito que a gente seja capaz não só de disputar com eles, mas como terminar o ano como a melhor das novatas. Acho que esse é nosso objetivo. A Hispania está bem para trás, acho que é muito difícil que eles disputem alguma coisa com a gente. E a gente vai demorar, eu acredito, pelo menos, mais um ano para conseguir chegar no pelotão intermediário.

BloGP: Essa seria a próxima pergunta. Em quanto tempo vocês preveem a Virgin no Q2 da classificação?

LdG: Muito difícil. A principal fonte de downforce [pressão aerodinâmica] de um carro atual é o assoalho duplo. Ou triplo, de alguns carros. Esse é o principal foco de tecnologia em que o pessoal investiu muito no ano passado. Enquanto a gente estava projetando o carro inteiro, o pessoal estava só divulgando esse tipo de downforce. Se você olhar a asa traseira, as dimensões, é tudo meio parecido, mas o assoalho faz uma grande diferença. Para o ano que vem, o assoalho volta a ser simples. Então, para esse ano, vai ser difícil disputar, não impossível, mas vai ser muito difícil, em condições normais, a gente ir para o Q2 ou mesmo pontuar. Em condições normais, a gente precisa evoluir muito. Eu acredito que, no ano que vem, a gente vai estar muito mais próximo das equipes intermediárias. E, quem sabe, daqui a um ou dois anos, começar a disputar pontos constantemente e talvez almejando um pódio, mas é muito difícil mensurar o quanto as outras equipes também vão evoluir para o ano que vem.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , , ,
28/02/2010 - 13:51

Lotus, Virgin e os seis segundos

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ESPAÑA-AUTOMOVILISMO-FÓRMULA UNO

Felipe Paranhos

Uma parece ter mais confiabilidade do que a outra, mas a verdade é que Lotus e Virgin devem se revezar nos últimos lugares do grid, ao menos neste início de temporada — e a menos que o pacote aerodinâmico que a equipe da Madonna, er, do Branson seja fantástico.

Por outro lado, se vê que, fora das pistas, as duas farão mais barulho do que dentro. Richard Branson e Tony Fernandes não ficaram calados diante do comunicado [extremamente pedante e sem elegância] da Ferrari, que critica equipes pequenas como se ela mesma já não tivesse dividido pitlane com AGS, Zakspeed, Andrea Moda…

Primeiro, me parece que as duas equipes têm, sim, um plano de ficar na F1, não são aventureiros. E sabem que não têm chances de disputar nada neste ano. Foi o que Fairuz Fauzy falou no primeiro dia de treino em Barcelona: “Construir em cinco meses, comparando com as outras, e ficar só seis segundos atrás é uma grande conquista”.

SEIS segundos atrás. Eles sabem. Mas sabem que, se forem pequenas também nos bastidores, a chance de crescer será ainda menor. Por isso Lotus e Virgin rebateram a Ferrari. Por isso seus principais dirigentes apostaram que a equipe que menos pontuar verá um deles como aeromoça por um dia na companhia de aviação do outro.

A Virgin parece um pouco melhor em performance do que a Lotus, mas sofre com a problemas hidráulicos. O carro quadrado da Lotus  quebra menos, mas é muito lento — apesar de hoje, com Kovalainen, ter ficado à frente de Di Grassi.

O que se pode concluir é que, na F1 de hoje, dificilmente um time surgido do zero — com um semestre de preparação — consegue disputar de igual para igual com alguma concorrente veterana.

É um dos problemas desta F1.

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , ,
10/02/2010 - 10:57

Di Grassi se prepara para estreia em Jerez

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Os treinos coletivos da F1 em Jerez de la Frontera contam com a presença de mais um brasileiro: Lucas Di Grassi. Depois de apresentar o VR-01 na semana passada, a Virgin vai fazer sua estreia oficial na segunda série de testes do ano. Timo Glock pilota o carro nos dois primeiros dias – quarta (10) e quinta (11) –, enquanto o brasileiro assume o comando do modelo na sexta (12) e no sábado (13).

Di Grassi já está em Jerez e apareceu no circuito espanhol nesta quarta. O Grande Prêmio, que tem o repórter Marcelo Ferronato como enviado especial à Espanha, conversou com exclusividade com o piloto no motorhome da Virgin.

Lucas falou sobre suas expectativas para 2010. Disse que a equipe está dando o apoio necessário para que ele, que estreia na F1 como titular neste ano, se sinta à vontade.

O carro da Virgin também foi assunto do papo. Di Grassi afirmou que já deu para perceber em poucos testes na pista de que a base do bólido é boa, sem problemas crônicos, o que era muito difícil, já que o carro era apenas uma ideia há algum tempo.

Mesmo assim, o brasileiro não quer tirar uma conclusão precipitada, já que o time é novo e deve sofrer com problemas ao longo do ano por esse fato. Apesar de saber que a escuderia não vai brigar com os primeiros colocados, o piloto acredita que haverá uma evolução de performance durante a temporada, até porque, segundo palavras de Di Grassi, o trabalho da Virgin está no mesmo nível de outras equipes.

O internauta pode conferir essas e outras opiniões do representante de um dos quatro times estreantes na F1 em 2010 aqui no BloGP, que traz a íntegra da entrevista que o GP fez com Lucas.

Ouça aqui a entrevista com Lucas Di Grassi, direto de Jerez de la Frontera, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

Autor: - Categoria(s): F1 Tags: , , , , , , ,
03/02/2010 - 11:43

Dale Virgin

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Felipe Paranhos

Quando saiu a primeira imagem do carro da Virgin, com Timo Glock, Lucas Di Grassi e Luiz Razia, quase me perguntei pelo Justin Wilson. É que a pintura da do VR-01 lembra bastante o carro da Dale Coyne que o piloto britânico usou na temporada 2009 da Indy. Vejam:

Virgin

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Mas há quem diga que o próprio carro em si, o design, lembra um carro de Indy. O que acham?

Autor: - Categoria(s): F-Indy, F1 Tags: , ,
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