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13/09/2011 - 09:52

Mais um passo

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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

O BloGP pode confirmar que Cesar Ramos conseguiu apoio para disputar mais uma corrida da World Series. O piloto gaúcho, uma das mais promissoras revelações do automobilismo brasileiro, vem tendo dificuldades para garantir patrocinadores que assegurem sua permanência até o fim da temporada da categoria.

O problema foi anunciado por Ramos no início de agosto, antes da etapa de Silverstone.  Mas, em cima da hora, o laboratório italiano Biopharmacie, que apoia Cesar junto com a empresa brasileira Fras-le, de pastilhas e lonas para freio, pagou uma cota de patrocínio que estava atrasada.

A resolução desta questão, entretanto, só valeu para Silverstone. Para as etapas de Paul Ricard e Barcelona, os esforços prosseguiam. Agora, Cesar já está garantido nas duas corridas francesas. Boa sorte ao garoto, que vem do título da F3 Italiana e está em décimo nesta temporada, a sua estreia nos bem mais potentes carros da World Series.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
15/04/2011 - 19:08

Continuem de olho

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Felipe Paranhos

Cesar Ramos foi o mais rápido do dia na sexta-feira de treinos livres em Aragón. O brasileiro formou a dobradinha da Fortec com Alexander Rossi, segundo colocado à tarde, mesmo período em que o gaúcho de Novo Hamburgo conquistou sua ótima volta em 1min43s333, exatamente 0s001 mais rápido do que o norte-americano, que fora segundo também pela manhã. No treino matutino, com a pista mais lenta, Ramos foi o 13º.

O terceiro foi Albert Costa, da Epic. Daniil Move, que deixou a Mofaz — Junior Lotus do Tony Fernandes — para correr na P1, iniciou bem o fim de semana, ficando no top-5 nas duas sessões.

Semanas atrás, disse aqui que achava grandes as chances de Cesar disputar o título. Continuo acreditando nisso. O favorito disparado é Daniel Ricciardo, da ISR, vice-campeão no ano passado e piloto de testes da Toro Rosso. Só que, assim como acontece neste fim de semana,  o australiano terá de pilotar o carro de F1 na sexta-feira de treinos em mais duas ocasiões nesta temporada.

Se Ramos for sólido durante o campeonato, portanto, fica mais fácil a missão de superar Ricciardo, mais experiente e numa equipe mais forte do que a Fortec do brasileiro.

Falando na ISR, o time de Ricciardo começou mal o fim de semana. Conforme dito na apresentação do campeonato que fiz com o Felipe Giacomelli, do ótimo World of Motorsport, a equipe anunciou uma dupla e estreou em 2011 sem ela: Daniel está na China com a F1 e Dean Stoneman, atual campeão da F2, abandonou o campeonato antes mesmo da pré-temporada por conta de um câncer nos testículos. Lewis Williamson e Nathanaël Berthon, substitutos, não têm a mesma qualidade.

O outro brasileiro da categoria, André Negrão, também iniciou forte a abertura do campeonato. O primo de Xandinho, ex-piloto da GP2, atualmente na Stock Car, superou o companheiro de Draco Stéphane Richelmi no acumulado dos tempos. E é essa a verdadeira disputa do piloto de 18 anos. Richelmi, três anos mais velho, vem do vice-campeonato da F3 Italiana — perdeu para Cesar Ramos —, então superá-lo na temporada será como um título para o paulista.

E atenção: amanhã, às 9h, o Bandsports transmite a primeira corrida da categoria. No domingo, o mesmo.

Atualização: Ramos teve problemas na primeira corrida, terminando em 23º.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
15/04/2011 - 08:43

Bom [outro] retorno

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Felipe Paranhos

Neste fim de semana, Chris van der Drift tem um novo começo nas pistas. O neozelandês sofreu o acidente mais assustador da temporada 2010, durante uma etapa da Superliga em Brands Hatch, em 1º de agosto do ano passado, e quebrou um tornozelo, duas costelas, um ombro e dois dedos. Olha aí em cima como ficou o carro.

Desafiando as expectativas dos médicos, que no início suspeitavam até que Chris pudesse não voltar a correr por conta das lesões na mão, o piloto disputou a etapa de Navarra da categoria, menos de três meses depois do acontecido. Para pagar os custos de sua recuperação, seus amigos chegaram a organizar uma prova de kart beneficente, já que o neozelandês não estava coberto por um seguro especial para acidentados no esporte a motor.

Agora, em Aragón, pela World Series, Van der Drift começa uma nova temporada, um novo caminho no automobilismo. Neste período em que se discute a segurança nas pistas brasileiras e internacionais, é bom ver de volta às competições alguém que esteve tão perto de sofrer um acidente fatal.

Autor: - Categoria(s): F-Superliga, World Series Tags: , , , ,
17/03/2011 - 17:25

Alívio imediato

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Felipe Paranhos

A gente tem falado aqui da crise grave do automobilismo brasileiro na formação de pilotos e desenvolvimento destes para a F1, mas existe a chance de a previsão minha e do Felipe Massa receber um prazo maior para acontecer. Isso porque há brasileiros que iniciam a temporada com boas chances de título em 2011.

Vamos ao primeiro deles: Felipe Nasr. O brasiliense vai correr pela Carlin, principal equipe do automobilismo britânico, e vem fazendo ótima pré-temporada. A F3 Inglesa fez quatro dias de teste até agora. Nos dois primeiros, em Rockingham, o brasiliense dominou. Nos dois mais recentes, em Silverstone, foi segundo colocado, batido por pilotos diferentes: primeiro o colombiano Carlos Huertas, depois o malaio Jazeman Jaafar, ambos da mesma equipe.

Sempre peço aqui pra que as pessoas segurem um pouco a expectativa sobre Nasr, que, afinal, é um menino de 18 anos. Mas é fato que é muito talentoso. Sorte pra ele, que escolha os caminhos certos. E que tenha grana suficiente para ir além.

O outro nome forte este ano é Cesar Ramos. O atual campeão da F3 Italiana testou pela F2 e foi muito competitivo logo de cara, a despeito de o carro feito pela Williams ter mais do que o dobro de potência. Decidiu correr na World Series e, apesar de ser estreante, vem conseguindo um desempenho excelente.

No seu primeiro dia de testes pela categoria apadrinhada pela Renault, que tem motor em média ainda mais forte que o da F2, emplacou um sexto lugar, 0s1 mais lento do que Alexander Rossi, companheiro e promessa norte-americana. No segundo dia em Aragon, foi o quarto, 0s16 atrás do parceiro de Fortec.

Em Barcelona, os treinos foram marcados pelo tempo chuvoso e por condições variáveis do circuito. Ramos foi nono no primeiro dia e 14º no segundo, em que não conseguiu andar com pneus de pista seca e, portanto, não teria como andar no ritmo dos líderes.

Ramos deve brigar ali entre os cinco primeiros no extremamente competitivo grid da World Series. E, se não acontecer, não tem problema (exceto financeiro, se houver): é primeiro ano, dá pra tentar mais uma vez. O favoritíssimo para 2011 é Daniel Ricciardo, reserva da Red Bull/Toro Rosso, na maior barbada entre as séries de acesso à F1. Só que a chance de ele substituir Sébastien Buemi ou Jaime Alguersuari durante a temporada é muito grande. Não acredito no australiano correndo até o fim da disputa.

Há três datas em comum entre World Series e F1, somente uma no fim da temporada, quando essa substituição seria mais provável. Entretanto, não sei se a Toro Rosso repetiria a permissão para terminar o campeonato da categoria de base como fez com Jaime Alguersuari em 2009, para depois ouvir o espanhol reclamar de falta de adaptação durante 2010 inteiro. Se Ricciardo não chegar ao final da disputa, mais uma chance para que Ramos, Wickens, Rossi e companhia lutem pelo troféu no fim do ano.

Autor: - Categoria(s): F3, World Series Tags: , , , , , , ,
16/03/2011 - 17:48

Marussia Virgin e a World Series

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Felipe Paranhos

Trabalhar com nerds é difícil. É duro trabalhar com gente que sabe a data de nascimento do Jazeman Jaafar. O dia da primeira vitória de Riki Christodoulou. Que sabe quantos pilotos Daniil Move ultrapassou na sua estreia no kart.

Pois sim. Digo isso porque eu pensei que tinha tido uma sacada razoavelmente boa, ao perceber que o canadense Robert Wickens fechou pela Carlin na World Series com o patrocínio da Marussia e um layout bastante parecido com o da Virgin.

Aí fiquei pensando, somente como conjectura, no fato de que a Marussia Virgin, a famosa MVR ou MRV ou até RMV da RGT, ainda não anunciou seus reservas para 2011. E vai que ele aparece… Sem falar que, como a Virgin não tem representação nas categorias de base (atualização: aliás tem, mas só na GP3), Wickens pode ser um nome para o futuro da equipe, caso renda bem em 2011.

Foi quando eu vi que o colega Felipe Giacomelli, dono do blog World of Motorsport, já havia falado sobre isso. Em detalhes, neste post. Ontem, ainda por cima. Mas, apesar de tão atento, ele não viu algo que eu vi. Por algum motivo, ele treinou em Aragon, semana passada, com o capacete da época que era apoiado pela Red Bull. 1×1, Giaco.

Amanhã falo mais sobre a World Series.

Autor: - Categoria(s): F1, World Series Tags: , , , ,
16/10/2010 - 18:43

Perdendo terreno

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FELIPE GIACOMELLI

Esta semana, entre os dias 11 e 15 de outubro, marcou o primeiro passo da F-Renault Europeia, da World Series e da GP3 rumo à temporada 2011. As categorias realizaram os testes coletivos, quando as equipes têm a possibilidade de testar uma série de pilotos visando à formação do plantel para o próximo ano.

Somando as três divisões, apenas três brasileiros estiveram presentes: André Negrão – que testou pela Draco na World Series – e Adriano Buzaid e Pedro Nunes na GP3, competindo pelos times Addax e ART, respectivamente. O número é baixo se lembrarmos que na última temporada só na GP3 eram quatro os pilotos nascidos em terra verde e amarela.

O Brasil perdeu espaço no automobilismo internacional para países menos tradicionais, como a Suíça, que teve cinco pilotos espalhados pelas categorias, ou como a Nova Zelândia e a Rússia, que também tiveram três. Países que nunca chegaram próximos de um título na F1, como a Colômbia e Filipinas tiveram dois representantes nas sessões. Fora as participações de garotos vindos da Hungria, da Indonésia, de Cingapura, da Romênia e da Malásia.

Para efeito de comparação, cerca de uma dezena de franceses e ingleses participaram das atividades, enquanto Holanda, Espanha e Itália tiveram quatro ou cinco garotos testando. Só que aqui é importante lembrar que a temporada 2010 nesses dois últimos países ainda não acabou.

Com cada vez menos pilotos brasileiros tomando parte dos testes e, por consequência, estando na mira das grandes equipes, não é de se espantar que o Brasil termine o ano com apenas um representante correndo na GP2.

Autor: - Categoria(s): GP2, GP3 Tags: , ,
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